Romanização: diferenças entre revisões

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'''Romanização''', conceito criado pelo pesquisador [[Theodor Mommsen]] no [[século XIX]], indica a propagação da cultura romana através da [[aculturação]] e [[assimilação cultural]] de seus atributos, por parte das populações anexadas durante o período de expansão da [[República Romana]], do [[Império Romano]] ou [[Principado romano|Principado]], dentro da perspectiva civilizatória de Roma<ref>Mendes, Norma Musco. "Romanização e as questões de identidade e alteridade".</ref>. Tal processo variou de acordo com as especificidades dos diferentes locais em que ocorreu.<ref>Bancalari, 2007</ref>
 
Segundo [[Martin Millett]], a romanização teria começado de cima para baixo, com as classes superiores adotando a cultura romana em primeiro lugar e, de modo mais lento, essa assimilação teria se espalhado para as regiões mais internas e periféricas entre os camponeses.<ref>Millett, 1990, apud Hingley, 2010.</ref> Outras perspectivas, no entanto, ressaltam a participação dos nativos nesse processo de mudanças dentro do Império Romano, resultando na adaptação de práticas e conceitos utilizados em Roma, de modo a satisfazer os interesses locais.<ref>Hanson, 1994 apud Hingley, 2010</ref>
 
A título de exemplificação dos mecanismos desse processo de romanização, podemos destacar a construção de cidades<ref>Mendes, 2001</ref> , locais em que se manifestava e se exercia o ideal de cidadão romano, reforçando a ideia do ser romano entre os nativos.
 
Cabe ressaltar que o termo romanização variou ao longo de sua existência, sendo, ainda hoje, alvo de discussão entre especialistas. No [[século XX]], com os processos de [[descolonização]], houve uma mudança ideológica, na qual a necessidade de um novo discurso e de uma nova perspectiva da história se fez presente.<ref>Milazzo, Bernardo. "BRITÂNIA ROMANA – AS CIDADES COMO CENTROS DO PODER NA FRONTEIRA DE UM IMPÉRIO: A COLONIA DE CAMULODUNUM" 2007, Niterói.[http://www.gaialhia.kit.net/artigos/bernardo_1_2007.pdf]</ref>
 
== Histórico do termo ==
=== Conceito de Romanização por Mommsen ===
[[Theodor Mommsen]] foi agraciado com o [[Prêmio Nobel]] de Literatura de [[1902]], pela sua obra "História de Roma" onde pela primeira vez se leu o termo ''"Romanização"'' na descrição das ações de pensar, colonizar, controlar terras distantes e possuídas por outros povos "na formação do Império Romano".
 
Há estudos que explicam melhor a base de estudos de Mommsen e [[Francis J. Haverfield|Haverfield]], que são estudos baseados na teoria de Darwin. Através desses estudos tenta-se explicar a transformação de diversas culturas (a exemplo britânico) em uma cultura "romanizada".<ref>[http://www.prp.unicamp.br/pibic/congressos/xiiicongresso/cdrom/pdfN/530.pdf] ARQUEOLOGIA, COLONIALISMO E DARWINISMO SOCIAL: A APLICAÇÃO DAS TEORIAS BIOLÓGICAS NOS ESTUDOS DAS SOCIEDADES HUMANAS E SUA REPERCUSSÃO NAS PESQUISAS EM ARQUEOLOGIA ROMANA (SÉCULOS XIX-XX)Rafael de Abreu e Souza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (Orientador),Núcleo de Estudos Estratégicos – NEE e Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH,UNICAMP</ref>
 
[[Imagem:Theodor Mommsen 02.jpg|thumb|Theodor Mommsen, retratado por Louis Jacobi, 1863.]]
 
