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== História ==
 
=== Pré-história ===
Entre o fim do [[Pleistoceno]] e início do [[Holoceno]], começaram a ser ocupadas áreas por grupos de caçadores que se estabeleceram próximo aos rios e fontes d’água, adaptando-se, assim, às árduas condições dos sertões. As mais antigas datações radiocarbônicas de enterramentos humanos da região do [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]] são de aproximadamente 10 mil anos atrás, encontrada no município de [[Parelhas]]. Nessa época, os grupos humanos coabitavam com espécimes hoje extintas de megafauna, como [[Smilodon|tigres dentes-de-sabre]], [[mastodonte]]s, [[paleolama]]s, [[Preguiça-gigante|preguiças gigantes]] e [[Gliptodonte|tatus gigantes]].<ref name="CERES_Caicó1"/>
 
Entre o fim do [[Pleistoceno]] e início do [[Holoceno]], começaram a ser ocupadas áreas por grupos de caçadores que se estabeleceram próximo aos rios e fontes d’água, adaptando-se, assim, às árduas condições dos sertões. As mais antigas datações radiocarbônicas de enterramentos humanos da região do [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]] são de aproximadamente 10 mil anos atrás, encontrada no município de [[Parelhas]]. Nessa época, os grupos humanos coabitavam com espécimes hoje extintas de megafauna, como [[Smilodon|tigres dentes-de-sabre]], [[mastodonte]]s, [[paleolama]]s, [[Preguiça-gigante|preguiças gigantes]] e [[Gliptodonte|tatus gigantes]]. As pinturas rupestres encontradas na região são agrupadas em uma subtradição, que é a representação visual de um universo simbólico primitivo, não necessariamente pertençam aos mesmos grupos étnicos podendo estar separados por cronologias distantes; sendo chamada de subtradição Seridó, caracterizada por figuras de [[piroga]]s (embarcações rudimentares), objetos e ornamentos corporais e representação de plantas, dando ideia de paisagem. São constantes ainda temas como a [[caça]], envolvendo animais como [[veado]]s, [[ema]]s, [[tucano]]s, [[onça]]s, [[arara]]s e [[capivara]]s; dança ritual em torno de [[árvore]] e o lúdico, na forma de “jogos”. A sociedade da Subtradição Seridó era estritamente hierárquica, caracterizada pelas representações de [[antropomorfo]]s com [[cocarCocar (indígena)|cocares]]es sobre a cabeça, identificadores de sua alta posição social.<ref name="CERES_Caicó1">{{citar web|url=http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/prehistoria/pre2.htm|título=LEVANTAMENTO DOS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DO SERIDÓ: UMA EXPERIÊNCIA VIVIDA NA DISCIPLINA ARQUEOLOGIA|autor=Paula Sônia de Brito|data=|publicado=2000|acessodata=março de 2012}}</ref> Ainda são encontradas na região figuras da Tradição Itaquatiara ou Itaquatiaras, aparecendo em blocos ou rochas ao lado dos cursos d’água, nelas aparecem, comumente, grafismos puros e sinais como tridígitos, círculos, linhas e quadrados, como os encontrados no sítio arqueológico da [[Gruta da Caridade]]<ref>{{citar web|url=http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/prehistoria/pre2/grutadacaridade.htm|título=GRUTA DA CARIDADE|autor= Helder Alexandre Medeiros de Macedo|data=|publicado=2000|acessodata=março de 2012}}</ref>. Tais registros reforça a hipótese de que o seu território foi povoado por diversas levas de povos pré-históricos, em diferentes épocas. Esse povoamento, feito através de diferentes grupos humanos, deu origem às [[tribo]]s [[indígena]]s.
[[File:Domingos Jorge Velho.jpg|thumb|left|O bandeirante [[Domingos Jorge Velho]] comandou ataques aos nativos abrindo caminho para o povoamento da região.]]
 
