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A ocupação cimérica da Lídia, no entanto, teve curta duração, provavelmente devido a alguma [[epidemia]]. Entre 637 e 626 a.C. foram derrotados por [[Aliates II]] da Lídia; esta derrota marcou, na prática, o fim do poder cimério. O termo ''Gimirri'' foi usado um século depois, na [[Inscrição de Behistun]] (c. 515 a.C.) como um equivalente [[Babilônia|babilônio]] dos [[sacas]] (citas) mencionados pelos [[persas]]. Com a exceção desta menção, os cimérios desaparecem por completo dos relatos históricos, e seu destino se torna desconhecido; especula-se que tenham se fixado na [[Capadócia]], conhecida em [[Língua armênia|armênio]] como [[wikt:Գամիրք|Գամիրք]], ''Gamir-kʿ'' (mesmo nome dado à terra natal dos cimérios em Manas).{{carece de fontes|data=fevereiro de 2011}}
 
===Possíveis descendentes===
[[Heródoto]] acreditava que os cimérios e os [[trácios]] eram parentes próximos, e que ambos habitavam originalmente a costa setentrional do [[Mar Negro]], de onde teriam sido expulsos por volta de 700 a.C. por invasores vindos do Oriente. Enquanto os cimérios teriam então partido de sua terra natal para o oeste e o sul, cruzando o [[Cáucaso]], os trácios teriam migrado para o sudoeste, adentrando os [[Bálcãs]], onde estabeleceram então uma cultura duradoura e bem-sucedida. Os [[tauros]], habitantes originais da [[Crimeia]], por vezes são identificados como tendo parentesco com os cimérios e, posteriormente, com os [[tauriscos]].
 
Alguns historiadores pré-modernos afirmam que os cimérios seriam antepassados dos [[celtas]] ou dos [[povos germânicos]], utilizando como argumento a semelhança do termo [[Latim|latino]] ''Cimmerii'' com [[cimbros]] (''cimbri'', antigo povo germânico) ou [[Cymry]] (nome do [[País de Gales]] em [[Língua galesa|galês]]). É improvável, no entanto, que tanto o [[Língua protocelta|proto-celta]] quanto o [[Língua protogermânica|proto-germânico]] tenham entrado na [[Europa Ocidental]] no final do século VII a.C.; a formação de ambos costuma estar associada às culturas [[Cultura Urnfield|Urnfield]], da [[Idade do Bronze]], e à [[Idade do Bronze nórdica]], respectivamente. Não é inconcebível, no entanto, que migração "[[traco-ciméria]]" de pequena escala (em termos populacionais) ocorrida no século VIII possa ter desencadeado mudanças culturais que contribuíram para que a cultura Urnfield se transformasse na [[Cultura Hallstatt|cultura Hallstatt C]], trazendo consigo o advento da [[Idade do Ferro]] europeia. Posteriormente, estes grupos cimérios restantes poderiam ter se deslocado e atingido os [[países nórdicos]] e o [[rio Reno]]. Um exemplo seria justamente a [[tribo]] dos cimbros, cuja origem estaria na região de [[Himmerland]] (em [[dinamarquês antigo]], ''Himber sysæl''), no norte da [[Dinamarca]].<ref>Jones, Gwyn. ''A History of the Vikings'', Londres: Oxford University Press, 2001</ref>
 
A [[etimologia]] de ''Cymro'' "[[Galeses|galês]]" (plural: ''Cymry''), associada aos cimérios por [[celtista]]s do século XVII, é tida pelos linguistas que estudam os [[Línguas celtas|idiomas celtas]] atualmente como um derivado do termo [[Línguas britônicas|britônico]] *''kom-brogos'',<ref>''[[Geiriadur Prifysgol Cymru]]'', vol. I, p. 770.</ref><ref>Jones, J. Morris. ''Welsh Grammar: Historical and Comparative''. Oxford: Clarendon Press, 1995.</ref><ref>Russell, Paul. ''Introduction to the Celtic Languages''. Londres: Longman, 1995.</ref><ref>Delamarre, Xavier. ''Dictionnaire de la langue gauloise''. Paris: Errance, 2001.</ref> que significa "compatriotas", (ou seja, outros [[britões]], ao contrário de outros habitantes das [[ilhas Britânicas]], como os [[anglo-saxões]]).
 
== Língua ==