=== Escola Britânica - Haverfield ===
Arqueólogo, em seu trabalho "A romanização da Bretanha Romana" - publicado, pela primeira vez, em [[1906]] - Haverfield estabeleceu um modelo para o processo de mudança progressiva, "''romanização''", que tem muito em comum com os conceitos de "progresso" e de "desenvolvimento" próprios do [[século XIX]] e do [[Século XX|início do XX]], período em que o [[Império Britânico]] se estabelecia e necessitava de fundamentos [[positivismo|positivistas]] encontrados na história do [[Império Romano]] para justificar suas práticas imperialistas na [[África]] e na [[Ásia]].
 
Haverfield sugere que Roma manteve seu império de duas maneiras: organizando as defesas das fronteiras e intervindo no crescimento das "civilizações internas". O autor denomina de ''"Romanização"'' a maneira de não-romanos receberem uma nova língua, cultura, arte, estilo de vida urbana e religião. Suas duas conclusões sobre o processo foram: primeiramente, romanização, no geral, visa extinguir a distinção entre romanos e provinciais, em relação à cultura material, política e língua; como outra conclusão, é afirmado que o processo não foi igual em todo lugar e não destruiu, de uma vez só, todos os traços tribais e sentimentos "[[nacionalismo|nacionalistas]]" dos conquistados.
 
=== O pós-colonialismo e os Nativistas ===
Nas décadas de 1970 e 1980, a contra-resposta dos nativistas surgiu para descentralizar as visões e teorias sobre o termo, adicionando a noção de ''resistência'' para as culturas não-romanas. Para esse grupo, que apontou a lenta incorporação do [[latim]], a rápida urbanização das cidades e o aparente reviver dos povos que compartilhavam uma cultura [[celtas]] no final do Império, a romanização foi um pouco mais do que uma "pincelada", onde a cultura céltica sobreviveu. Para os nativistas britânicos, o modo romano de viver não foi nem "abraçado" nem rejeitado, mas ignorado, formando uma "resistência passiva".
 
=== Abordagem de Millett ===
A partir da conceituação de Haverfield sobre romanização, [[Martin Millett]], não querendo reacender as tensões com os nativistas, mas tentar uma coexistência das duas teorias, conciliando a conclusão de Haverfield em relação ao "recebimento" de uma nova cultura com a teoria nativista britânica da participação ativa de toda a população conquistada. Ele o fez aceitando a hipótese de Haverfield em que a romanização foi um processo espontâneo, mas afirmando que o motor para a adoção dos símbolos da ''Romanitas'' esteve, inteiramente, nas mãos das elites nativas. Segundo a abordagem de Millett, as elites teriam aceitado a ocupação romana e as futuras modificações geradas e adotariam os modelos considerados pelos romanos como menos "bárbaros" para manter a sua soberania na região.
 
=== Teoria de Hingley ===
Para [[Richard Hingley]] não é possível afirmar um conceito de ''romano'' ou de ''cultura material romana'' sem recorrer a visões e opiniões modernas ou contemporâneas, ou seja, sem utilizar termos que não pertecem à época. Segundo o autor, obviamente a conquista romana das [[Província romana|províncias]] deixou marcas profundas, tanto físicas (modificações dos edifícios, templos, construção de estradas) quanto psicológicas (pois a conquista e as mudanças foram através de uma guerra). Desse modo, tentar perceber como os habitantes locais das províncias se relacionavam intimamente com a presença romana é complicado e difícil de ser analisado.
 
== Características da romanização ==
Pode-se medir os mecanismos da romanização através de alguns elementos chave da cultura material e da tradição literária antiga. O ponto de partida principal é a cidade, pois é o local onde se manifesta a "humanitas" romana, ou seja, o conjunto de atitudes ideais do modo de vida romano. É também nas cidades romanas construídas nas províncias que se construíam os símbolos urbanísticos romanos clássicos, como o fórum, o teatro, as basílicas, os templos, as estátuas etc. Isso tudo reforçava entre a população nativa a ideia do que é "ser romano".
 
