Diferenças entre edições de "Caio Avídio Cássio"

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Assume-se que Cássio teria começado sua carreira durante o reinado de [[Antonino Pio]]{{sfn|Astarita|1983|p=31}}. Possivelmente escolhido como [[questor]] depois de ter servido em posições inferiores em 154{{sfn|Astarita|1983|p=34}}, acredita-se que o jovem ''[[vir militaris]]''{{sfn|Astarita|1983|p=33}} tenha recebido seu posto nos anos finais de Antonino como um [[legado imperial|legado]] em uma das [[legião romana|legiões]] que vigiavam os [[sármatas]] na fronteira do [[Danúbio]] na [[Mésia Inferior]]{{sfn|Astarita|1983|p=38}}. É certo que, a partir de 161, ele aparece como legado ali{{sfn|Astarita|1983|p=32}}.
 
Por volta de 164, durante o reinado de [[Lúcio Vero]], Avídio rapidamente ganhou importância como legado da [[Legio IIIII Gallica|IIIII ''Gallica'']]{{sfn|Birley|2001|p=130}}. Extremamente disciplinado{{sfn|Birley|2001|p=186}}, ele marchou em 165 pelo [[Eufrates]] e derrotou os [[partas]] em [[Dura-Europos]]. No final do mesmo ano, Cássio seguiu para o sul e atravessou a [[Mesopotâmia romana|Mesopotâmia]] em seu ponto mais estreito e atacou as cidades-gêmeas partas às margens do [[rio Tigre|Tigre]], [[Selêucia no Tigre|Selêucia]], na margem direita, e [[Ctesifonte]], a capital parta, na esquerda{{sfn|Birley|2001|p=140}}. Em seguida, ele incendiou o palácio de [[Vologases IV da Pártia|Vologases]] e, apesar de Selêucia ter aberto seus portões aos romanos, destruiu-a também alegando que a população teria descumprido os termos do acordo de rendição{{sfn|Birley|2001|p=140}}.
 
Precisando desesperadamente de suprimentos e com as tropas mostrando os primeiros sinais de contaminação pela [[peste bubônica|peste]], Avídio marchou de volta para a Síria com os espólios da campanha. Depois de comunicar os detalhes da campanha a Roma, ele foi recompensado com um posto de [[senador romano|senador]], embora o sucesso tenha sido creditado principalmente ao seu [[comandante-em-chefe]], o imperador [[Lúcio Vero]]. Este, por sua vez, aparece como um excelente comandante, que não temia delegar tarefas militares à generais mais competentes do que ele próprio{{sfn|Birley|2001|p=141}}.