Abrir menu principal

Alterações

3 099 bytes adicionados ,  22h58min de 17 de março de 2014
 
A [[etimologia]] de ''Cymro'' "[[Galeses|galês]]" (plural: ''Cymry''), associada aos cimérios por [[celtista]]s do século XVII, é tida pelos linguistas que estudam os [[Línguas celtas|idiomas celtas]] atualmente como um derivado do termo [[Línguas britônicas|britônico]] *''kom-brogos'',<ref>''[[Geiriadur Prifysgol Cymru]]'', vol. I, p. 770.</ref><ref>Jones, J. Morris. ''Welsh Grammar: Historical and Comparative''. Oxford: Clarendon Press, 1995.</ref><ref>Russell, Paul. ''Introduction to the Celtic Languages''. Londres: Longman, 1995.</ref><ref>Delamarre, Xavier. ''Dictionnaire de la langue gauloise''. Paris: Errance, 2001.</ref> que significa "compatriotas", (ou seja, outros [[britões]], ao contrário de outros habitantes das [[ilhas Britânicas]], como os [[anglo-saxões]]).
 
==Menções na mitologia de outros povos==
Nas fontes surgidas a partir dos [[Anais Reais Frâncicos]], os reis [[merovíngios]] dos [[francos]] tradicionalmente apontavam a origem de sua linhagem a uma tribo pré-frâncica conhecida como [[sicambros]] (''Sicambri'' ou ''Sugambri'', em [[latim]]), [[Mitologia|mitificadas]] como "cimérios" cuja origem seria a foz do [[Danúbio]], mas que na realidade teriam vindo da região de [[Gelderland]], nos atuais [[Países Baixos]], cujo nome tem a mesma origem do [[rio Sieg]].<ref>Geary, Patrick J. ''Before France and Germany: The Creation and Transformation of the Merovingian World. Nova York: Oxford University Press, 1988</ref>
 
Outra associação possível entre os cimérios dos rios Tiras e Tánais e os países nórdicos e, possivelmente, os sicambros do baixo Reno, estaria no fato de que a rota oriental do [[âmbar]] era uma [[rota comercial]] que ligava o [[Mar Báltico]] e o [[Mar Negro]], e através do qual diversas culturas foram difundidas. Esta rota já estaria em plena atividade por volta de 1800 a.C., e cruzava os rios [[Rio Dnieper|Dnieper]], [[rio Pripyat|Pripyat]], [[Rio Bug Ocidental|Bug Ocidental]] e o [[Rio Vístula|Vístula]]. Também existem evidências arqueológicas no sul da [[Escandinávia]] de que uma cultura invasora estava chegando à costa do Mar Báltico por volta de 1200 a.C., aproximadamente o mesmo período do início da [[Idade do Bronze nórdica]]. Esta cultura recém-chegada teria abrangido um território que ia do estuário do Vístula até a [[Escânia (província)|Escânia]], [[Zelândia]], [[Fiônia]] e [[Himmerland]], na [[Jutlândia do Norte]] e na [[Helgoland]], um arco que contém os depósitos mais ricos de âmbar da Europa. Graças ao [[cartógrafo]] grego [[Pitéas]], de [[Massília]], que escreveu por volta de 330 a.C., este arco seria habitado por um povo conhecido como ''Gotones''. Pitéas também menciona que estes ''Gotones'' eram vizinhos dos [[teutões]] (''teutones'') que habitavam as regiões das atuais [[Jutlândia do Sul]] e [[Holstein]]. Também sabe-se que [[Plínio, o Velho]], escrevendo em 79 d.C., afirmou que a faixa de terra entre o estuário do Vístula e o Mar Negro era chamada de [[Cítia]]; é possível, logo, que tenha existido uma elite de cavaleiros cimérios que se apossou deste depósito de âmbar báltico entre 1200 e 1000 a.C., e que posteriormente teriam dado origem ou influenciado os ''Gotones'', teutões e [[cimbros]] - bem como, posteriormente, os próprios sicambros. Outros indicadores apontam para o prefixo 'Cim', que poderia ser [[cognato]] do [[Língua proto-indo-europeia|proto-indo-europeu]] ''*khim'', a provável origem dos termos ''home'', em [[Língua inglesa|inglês]], e ''heim'', no [[nórdico antigo]] ("lar", "casa"). A segunda parte da palavra, 'mer', poderia significar "[[mar]]", indicando possivelmente uma terra de origem nas proximidades do Mar Negro, ou "grande" (como no [[Língua gótica|gótico]] 'Waldamar').
 
O nome [[Bíblia|bíblico]] "[[Gomer]]" também foi associado por algumas fontes aos cimérios.
 
== Língua ==