Diferenças entre edições de "Epidauro"

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{{Mais notas||geo-eu|hist-eu|data=janeiro de 2014}}
{{geocoordenadas|37_35_46_N_23_4_45_E_type:landmark_region:GR|37° 35′ 46″ N, 23° 4′ 45″ O}}
{{Info/Sítio do PatrimônioPatrimónio Mundial
 
{{Info/Sítio do Patrimônio Mundial
|nome = Sítio Arqueológico de Epidauro
|imagem = [[Imagem:Epidauros-Theater-1.jpg|250px]]
|imagem_legenda = Anfiteatro de Epidauro
|região = Europa e América do Norte
|país = Grécia{{GRC}}
|ano = 1988
|critério = C (i) (ii) (iii) (iv) (vi)
|id = 491
|coordenadas ={{coor dms|display=inline,title|37|35|46|N|23|4|45|E|type:city_region:GR}}
|coordenadas = Peloponeso, Grécia
}}
}}[[Categoria:Patrimônio Mundial da UNESCO na Grécia]]
 
'''Epidauro''' ([[língua grega antiga{{langx|grc|grego antigo]]: ''Ἐπίδαυρος'', ||''Epídauros''}}, [[latim]]: {{langx|la|''Epidaurus''}}) era uma [[cidade]] da [[Grécia antiga]], situada na [[Argólida]], às margens do [[Marmar Egeu]] e célebre pelo [[santuário]] de [[Esculápio]], [[deus]] da [[Medicina]], que atraía doentes de todo o mundo. Seu [[teatro]] ao ar livre está bem conservado. Fundada pelos [[jônicos]], foi ocupada pelos [[dóricos]] e aliou-se a [[Esparta]], perdendo sua importância com o desenvolvimento da cidade de [[Egina]], na ilha de mesmo nome. Decaiu com a [[conquista romana]].
 
== Anfiteatro de Epidauro ==
 
== Mitologia ==
Segundo a lenda local, o nome da cidade é devido a um herói epônimo, [[Epidauro (mitologia)|Epidauro]], que poderia ser um filho de [[Pélope]] (segundo os nativos da [[Élida]]), um filho de [[Argos (filho de Zeus)|Argos]] (segundo os nativos de [[Argos (Grécia)|Argos]]) ou um filho de [[Apolo]] (segundo os nativos de Epidauro)<ref name="pausanias.2.26.2">[[Pausânias (geógrafo)|Pausânias]], ''[[Descrição da Grécia]]'', 2.26.2</ref>.
 
Foi em Epidauro que nasceu [[Asclépio]], em uma das três versões sobre o nascimento deste médico narradas por [[Pausânias (geógrafo)|Pausânias]]<ref name="pausanias.2.26.4">[[Pausânias (geógrafo)]], ''[[Descrição da Grécia]]'', 2.26.4</ref>.
 
Epidauro é citada no ''[[Catálogo de navios]]'' (na secção que se encontra no canto II da [[Ilíada]] de [[Homero]]) como «Epidauro dos bons vinhedos»<ref>[[Homero]], ''[[Ilíada]]'',ii,561</ref>.
 
A cidade foi governada por ''Pityreus'', descendente de [[Íon (mitologia)|Ião]] (ancestral dos [[jônios]]), mas este entregou-a aos argivos liderados por [[Deifonte]],<ref name="pausanias.2.26.1">[[Pausânias (geógrafo)]], ''[[Descrição da Grécia]]'', 2.26.1</ref> e mudou-se, com os jônios, para Atenas<ref name="pausanias.2.26.2" />.
 
== História ==
 
Nos séculos [[século VII a.C.|VII a.C.]] e [[século VI a.C.|VI a.C.]], pertencia à [[anfictionia]] chamada «dos [[Minianos]]», cuja fixação era na ilha de [[Poros|Calauria]].<ref>[[Estrabão]], ''[[Geografia de Estrabão|Geografia]]'',viii,6,15.</ref> Em finais do {{AC|século VI a.C.|x}}, era governada pelo tirano [[Procles (tirano de Epidauro)|Procles]], que deu sua filha Melisa em casamento a [[Periandro de Corinto|Periandro]], tirano de [[Corinto]]<ref>[[Heródoto]], ''[[História (Heródoto)|Histórias]]'', iii,50; v,92</ref><ref>[[Pausânias (geógrafo)]], ''[[Descrição da Grécia]]'', 2.28.8</ref>. Periandro atacou Epidauro e fez prisioneiro Procles conquistando a cidade. Depois da tirania voltou a [[oligarquia]].
 
Na época histórica, oligarcas dóricos continuaram a ser os dirigentes da cidade, que era uma das principais cidades comerciais do [[Peloponeso]]. Epidauro colonizou [[Egina]], que durante muito tempo foi uma dependência. Também colonizou [[Cós (Grécia)|Cós]], [[Calimnos]] (''Calidnos'') e [[Nísiros]], mas quando o comércio cresceu, Egina aumentou a sua importância e suplantou a metrópole no {{AC|século VI a.C.|x}}
 
Epidauro foi sempre fiel aliada de [[Esparta]] enquanto que com a sua metrópole, Argos, rompeu relações depois da instauração nesta cidade da [[democracia grega|democracia]]. A cidade de Epidauro era governada por ''artinos'' (''artynae'') que presidiam um conselho de 180 membros; os habitantes originais não dórios eram os ''konipodes'' que trabalhavam a terra para os seus amos dórios, mas não eram escravos.
 
