Diferenças entre edições de "Lista de anfíbios de Portugal"

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__NOTOC__
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A '''lista de anfíbios de Portugal''' inclui todas as espécies de [[rã]]s, [[sapo]]s, [[salamandra]]s e [[Tritão (anfíbio)|tritões]] existentes em [[Portugal]]. A lista inclui 20 espécies e está organizada por [[Ordem (biologia)|ordem]] e [[família (biologia)|família]]. A [[Península Ibérica]] é uma zona de elevado número de [[endemismo|espécies endémicas]], incluindo várias espécies de [[anfíbio]]s. Isto deve-se a que, durante a última [[glaciação]], várias espécies se refugiram nas penínsulas do [[sul da Europa]]<ref>{{citar jornal |ultimo=Hewitt |primeiro=G. |autorlink= |coautores= |ano=2000 |mes= |titulo=The genetic legacy of the Quaternary ice ages. |jornal=Nature |volume= 405|numero= |paginas=907-913 |id= |url= |acessadoem=[[1 de Agosto]] de [[2008]]}}</ref>. São endémicas da Península Ibérica: a [[salamandra-lusitânica]], o [[tritão-ibérico]], o [[sapo-parteiro-ibérico]], a [[rã-de-focinho-pontiagudo]] e a [[rã-ibérica]].
 
Em relação à [[conservação ambiental]], os anfíbios estão menos ameaçados que os [[Anexo:Lista de répteis de Portugal|répteis]], em Portugal<ref>Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, Vol. I - Mamíferos, Aves, Répteis e Anfíbios; Lisboa; 1990; SNPRCN</ref>. No entanto, as populações de anfíbios em todo o mundo estão a sofrer um [[Declínio das populações de anfíbios|acentuado declínio]] devido principalmente à [[perda de habitat]], [[Declínio_das_populações_de_anfíbiosDeclínio das populações de anfíbios#Doenças|doenças]], e [[Aquecimento global|mudanças climáticas]]<ref>{{citar web|título=Mamíferos e anfíbios estão a atravessar “crise de extinção” in Público online|url=http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345046}}</ref><ref>{{citar web|título=Amphibian Specialist group|url=http://www.amphibians.org/}}</ref>. Em Portugal, foi detectado no [[Serra do Gerês|Gerês]] que várias espécies de tritões e rãs estavam [[infecção|infectadas]] com uma espécie desconhecida de [[vírus]]<ref>{{citar periódico|autor=Soares, C.|coautores=Alves de Matos, A., Arntzen, J.W., Carretero, M. and Loureiro, A.|ano= 2003|titulo=Amphibian mortality in a national park in the north of Portugal|jornal=FrogLog|páginas=56}}</ref>.
 