Hoje ainda são encontradas na região figuras da Tradição Itaquatiara ou Itaquatiaras, aparecendo em blocos ou rochas ao lado dos cursos d’água, nelas aparecem, comumente, grafismos puros e sinais como tridígitos, círculos, linhas e quadrados, como os encontrados no sítio arqueológico da [[Gruta da Caridade]]<ref>{{citar web|url=http://www.cerescaico.ufrn.br/rnnaweb/historia/prehistoria/pre2/grutadacaridade.htm|título=GRUTA DA CARIDADE|autor= Helder Alexandre Medeiros de Macedo|data=|publicado=2000|acessodata=março de 2012}}</ref>. Tais registros reforça a hipótese de que o seu território foi povoado por diversas levas de povos pré-históricos, em diferentes épocas. Esse povoamento, feito através de diferentes grupos humanos, deu origem às [[tribo]]s [[indígena]]s.
=== Colonização e Povoamento===
 
=== Colonização e Povoamentopovoamento ===
A região da Ribeira do [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]] era habitada pelos índios [[Tarairiús]] e [[Cariris]], divididos em 5 grandes grupos: [[Canindés]], [[Jenipapos]], [[Sucurus]], [[Cariris]] e [[Pegas]]. O primeiro contato e tentativa de colonização se deu pelos [[flamengo]]s, no entanto não obteve sucesso devido a [[Guerra dos Bárbaros]] ou Confederação Cariri.
[[FileImagem:Domingos Jorge Velho.jpg|thumb|left150px|esquerda|O bandeirante [[Domingos Jorge Velho]] comandou ataques aos nativos abrindo caminho para o povoamento da região.]]
 
A região da Ribeira do [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]] era habitada pelos índios [[Tarairiúscariris]] e [[Cariristarairiús]], divididos em 5cinco grandes grupos: [[Canindéscanindés]], [[Jenipapos]]cariris, [[Sucurusjenipapos]], [[Caririssucurus]] e [[Pegaspegas]]. O primeiro contato e tentativa de colonização se deu pelos [[flamengoflamengos]]s, no entanto não obteve sucesso devido aà [[Guerra dos Bárbaros]] ou Confederação Cariri.
 
Em [[1687]], chega às terras o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, para combater os gentios, usando a Casa Forte do Cuó como base militar. No entanto o ambiente continuava tenso, a ponto do então Governador Geral do Brasil, [[Matias da Cunha]] em [[1688]], convocar os serviços do bandeirante [[Domingos Jorge Velho]], que combateu vindo a prender o cacique [[Canindé]] que em [[1692]] firmou um acordo de paz com os [[portugueses]].
 
O povoamento se deu inicialmente por [[paraibano]]sparaibanos e [[pernambucano]]s à procura de terras para criação de [[gado]], uma vez que a Carta Régia de [[1701]] proibia o criatório de gado a menos de 10 [[légua]]s do [[litoral]] para não interferir na produção de [[cana-de-açúcar]]. Foram concedidas [[sesmaria]]s como recompensa por feitios militares, como a expulsão dos [[holandesholandeses]]es e para [[padre]]s, com a construção da [[capela]] em honra a [[Sant'Ana]] em [[1695]]. Já em [[1700]] se deu a fundação do Arraial de Queiquó, por Manuel de Souza Forte. No entanto as primeiras [[família]]s a se instalarem plenamente se deu a partir de [[1720]], por [[portugueses]] vindos principalmente do norte de [[Portugal]] e [[Açores]].
 