=== Definição do "modo de vida romano" ===
Em termos técnicos e jurídicos, pode-se definir um romano pelo fato dele ter [[cidadania romana]]. Porém, vários outros aspectos da cultura romana poderiam também ser incluídos, como o culto aos deuses romanos e depois ao imperador. Mas por causa das diferenças sociais e territoriais entre os habitantes do império, o que identifica um romano passava por assimilar atributos culturais que fariam alguém se tornar romano, “parecer romano”. A criação dessa identidade parte da utilização do [[latim]], do [[Culto_imperial|culto imperial]], da participação no [[Exército_romano|exército]], da promoção do modelo de [[urbanização]] típico do mundo romano nas províncias, e principalmente da defesa do ideal de ''virtus''. A ''virtus'' é o conjunto das virtudes ideais do homem romano, o ''vir'', ou seja, o modo como um romano típico deveria agir. Originalmente, a “uirtus” descrevia especificamente a coragem guerreira, porém seu sentido foi ampliado e passou a designar também as virtudes romanas no seu conjunto. As virtudes eram divididas em diferentes qualidades, incluindo a ''prudentia'' (prudência), a ''justitia''(justiça), a ''temperantia'' (auto-controle), a ''fortitudo'' (coragem), a ''gratuitas'' (postura que denota seriedade), a ''pietas'' (o culto correto aos deuses), a ''fides'' (boa-fé) e a ''auctoritas'' (autoridade, poder). Um homem que agisse com ''uirtus'' seria então um homem que agiria com ''humanitas'' - traduzindo vulgarmente, alguém civilizado, que possui uma conduta moralmente superior.
 
== Diferenças regionais ==
A expansão do [[Império Romano]], durante os séculos [[século III a.C.|III]] e [[século II a.C.|II a.C.]], não ocorreu de maneira uniforme em todas as regiões conquistadas. Cada povo apresentou reações diferentes, seja através da resistência ou da conciliação de interesses entre os grupos dirigentes e os invasores romanos, seja devido à variedade de povos ou às suas respectivas formas de organização econômico-social.
 
[[Imagem:Nördlingen - Villa Rustica - Römischer Gutshof02.jpg|thumb|300px|''Villa Rustica'', fazenda romana com casa de banhos, [[século III|século III d. C.]] - [[Nördlingen]], [[Alemanha]]]]
 
A [[Germânia]], por exemplo,como ressalta Otto C. Barreto Neto<ref>[http://www.nea.uerj.br/publica/e-books/roma_e_as_sociedades_da_antiguidade.pdf] NETO, Otto C. Barreto. COLÔNIA ARA CLAUDIA AGRIPPINENSI: INTERAÇÕES NA GERMÂNIA INFERIOR. In: CANDIDO. M. R. (org.) ROMA E AS SOCIEDADES DA ANTIGUIDADE. Política, Cultura e Economia. Rio de Janeiro: NEA/UERJ, 2008, 74-76].</ref>, era um território desconhecido pelo Império Romano, o que fez com que, em um primeiro momento, a região recebesse poucos investimentos e o seu desenvolvimento não fosse efetivo. Os germanos viviam em aldeias e eram um povo semi-nômade. Ao perceberem a presença dos romanos, fugiam para as florestas e optavam pela guerrilha como forma de resistência, o que dificultava a dominação por parte do império. A principal presença de romanos na Germânia eram nos acampamentos militares na fronteira, o ''[[limes]]'', sendo através deles desenvolvidas as práticas comerciais e as representações culturais romanas. Além das [[Legião romana|legiões]], passavam também pelo território comerciantes, prostitutas, aventureiros e políticos, alguns deles "[[Cidadania romana|cidadãos romanos]]".
 