{|class="wikitable" border="2" cellpadding="0" cellspacing="2" align="center"
!'''Nome Comum'''<br/><small>(''Nome científico'')</small>!!Distribuição !!Informações !!Foto
|-
|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Caudata]]''' - Família [[Salamandridae]]<br/><small>[[Goldfuss]], 1820</small>
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|[[Salamandra-de-fogo]] <br/><small>(''Salamandra salamandra'')</small>||[[Ficheiro:SalamandraSalamandraMap.png|100px]]||Caracteriza-se pelas presença de pintas amarelas pelo corpo todo. Espécie bastante comum. Costuma encontrar-se em noites húmidas a atravessar estradas, durante a sua [[Migração de animais|migração]].||[[Imagem:Feuer Salamander 2.jpg|100px|Salamandra-de-fogo]]
|[[Tritão-de-crista-italiano]]<br/><small>(''Triturus carnifex'')</small>||||'''Exótica''': Embora esta espécie seja [[endemismo|endémica]] das [[Península]]s [[Península itálica|itálica]] e [[Balcãs|balcânica]], foi introduzida recentemente nos [[Açores]]<ref>{{citar periódico|ultimo=Arntzen |primeiro=J.W. |autorlink= |coautores= |ano=2001 |mes= |titulo=Genetic variation in the Italian crested newt, Triturus carnifex, and the origin of a non-native population north of the Alps |jornal=Biodiversity and Conservation |volume= 10|numero= |paginas=971–987 |id= |url= http://www.springerlink.com/content/x361t86k35223514/|acessadoem=[[1 de Agosto]] de [[2008]]}}</ref> ||[[Imagem:TriturusCarnifexMale.JPG|100px|Tritão-de-crista-italiano]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Discoglossidae]]<br/><small>[[Albrecht Carl Ludwig Gotthilf Günther|Günther]], 1858</small>
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|[[Sapo-parteiro-ibérico]]<br/><small>(''Alytes cisternasii'')</small>||[[Ficheiro:Alytes cisternasii dis.png|100px]]||Os machos desta espécie transportam os ovos nas costas. Distingue-se do sapo-parteiro-comum pelo chamamento. Existe principalmente a Sul do [[rio Tejo|Tejo]] e no interior do país perto perto da fronteira com Espanha. Este espécie é mais um endemismo da Península Ibérica.||[[Imagem:Alytes cysternasii.jpg|100px|Sapo-parteiro-ibérico]]
|[[Rã-de-focinho-pontiagudo]]<br/><small>(''Discoglossus galganoi'')</small>||[[Ficheiro:Discoglossus galganoi dis.png|100px]]||Embora da mesma família que os sapos-parteiros, a sua pele é bastante mais lisa.||[[Imagem:Discoglossus galganoi Ruecken.jpg|100px|Rã-de-focinho-pontiagudo]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Pelobatidae]]<br/><small>[[Charles Lucien Bonaparte|Bonaparte]], 1850</small>
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|[[Sapo-de-unha-negra]]<br/><small>(''Pelobates cultripes'')</small>||[[Ficheiro:Pelobates cultripens dis.png|100px]]||Os adultos desta espécie possuem duas calosidades nas patas anteriores, que os ajudam a cavar um buraco na terra, onde se escondem durante o dia. Os girinos desta espécie são fáceis de identificar devido ao seu grande tamanho, comparado com outras espécies.||[[Imagem:P cult nage CB.JPG|100px|Sapo-de-unha-negra|]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Pelodytidae]]<br/><small>[[Charles Lucien Bonaparte|Bonaparte]], 1850</small>
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|[[Sapinho-de-verrugas-verdes]]<br/><small>(''Pelodytes punctatus'')</small>||[[Ficheiro:Pelodytes punctatus range Map.png|100px]]||Animais muito pequenos, atingindo em adultos apenas 4,5 &nbsp;cm. Apresentam ''[[glândula parotóide|verrugas]]'' alongadas nas costas, muitas vezes em filas ao longo do corpo.||[[Imagem:Pelodytes punctatus side.jpg|100px|Sapinho-de-verrugas-verdes]]
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|[[Sapinho-de-verrugas-verdes-ibérico]]<br/><small>(''Pelodytes ibericus'')</small>||[[Ficheiro:Pelodytes ibericus range Map.png|100px]]||Espécie recentemente descrita. Anteriormente julgava-se que fazia parte da espécie ''Pelodytes puntactus''.||[[Imagem:Benny Trapp Pelodytes ibericus.jpg|100px|Sapinho-de-verrugas-verdes-ibérico]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Bufonidae]]<br/><small>[[John Edward Gray|Gray]], 1825</small>
