Diferenças entre edições de "Isabel I de Castela"

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Casou-se com o seu primo em segundo-grau, o príncipe Fernando de Aragão e, devido ao seu parentesco próximo, tiveram de pedir permissão ao Papa. No entanto, com a ajuda de [[Rodrigo Bórgia]] (que se tornaria mais tarde o papa Alexandre VI), o pontífice [[Papa Sisto IV|Sisto IV]] acabou por aceitar o casamento, uma vez que considerava a união conveniente para os interesses da Igreja. Isabel e o seu marido Fernando criaram as bases para a unificação política de Espanha através do seu neto, [[Carlos I de Espanha|Carlos I]], que se tornaria imperador do Sacro Império Romano.<ref>Kutz, Jens Peter, Karl V. (1500-1558) - ''Kaiserwahl und Kaiseridee'', Universität Hannover</ref>
Apesar da época pobre, Isabel e sua família se virarão bem por eles serem da realeza, tudo ficou pior depois da morte de seu pai, sua mãe teve vários surtos psicológicos até um dia que teve um infarto.
 
Depois de uma luta para reclamar o seu direito ao trono,<ref>Elliot, J.H. (2002). ''Imperial Spain: 1469-1716''. New York: Penguin Books. pp. 23. ISBN 0-14-100703-6.</ref> Isabel reorganizou o sistema de governo e da administração, centralizando competências ostentadas anteriormente pelos nobres; reformou o sistema de segurança dos cidadãos de tal forma que a taxa de criminalidade desceu drasticamente e levou a cabo uma reforma económica para reduzir a divida que o reino tinha herdado do seu meio-irmão e predecessor no trono, [[Henrique IV de Castela|Henrique IV]]. As suas reformas e as que realizou com o marido, tiveram grande influência mesmo fora das fronteiras dos seus reinos. Juntamente com o seu marido, Isabel participou na [[guerra de Granada]] através da qual conseguiram reconquistar terras muçulmanas, expulsando-os assim da [[Península Ibérica]].<ref>Edwards,John. ''The Spain of the Catholic Monarchs 1474-1520''. Blackwell Publishers Inc, 2000, p. 112-130</ref> Posteriormente decretaram também a expulsão dos judeus da região através do [[Decreto de Alhambra]].<ref>Liss,Peggy. "''Isabel the Queen''," Oxford University Press, 1992. p.298</ref> Por estas medidas, tanto Isabel como o seu marido foram reconhecidos pela [[Santa Sé]] como "''defensores ou protectores da fé''", recebendo o título de Reis Católicos.
Contudo, Isabel é recordada sobretudo pelo apoio incondicional que deu a [[Cristóvão Colombo]] na sua busca pelas [[Índias Ocidentais]], uma missão que o levaria a descobrir a América.<ref>VERLINDEN, Charles; PÉREZ-EMBID, Florentino. pág. 48-49.</ref><ref>ARRANZ MÁRQUEZ, Luis. Págs. 184-186.</ref> Este acontecimento levou posteriormente às descobertas e ao surgimento do [[Império Espanhol]].
 
Isabel viveu durante cinquenta-e-três53 anos, dos quais governou trinta30 como rainha de Castela e vinte-e-seis26 como rainha-consorte de Aragão ao lado de [[Fernando II de Aragão|Fernando II]].
 
== Primeiros Anos ==
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