A [[invasão romana da península Ibérica]] ocorreu pela primeira vez em [[194 a.C.]] Conhecida como [[Lusitânia]] e atualmente como [[Portugal]], durante o processo de expansão, a região serviu muitas vezes de abrigo para os romanos, antecipando, assim, uma forma de contato entre [[lusitanos]] e romanos. A entrada dos romanos se deu de maneira diferenciada nesta região, sendo caracterizada por alguns conflitos, e em algumas áreas de menor resistência, principalmente pelo interesse dos grupos dirigentes e das classes mais ricas em integrar o Império.<ref>[http://www.nea.uerj.br/publica/e-books/roma_e_as_sociedades_da_antiguidade.pdf]Lima, Vanessa Vieira de. ESCOLAS DE ROMANIDADE: A EXPERIÊNCIA SERTORIANA In: CANDIDO. M. R. (org.) ROMA E AS SOCIEDADES DA ANTIGUIDADE. Política, Cultura e Economia. Rio de Janeiro: NEA/UERJ, 2008, 104-107.]</ref> De modo geral, o Império Romano obteve domínio sobre a Lusitânia gerando uma miscigenação significativa entre estes, marcando a região com características importantes de cultura e costumes, formando as raízes do que hoje é Portugal.<ref>[http://www.brathair.com/revista/numeros/02.01.2002/review_lusitanii.pdf] Lupi, João. Resenha - Os Lusitanos. Rodrigues, Adriano Vasco. ''Os Lusitano. Mito e Realidade.'' Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1998, 353p. Revista Brathair, vol. 2, n°1, p. 64-68, 2002.</ref>
 
No caso da [[Britânia (província romana)|Britânia]], os motivos de sua invasão geram debate entre historiadores, principalmente por acreditarem num forte potencial comercial daquela região. A assimilação cultural entre os dois povos e outros dominados por Roma, levou até mesmo a propagação do [[cristianismo]], posteriormente, por todo o império.<ref>[http://andrechevitarese.com/revistajesushistorico/arquivos3/Carlan.pdf] Carlan, Cláudio Umpierre. O Império Romano no século IV e os conflitos religiosos. Revista Jesus Histórico, vol. 2, n°2, p. 2-17, 2009.</ref>. Resquícios materiais, por exemplo, como a [[Muralha de Adriano]] influíram na divisão atual das Ilhas Britânicas. De acordo com Bernardo Milazzo<ref>[http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2009_Bernardo_Luiz_Martins_Milazzo-S.pdf] Milazzo, Bernardo Luiz Martins. A Construção da fronteira étnica no processo de Romanização na Britânia Romana: Os casos de resistência da revolta de Carataco e Boudica durante o século I d.C. Niterói, 2009</ref>, a [[conquista romana da Britânia]] criou elementos como a "fronteira étnica" entre os dominados e os dominadores, devido ao aspecto de resistência dos [[bretões]].
 
No Oriente, em especial na [[Grécia_Antiga|Grécia]], a romanização foi menos marcante. A cultura grega influenciou mais os romanos do que o contrário, como diz o poeta latino [[Horácio]]: "''Graecia capta ferum victorem cepit''", "A Grécia capturada conquistou seu feroz dominador"<ref>Horácio, ''Epístolas'', livro II, 1, 156-157.</ref>). Em um primeiro momento, os [[gregos]] desprezaram a cultura de seus dominadores, mas especialmente a partir do [[século II|século II d.C.]] pode-se perceber uma presença maior da cultura romana, como por exemplo na popularização de combates de [[gladiadores]], no aumento da participação de gregos dentro do [[senado romano]], na adoção do [[culto imperial]] e no processo de incremento da burocratização durante a [[Antiguidade tardia]].
 