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|[[Sapo-comum]]<br/><small>(''Bufo bufo'')</small>||[[Ficheiro:Mapa Bufo bufo.png|100px]]||Sapo muito comum por toda a Europa. Os adultos passam a maior parte do ano em terra. Durante a migração para os locais de reprodução, muitos animais desta espécie são atropelados nas estradas. Em alguns locais, são feitos túneis debaixo de estradas nos corredores de migração, para limitar a quantidade de mortes.||[[Imagem:Kroetenpaarung.800.jpg|100px|Sapo-comum]]
|[[Sapo-corredor]]<br/><small>(''Epidalea calamita'')</small>||[[Ficheiro:Mapa Epidalea calamita.png|100px]]||Mais pequeno que o sapo-comum. As suas patas posteriores são grandes, o que lhas dá uma forma estranha de andar. Distingue-se do sapo-comum por uma risca amarela ao longo da [[coluna vertebral|coluna]].||[[Imagem:Bufo calamita (Marek Szczepanek).jpg|100px|Sapo-corredor]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Hylidae]]<br/><small>[[Rafinesque]], 1815</small>
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|[[Rã-arborícola-europeia]]<br/><small>(''Hyla arborea'')</small>||[[Ficheiro:Mapa Hyla arborea.png|100px]]||Muitas vezes vistas penduradas em [[Phragmites|caniço]] ou outro tipo de vegetação. Como começam a coaxar quando se aproxima chuva, era usada antigamente como [[barómetro]].||[[Imagem:P7101931.JPG|100px|Rã-arborícola-europeia]]
|[[Rela-meridional]]<br/><small>(''Hyla meridionalis'')</small>||[[Ficheiro:RangeMapHylaMeridionalis.png|100px]]||Ligeiramente menor que a rã-arborícola-europeia. A risca lateral preta estende-se apenas até às patas anteriores.||[[Imagem:Hyla meridionalis 1.jpg|100px|Rela-meridional]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Ranidae]]<br/><small>[[Rafinesque]], 1814</small>
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|[[Rã-ibérica]]<br/><small>(''Rana iberica'')</small>||[[Ficheiro:Rana iberica range Map.png|100px]]||Endémica do Noroeste da Península Ibérica. Em Portugal, encontra-se maioritariamente a Norte do rio Tejo, embora haja uma população isolada na Serra de São Mamede. ||[[Imagem:Rana-iberica-La-Vera-20071111 9.jpg|100px|Rã-ibérica]]
|[[Pelophylax perezi|Rã-verde]]<br/><small>(''Rana perezi'')</small>||[[Ficheiro:Pelophylax perezi range Map.png|100px]]||Espécie muito comum em todo o [[Portugal|território português]]. Foi introduzida tanto na [[Região Autónoma da Madeira|Madeira]] como nos [[Açores]]. ||[[Imagem:Rana perezi bigger.jpg|100px|Rã-verde]]
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|colspan="100%" align="center" bgcolor="#E6E6FA"|Ordem '''[[Anura]]''' - Família [[Hylidae]]<br/><small>[[Rafinesque]], 1815</small>
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|[[Rã-de-unhas-africana]]<br/><small>(''Xenopus laevis'')</small>||||'''Exótica''': Natural de África, a rã-de-unhas-africana foi já detectada em vários países fora da sua área de origem, incluindo Portugal. É um [[organismo modelo]] no campo da embriologia, biologia molecular e fisiologia e é também bastante utilizado por [[terrariofilia|terrariofilistas]].||[[Ficheiro:Gemeiner Krallenfrosch - Xenopus laevis - aus Afrika.JPG|100px]]
 
==Referências==
{{ref-sectionreferências|Referências citadas|3}}
 
===Referências gerais===
*Godinho, R., J. Teixeira, R. Rebelo, P. Segurado, A. Loureiro, F. Alvares, N. Gomes, P. Cardoso, C. Camilo-Alves, and J. C. Brito. 1999. Atlas of the continental Portuguese herpetofauna: an assemblage of published and new data. Rev. Esp. Herp 13:61-82. [http://www.herpetologica.org/revista/rev13_text61-82.pdf]
 
=={{Ver também}}==
*[[Anexo:Lista de aves de Portugal|Lista de aves de Portugal]]
*[[Anexo:Lista de répteis de Portugal|Lista de répteis de Portugal]]
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