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Após a queda do [[Reino Visigótico]] em [[711]], resistentes aos [[Omíadas]] refugiaram-se no [[norte]] da [[Península Ibérica]], na [[cordilheira Cantábrica]], e escolheram [[Pelágio das Astúrias|Pelágio]] como [[rei]] ([[718]]), filho de [[Fávila]], um nobre da corte do rei [[visigodos|visigodo]] [[Égica]]. Pelágio fixa a sua capital em [[Cangas de Onís]] e encabeça a resistência. Ele recusa pagar tributos aos Omíadas e após reforçar o seu [[exército]] com combatentes que continuavam a chegar, ataca pequenas guarnições omíadas da região.
 
Os omíadas, cujo poder na península se concentrava em [[Córdova (Espanha)|Córdova]], não parecem preocupados com essa insurreição naquela afastada região montanhosa, sem grande interesse estratégico para eles. Tanto mais que os seus recursos eram absorvidos com as campanhas do outro lado dos [[Pirenéus]], contra o [[reino franco]]. Mas após a [[batalha de Tolosa (721)|derrota]] de [[721]] em [[Toulouse|Tolosa]], o governador [[Ambiza]] (Anbasa ibn Suḥaym Al-Kalbiyy), da [[Al-Andalus]], decide enviar uma expedição punitiva contra as Astúrias, vendo ali uma vitória fácil para elevar o moral das suas tropas. Encarrega [[Munuza]] na preparação da expedição. Munuza envia então o [[general]] Alqama acompanhado por Oppas<ref>{{citar livro|Autor=Thomas Andrew Archer, Charles Lethbridge Kingsford, Henry Edward Watts|título=The Story of the Crusades|editora=BiblioBazaar|ano=2010}} ISBN 1149868082.</ref>, irmão do antigo rei visigodo [[WittizaVitiza]] e [[arcebispo]] de [[Sevilha]], para negociar a rendição dos Asturianos. Após o fracasso das negociações, os Omíadas, em maior número e melhor organizados, perseguem Pelágio e seus homens. Os asturianos levam pouco a pouco os Omíadas ao coração das montanhas até atingirem Covadonga, num estreito vale de fácil defesa, quando apenas restavam 300 homens.
 
== Desenvolvimento ==