É preciso enfatizar uma característica comum do processo: em todas as regiões invadidas pelos romanos preservaram-se muitos dos traços culturais locais, sendo transformada principalmente a esfera política. Isso ocorreu tanto para Roma quanto para os povos dominados, o que gerou uma mescla entre as culturas, criando uma cultura heterogênea e nova nas regiões dominadas. [[Alexandria]], por exemplo, mesmo se considerando superior em tradição e cultura, incorporou elementos políticos oriundos de Roma e características culturais da Grécia. Da mesma maneira que Roma, "absorvia" diversos modelos egípcios, por considerar esta uma civilização avançada, de costumes e tradições com características muito fortes.<ref>[http://www.revistas.ufg.br/index.php/historia/article/view/8179] Clímaco, Joana Campos. IMPACTOS DA ROMANIZAÇÃO EM ALEXANDRIA: ALGUNS DEBATES BIBLIOGRÁFICOS. História Revista - Revista da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás, vol. 14, n°01, p. 261-290, 2009.</ref>
 
Assim, o que se nota de maneira mais geral é que, apesar das diferentes influências e transformações causadas, não se diluíram as culturas locais, sendo esse processo caracterizado pela integração das culturas.
 
== Ver também ==
* [[Invasões da Britânia por Júlio César]]
* [[Cultura da Roma Antiga]]
* [[Aculturação]]
* [[Literatura latina]]
* [[Imperialismo]]
* [[Limes]]
* [[Antiguidade tardia]]
* [[Fronteiras do Império Romano]]
 
{{referências}}
 
== Bibliografia ==
* BANCALARI MOLINA, Alejandro.'' Orbe romano e imperio global''. Santiago: Universitaria, 2007
* BUSTAMANTE, Regina Maria da Cunha. ''Práticas culturais no Império Romano: entre a unidade e a diversidade''. p. 109-136. In. MENDES, Norma Musco; SILVA, Gilvan da Ventura. ''Repensando o Império Romano: perspectiva socioeconômica, política e cultural''. Rio de Janeiro: Mauad; Vitória, ES/; EDUFES,2006.
* HAVERFIELD, F. ''The Romanization of Roman Britain''. Oxford: Oxford University Press, 1915.
* HINGLEY, Richard. ''O Imperialismo Romano: novas perspectivas a partir da Bretanha''. São Paulo: Annablume, 2010
* MARQUES, Juliana Bastos. Resenha: Bancalari Molina, Alejandro. ''Orbe Romano e Imperio Global. La Romanización desde Augusto a Caracalla''. Santiago: Editorial Universitaria, 2007, 330p.
* MENDES, Norma Musco. ''Romanização e as questões de identidade e alteridade''. Conflito social na História da Antiguidade: stasis & discordia-Boletim do CPA, IFCH/UNICAMP, v. 11, n. jan./jun., p. 25-42, 2001
* MENDES, N.M. ''Sistema Político do Império Romano do Ocidente: Um Modelo de Colapso''. Rio de Janeiro: DP&A Ed., 2002
* MILLETT, M. ''[http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=l51aUiHfUKoC&oi=fnd&pg=PA1&dq=The+Romanization+of+Britain:+an+essay+in+archaeological+interpretation&ots=Q_QK1smpF0&sig=GiLzZGdeNIe6GZDakKBhj4t1Fn4#v=onepage&q&f=false The Romanization of Britain: an essay in archaeological interpretation]''. Cambridge: Cambridge University Press, 1990a
* MILLETT, M. ''The Romanization historical issues and archaeological interpretation''.In. BLAGG T.; MILLET, M.(Orgs.). The Early Roman Empire in the West: 35-41. Oxford: Oxford University Press,1990b
* WEBSTER, Jane. Creolizing the Roman Provinces. ''American Journal of Archaeology'', vol. 105, n. 2, 2001, p. 209-225.
 
== Ligações externas ==
* [http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2008/08/09/richard-hingley-fala-sobre-arqueologia-e-teoria-da-romanizacao Entrevista com Richard Hingley - Teoria da Romanização]
* [http://www.scielo.br/pdf/tem/v9n18/v9n18a02.pdf A Experiência Imperialista Romana: Teorias e Práticas]
* [http://www.julianus.org/textos/NMendes_imperio_romaniz.pdf Império e Romanização: "Estratégias", Dominação e Colapso]
 
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