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== O fagote hoje ==
Hoje, existem dois tipos de fagotes: o fagote do sistema francês e o do sistema alemão. As principais diferenças entre os instrumentos dos dois sistemas residem na madeira utilizada em sua confeçãoconfecção, a furação e o chaveamento, e conseqüentementeconsequentemente, os diferentes dedilhados etc. São duas as principais fabricantes do fagote francês ''Buffet-Crampon'' e ''Selmer''. Heckel, Püchner, Moosmann, Schreiber, Adler, Mönnig, Sonora, Hüller, Amati, Fox e [[Yamaha]] estão entre os maiores fabricantes de fagotes do sistema alemão.
 
[[Ficheiro:Bassoon.jpg|thumb|direita|100px| Fagote moderno sistema alemão.]]
 
=== Primeiras formações ===
O fagote foi usado inicialmente nas orquestras para reforçar a linha de baixo, e agir como o baixo da família dos instrumentos de palheta dupla. O compositor barroco [[Jean-Baptiste Lully]] incluiu em seu ''Les Petits Violons'' oboés e fagotes, junto às cordas, em um conjunto de dezesseisdezasseis peças (e, mais tarde, 21 peças), transformando-o em uma das primeiras orquestras a tocar com os recém-inventados instrumentos de palheta dupla. O compositor Antonio Cesti incluiu um fagote na sua ópera de 1668, ''Pomo d'oro''. No entanto, o uso do fagote nos concertos de orquestra foi muito esporádico até o final do [[século XVII]]. O uso crescente do fagote como instrumento ''basso continuo'' (baixo contínuo) significou sua inclusão nos corpos orquestrais, primeiramente na [[França]], e mais tarde na [[Itália]], [[Alemanha]] e [[Inglaterra]]. Enquanto isso, compositores como Boismortier, Corrette, Galliard, Zelenka, Fasch e [[Telemann]] escreveram para o instrumento músicas de conjunto e solos. [[Antonio Vivaldi]] tornou o fagote bastante proeminente ao compor 39 concertos para o instrumento.
 
Na metade do século, a função do fagote na orquestra ainda era limitada a um instrumento contínuo — uma vez que as partituras do período não mencionavam especificamente o fagote, seu uso estava associado especialmente às partes dos oboés e outros instrumentos de sopro. No começo da era [[rococó]], compositores como [[Haydn]], [[Johann Christian Bach|J.C. Bach]], [[Giovanni Battista Sammartini|Sammartini]] e Johann Stamitz passaram a incluir em suas partituras trechos que exploravam o timbre especial do fagote, mais que sua habilidade para dobrar a linha de baixo. No entanto, trabalhos orquestrais com partes inteiramente dedicadas ao fagote só se popularizaram com a chegada do período [[Era clássica|clássico]].
O fagote é composto de seis partes principais, incluindo a palheta. A campana <font color=red>(6)</font>, se estendendo até o topo; O corpo central (baixo) <font color=red>(5)</font>, conectando a campana e a seção final; a seção final <font color=red>(4)</font>, na parte de baixo do instrumento, que se dobra sobre si mesma; a asa (tenor) do instrumento, <font color=red>(3)</font>, que se estende da seção final até o bocal; e o bocal (ou tudel) <font color=red>(2)</font>, um fino tubo de metal que liga o corpo do instrumento à palheta <font color=red>(1)</font>, que é levada à boca. ({{Audio|Bassoon-technical-reed.ogg|Escute o som da palheta}}).
 
O fagote moderno é geralmente feito em [[bordo]], com espécies semi-rígidas como a Sicamora (''Acer Pseudoplantanus'', ''Bergahorn'' em alemão) e a ''Acer Saccharum'' (da América do Norte) sendo as madeiras preferidas. Modelos profissionais são freqüentementefrequentemente confeccionados em Bergahorn. A mais procurada variedade de Bergahorn para a fabricação de fagotes é a chamada . Modelos menos caros feitos de materiais como [[polipropileno]] e [[ebonite]], voltados para o uso estudantil ou ao ar livre. O metal também foi utilizado na confecção de fagotes no passado, mas desde 1889 nenhum fabricante utiliza esse material em sua produção.
 
O corpo do instrumento é cônico, assim como o do oboé e o do saxofone, e os tubos paralelos são conectados na parte de baixo do instrumento por meio de um conector de metal em forma de u, chamado ''U-tube''. Tanto o corpo quanto os furos são feitos mecânicamente, para que se obtenha mais precisão, e cada instrumento é acabado à mão. Como o posicionamento normal dos furos de tom no fagote exigiria uma abertura dos dedos muito maior que a de um adulto médio, foi desenvolvido um método através do qual os furos de saída de ar são perfurados em um ângulo oblíquo ao eixo central do tubo, tornando seu espaçamento exterior manipulável. Uma vez que as paredes da asa e as juntas da seção final são consideravelmente mais finas que as dos outros instrumentos de sopro, o som deve viajar uma boa distância antes de alcançar a parte externa, e é essa característica que contribui, em grande parte, para o som peculiar do fagote.
Dobrado sobre si mesmo, o fagote tem geralmente 1,34 m, embora seu comprimento total seja de 2,54 m. O manuseio do instrumento é facilitado ao se dobrar o tubo, e diminuindo a distância entre os espaçados furos através de um complexo sistema de chaves, que se estende por quase todo o comprimento do instrumento. Existem também fagotes ainda menores, feitos especialmente para as crianças.
 
Os fagotistas devem aprender três [[clave]]s diferentes: primeiramente a [[Clave#Clave de fá|Clave de Fá]] (baixo), mas também a [[Clave#Clave de sol|Clave de Sol]] e a [[Clave#Clave de dó|Tenor]] (Dó na quarta linha). O registro do fagote se inicia em B <sub>1</sub> e se estende por três oitavas. Notas mais altas são possíveis, embora muito difíceis de produzir e raramente solicitadas; as partes orquestrais raramente vão além de C ou D - até o difícil solo de abertura de [[A Sagração da Primavera]], de [[Ígor Stravinski]], ascende apenas até o D. A nota grave A no fundo da escala apareceu pela primeira vez em [[Tristan und Isolde|Tristão e Isolda]] de [[Richard Wagner|Wagner]], e somente é possível com uma extensão especial acoplada ao instrumento. Esta extensão pode ter a forma de uma campana mais comprida, ou de um tubo de papel, acoplado à campana de Bb do fagote. A nota A baixa, tão freqüentementefrequentemente usada por Wagner em suas óperas, incentivou Heckel a construir instrumentos capazes de atingir essa nota, e a campana de A ainda existe como uma opção. Enquanto essa campana extra preserva as possibilidades cromáticas, alternativas mais simples tornam o B baixo impossível de ser tocado e afetam a entonação de todas as notas baixas. A última corda do Quinteto de Cordas de [[Carl Nielsen]], de 1922, inclui um A baixo opcional, e [[Gustav Mahler]] usa esta bela nota ocasionalmente em suas sinfonias.
 
{{commonscat|Bassoons}}