Diferenças entre edições de "Cristóvão de Figueiredo"

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'''Cristóvão de Figueiredo''' ([[Portugal]], ? - c.1543) foi um [[pintor]] [[maneirista]] português da primeira metade do século XVI, examinador do ofício e pintor do infante-cardeal [[D. Afonso]], filho do rei [[D. Manuel I]] e irmão de [[D. João III]].
==Vida==
 
Ignoram-se os locais do seu nascimento e da sua morte. A sua vida e a sua atividade artística encontra-se, porém, documentadas de 1515 a 1543. Casado com Ana Pires, filha do mestre régio das obras de carpintaria [[Pero Anes]] e de Beatriz Afonso, teve um filho chamado Pedro de Figueiredo, moço de câmara do infante D. Afonso; era cunhado de Isabel Pires, mulher do arquiteto francês [[João Ruão]].
Trabalhou como examinador de pintores em 1515. Cerca de 1518-19 trabalhou nas obras para a [[Relação de Lisboa]] sob a chefia de [[Francisco Henriques]], juntamente com [[André Gonçalves (pintor)|André Gonçalves]], [[Gaspar Vaz (pintor)|Gaspar Vaz]], [[Gregório Lopes]], [[Garcia Fernandes]], entre outros artistas, entre os quais sete pintores flamengos.
 
===O Retábulo do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra===
Entre 1522 e 1533, por encomenda do rei [[D. Manuel I]], trabalha na pintura do retábulo grande da capela-mor do [[Mosteiro de Santa Cruz]] em [[Coimbra]], que lhe foi atribuído primeiro por [[Teixeira de Carvalho]], com base numa carta de [[Gregório Lourenço]], vedor das obras do mosteiro, que, em 19 de março de 1522, escreve a [[D. João III]] e, entre outras coisas, faz-lhe saber que o retábulo grande da capela mor, já concluído na parte da marcenaria, precisa de ser pintado.
 
Trabalhou ainda, durante o ano de 1533, em [[Lamego]]. Em 31 de outubro de 1533 assinou, como testemunha, uma procuração que o rev. António Lopes, camareiro do [[bispo]] D. Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos, fez a Jorge Alvares, feitor de sua senhoria. Este é o mais antigo documento conhecido em que o artista se intitula pintor do [[Afonso de Portugal (1509-1540)|infante cardeal]].<ref name="enciclopedia2">Grande Enciclopédia Luso-Brasileira, vol. 11, p. 305</ref>.
 
===O Retábulo do Mosteiro de Santo António de Ferreirim===
No mês seguinte, a 27 de novembro de 1533, no paço episcopal de Lamego, assina com o Padre Frei Francisco de Vila-Viçosa, guardião do [[Mosteiro de Ferreirim]], e de acordo com o que antes ficara estabelecido perante o infante D. Fernando, um contrato para execução de três retábulos destinados à igreja daquele mosteiro franciscano, conforme desenhos que fizera e outras obras que realizara com o seu parceiro [[Garcia Fernandes]]. Por uma procuração, feita igualmente em Lamego aos 22 de abril de 1534, sabe-se, porém, que na execução dos referidos retábulos colaboraram igualmente [[Garcia Fernandes]] e o pintor régio [[Gregório Lopes]], tendo este grupo sido apelidado por Luís Reis-Santos de ''"Mestres de Ferreirim"''.<ref name="mestres">Luís Reis-Santos, Estudos de pintura antiga, 1943</ref>.
 
*[http://joaquimcaetano.wordpress.com/amor-fama-e-virtude/ao-modo-de-italia/ Joaquim Oliveira Caetano. ''Ao Modo de Itália'']
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