Nas [[Guerras Médicas]], a cidade enviou oito navios para a [[Batalhabatalha de Artemisio]], 800 homens para [[Batalha de Platea|Platea]] e 10 barcosnavios para [[batahla de Salamina|Salamina]]. Ao terminar a guerra, [[Salamina (ilha)|Salamina]] aliou-se com Esparta e entrou na [[Liga do Peloponeso]], contra Atenas e a [[confederação de Delos]]. Tomou parte no «assunto de [[Corfu|Corcira]]» e proporcionou [[trirreme]]s a Corinto. Epidauro constituiu um ponto nevrálgico do confronto entre Atenas e Esparta.
 
Em [[419 a.C.]], durante a [[Guerra do Peloponeso]], os argivos tentaram conquistar a cidade, mas foram repelidos.
 
Já na [[século de Péricles|época clássica]], Epidauro gozou de um grande prestígio graças ao seu santuário consagrado a [[Esculápio]], onde se praticava a [[medicina na Antiga Grécia|medicina]] pela interpretação dos sonhos. Compreendia vários edifícios públicos, entre os quais havia um grande templo construído no [[{{AC|século IV a.C.]].|xx}} Em honra de Esculápio se organizavam as ''Asklepieia'', [[Jogos Pan-helénicos]] [[Concurso pentetérico|pentétericos]] que compreendia corridas de cavalo e, a partir do século {{séc|IV}}, concursos de poesia. O culto de Esculápio teve o seu apogeu na [[período helenístico|época helenística]].
 
Em [[243 a.C.]], Epidauro reuniu a [[Liga Aqueia]]. No Verão de [[{{AC|225 a.C.]]|x}} foi tomada por [[{{Lknb|Cleómenes |III]]}}, [[Lista de reis de Esparta|rei de Esparta]].<ref>[[Políbio]],ii,3,52.</ref> Converteu-se em aliada da [[República de Roma]].
[[Ficheiro:Epidaurus Theater.jpg|thumb|right|450px|Teatro de Epidauro]]
Sob domínio romano tinha perdido toda a importância e era praticamente o porto do templo de Esculápio. Pausânias dá uma lista de seus edifícios principais: o templo de [[Atena]] Cisea na [[acrópole]], o templo de [[Dionísio]], o de Artemisa, o de Afrodite, e talvez o de Esculápio; e o de Hera no porto<ref>[[Pausânias (geógrafo)]], ''[[Descrição da Grécia]]'', 2.29.1</ref>, provavelmente no actual Cabo Nicolau.
 
Na cidade havia também [[ginásioGinásio (Grécia Antiga Grécia)|ginásio]], [[palestra]], teatro, construído aproveitando a vertente de uma montanha, com um diâmetro de 112 metros e 32 filas de assentos na parte baixa, 20 na parte central e 24 na superior, com capacidade para 12.000{{formatnum:12000}} espectadores e o [[proscénio]].
 
[[Cipião Emiliano]] visitou-a em [[{{nwrap||168 a.C.|168]]-[[167 a.C.]]}}, na mesma época que outros grandes lugares do helenismo, como [[Antiga Atenas|Atenas]], [[oráculo de Delfos|Delfos]] e [[Olímpia]].<ref>''Ibid.'' XXX, A, II, 10, 4).</ref> Em [[{{AC|87 a.C.]]|x}}, é arrasada por [[SilasSula]], que saqueou o tesouro do templo. A última menção de Epidauro remonta ao {{DC|século VI|x}}, no ''Synekdemos'' de [[HieróclesHiérocles (geógrafo)|Hiérocles]], uma obra que descreve as divisões administrativas do [[Império Bizantino]].
Na cidade havia também [[ginásio (Antiga Grécia)|ginásio]], [[palestra]], teatro, construído aproveitando a vertente de uma montanha, com um diâmetro de 112 metros e 32 filas de assentos na parte baixa, 20 na parte central e 24 na superior, com capacidade para 12.000 espectadores e o [[proscénio]].
 
{{Referências}}
[[Cipião Emiliano]] visitou-a em [[168 a.C.|168]]-[[167 a.C.]], na mesma época que outros grandes lugares do helenismo, como [[Antiga Atenas|Atenas]], [[oráculo de Delfos|Delfos]] e [[Olímpia]].<ref>''Ibid.'' XXX, A, II, 10, 4).</ref> Em [[87 a.C.]], é arrasada por [[Silas]], que saqueou o tesouro do templo. A última menção de Epidauro remonta ao século VI, no ''Synekdemos'' de [[Hierócles]], uma obra que descreve as divisões administrativas do [[Império Bizantino]].
 
{{referências}}
 
{{Património Mundial na Grécia}}
{{Portal3|Património Mundial|Grécia Antiga|Grécia}}
 
[[Categoria:Cidades da Grécia Antiga]]
[[Categoria:Santuários da Grécia Antiga]]
}}[[Categoria:Patrimônio Mundial da UNESCO na Grécia]]
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