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== Ofensiva alemã ==
[[Ficheiro:Bundesarchiv Bild 183-R28717, Frankreich, deutsche Panzerschwadron.jpg |thumb|250px|left|Tanques britânicos [[Mark I (tanque de guerra)|Mark IV]] roubados e em uso por tropas alemãs.]]
A batalha começou em 15 de julho quando 23 divisões alemãs do Primeiro e Segundo exércitos, liderados por Bruno von Mudra e [[Karl von Einem]], atacou o Quarto Exército Francês sob o comando de [[Henri Gouraud]] a leste do [[Reims]] ('''Quarta batalha de Champagne''' ({{lang-fr|4e Bataille de Champagne}}). A 42ª Divisão Americana foi incorporada ao Quarto Exército francês comandado por Gouraud. Enquanto isso, 17 divisões do Sétimo Exército Alemão, sob Max von Boehn, ajudados pelo Nono Exército sob comando de Eben, atacou o Sexto Exército Francês sob comando de Jean Degoutte a oeste de Reims ('''Batalha da Montanha de Reims''' ({{lang-fr|Bataille de la Montagne de Reims}}). Com essas manobras, Ludendorff esperava dividir o exército francês em dois.
 
[[Ficheiro:Bundesarchiv Bild 102-00178, Frankreich, Eroberte französische Stellung.jpg|thumb|250px|left|<center>Soldados alemães avançam em outrora posição francesa entre Loivre e Brimont, em 1918.</center>]]
O fracasso alemão em quebrar as linhas inimigas, deu a [[Ferdinand Foch]], o Comandante Aliado Supremo, a vantagem para lançar um contra-ataque decisivo em 18 de julho; 24 divisões francesas, incluindo os ''[[Buffalo Soldiers]]'' da 92ª Divisão de Infantaria Americana e a 93ª Divisão de Infantaria, também dos EUA, sob comando francês, se juntaram as forças aliadas e com eles vieram mais oito enormes divisões do exército americano e 350 tanques, que atacaram os alemães desprevinidos.
 
As preparações aliadas foram minuciosas. Foi dito que os Aliados tinham total conhecimento sobre a extensão e a capacidade do exército alemão.<ref>`Micahel S. Neiberg. The Second Battle of the Marne,2008.Pág 91</ref> Logo as forças francesas e americanas atacariam as posições inimigas e liderados por Foch conseguiram colocar os alemães em retirada. Essa foi a primeira de uma série de retiradas forçadas pelo exército alemão. Em setembro de 1918, nove divisões americanas (cerca de 243 mil homens) se uniram as quatro divisões francesas para forças os alemães a recuar até St. Mihiel.<ref>The American Pageant. America Helps Hammer the "Hun",2006.Pág, 708</ref>
 
Em maio, Foch do exército francês começaram a explorar as fraquesas da onfensiva alemã.<ref>Michael S. Neiberg, Página 7 </ref> O exército que derrotou os alemãs era composto por soldados americanos, franceses, britânicos e italianos. O maior problema era que Foch tinha que trabalhar com “quatro comandantes de nacionalidades diferentes mas sem nenhuma autoridade real para dar ordens a eles[...] porém eles conseguiram lutar com as forças combinadas e superaram os problemas de língua, cultura, doutrina e estilos de guerrear.<ref>Ibid, Pg7 </ref>” A presença do [[Exército dos Estados Unidos|Exército]] dos [[Estados Unidos]] foi crucial para deter o avanço alemão. Floyd Gibbons falou sobre as tropas americanas no front dizendo que “Nunca viu homens atacar e ir em direção a morte com tanta força de espírito."<ref> Byron Farwell, Over There: The United States in the Great War, Pág, 169. </ref> Os americanos que tinham acabado de entrar na guerra foram importantes na vitória sobre os alemães pois eles estavam descansados devido a entrada tardia do seu país no conflito contra o exausto exército inimigo, que agora estava em grande desvantagem numérica.
 
Em 19 de julho, o [[Exército Italiano]] perdeu 9,334 oficiais e outros 24 mil soldados pereceram. Apesar disso, Berthelot enviou suas duas novas divisões britânicas, a 51ª (Highland) e a 62ª (West Riding)<ref>Everard Wyrall, The History of the 62nd (West Riding) Division 1914-1919 (de 1920-25)</ref>, através das linhas italianas para atacar o Vale de Ardre ('''Batalha de Tardenois''' ({{lang-fr|Bataille du Tardenois}}) - nomeada assim pelas planícies de Tardenois).
 
Os alemães ordenaram uma retirada em 20 de julho e foram forçados a recuar ainda mais até suas posições originais do começo daquele ano antes da ofensiva começar. Eles então reforçaram seus flancos e em, 22 de julho, Ludendorff ordenou que uma linha fosse feita e mantida de [[Ourcq]] até [[Marfaux]].
 
Os comandantes aliados continuaram a enviar suas tropas contra os ninhos de metralhadora alemãs ganhando algumas centenas de metros a um custo altíssimo. No dia 27 de julho, alemães recuaram até [[Fère-en-Tardenois]] e firmaram posições enquanto ainda lutavam em várias frentes.
 
Em 1 de agosto, as divisões francesas e britânicas do Décimo Exército de Mangin avançaram mais de oito quilômetros. O contra-ataque aliado cedeu em 6 de agosto quando forças alemãs bem entrincheiradas revidaram.
 
A Segunda Batalha do Marne foi uma grande vitória e Ferdinand Foch recebeu o bastão de [[Marechal de França]]. Os aliados fizeram 29,367 prisioneiros, capturaram 793 armas e 3,000 metralhadoras mas o grosso do exército do alemão sobreviveu. A Alemanha sofreu um total de 168 mil baixas desde 15 de julho. O fronte ocidental foi reduzido para 45 &nbsp;km, e a vitória moral no Marne assegurou o fim das ofensivas e vitórias alemãs na guerra e deu aos Aliados uma vantagem para iniciar as operações finais que poriam o [[exército alemão]] de joelhos e traria um fim a essa guerra.
 
De fato, a desastrosa derrota alemã colocou um fim aos planos de Ludendorff de passar pela Bélgica e foi a primeira de uma série de [[Ofensiva dos Cem Dias|vitórias decisivas]] para os Aliados que poriam um fim na guerra.
== Notas ==
<div class="references-small">
{{ENrefTradução/ref|en|Second Battle of the Marne|247783794}}
* Greenwood, Paul ''The Second Battle of the Marne 1918'' Shrewsbury: Airlife 1998
* Skirrow, Fraser ''Massacre on the Marne: The Life and Death of the 2/5th Battalion West Yorkshire Regiment in the Great War'' Pen & Sword Military (22 de março de 2007) ISBN 1-84415-496-3 ISBN 978-1-84415-496-8
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