[[FileImagem:Louis-Michel van Loo 003.jpg|thumb|Em [[1748]], [[Marquês de Pombal]] elevou o arraial a condição de Vila.]]
Em 7 de julho de [[1735]], o arraial foi elevado a condição de "Povoado de Caicó". No intuito de interiorizar o povoamento do nordeste, o [[Marquês de Pombal]] eleva à condição de Vila, batizando-a de Vila Nova do Príncipe, em homenagem ao então [[príncipe]] e futuro [[rei]] [[Dom João VI]]. Tornando-se assim sede da Freguesia da Gloriosa Senhora Sant'Ana do Seridó, desmembrada em [[1748]] da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó, atual cidade de [[Pombal]], no estado da [[Paraíba]]. E aos 15 de dezembro de [[1868]] o governador da Província, Manuel José Marinho, assinou a Lei Provincial n.o 612, elevando a mesma à categoria de [[cidade]] com o nome de “Cidade do Príncipe”. Até que em [[1890]], quando o Governo Provisório alterou o nome para "Cidade do Seridó". Tal decreto revogado em 7 de julho do mesmo ano alteraria o nome da cidade para Caicó, nome indígena pelo qual era conhecida desde a fundação. A adoção do nome Caicó se deu com objetivo de expurgar as marcas do [[Império]] presentes na terminologia "Cidade do Príncipe", estando inserida no contexto da nova política nacional republicana.<ref>{{citar web|url=http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300872496_ARQUIVO_ARTIGOANPUH2011.pdf|publicado=Snh2011.anpuh.org|formato=PDF|título=Em nome(s) de Caicó: a toponimização espacial sob os olhares da República e dos republicanos|língua=|autor= ANDERSON DANTAS DA S. BRITO, OLIVIA MORAIS DE MEDEIROS NETA|data=julho 2011|acessodata=março 2012}}</ref>
 
Em 7 de julho de [[1735]], o arraial foi elevado a condição de "Povoado de Caicó". No intuito de interiorizar o povoamento do nordeste, o [[Marquês de Pombal]] eleva à condição de Vila, batizando-a de Vila Nova do Príncipe, em homenagem ao então [[príncipe]] e futuro [[rei]] [[Dom João VI]]. Tornando-se assim sede da Freguesia da Gloriosa Senhora Sant'Ana do Seridó, desmembrada em [[1748]] da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó, atual cidade de [[Pombal (Paraíba)|Pombal]], no estado da [[Paraíba]]. E aos 15 de dezembro de [[1868]] o governador da Província, Manuel José Marinho, assinou a Lei Provincial n.o 612, elevando a mesma à categoria de [[cidade]] com o nome de “Cidade do Príncipe”. Até que em [[1890]], quando o Governo Provisório alterou o nome para "Cidade do Seridó". Tal decreto revogado em 7 de julho do mesmo ano alteraria o nome da cidade para Caicó, nome indígena pelo qual era conhecida desde a fundação. A adoção do nome Caicó se deu com objetivo de expurgar as marcas do [[Império]] presentes na terminologia "Cidade do Príncipe", estando inserida no contexto da nova política nacional republicana.<ref>{{citar web|url=http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300872496_ARQUIVO_ARTIGOANPUH2011.pdf|publicado=Snh2011.anpuh.org|formato=PDF|título=Em nome(s) de Caicó: a toponimização espacial sob os olhares da República e dos republicanos|língua=|autor= ANDERSON DANTAS DA S. BRITO, OLIVIA MORAIS DE MEDEIROS NETA|data=julho 2011|acessodata=março 2012}}</ref>
=== Versão Lendária ===
 
=== Versão Lendárialendária ===
 
{{quote2|''Quando o sertão era virgem, a tribo dos “Caicós”, célebre por sua ferocidade e que se julgava invencível porque Tupã vivia ali, encarnado num touro bravio que habitava um intrincado mofumbal, existente no local onde hoje está situada a cidade. A tribo foi destroçada, mas o misterioso mofumbal, morada de um deus selvagem, permaneceu intacto. Certo dia, um vaqueiro inexperiente penetrou no mofumbal, vendo-se, de repente, atacado pelo touro sagrado. O vaqueiro, no entanto, lembrou-se de fazer voto a Senhora Sant’Ana de construir uma Capela ali, se a Santa o livrasse a tempo do perigo. Milagrosamente o touro desapareceu e o vaqueiro, tão logo possível, desmatou a área e iniciou a construção da capela.''|Manuel Dantas <ref>{{citar web|url=http://www.prefeituradecaico.com.br/blog/historia/|publicado=Prefeituradecaico.com.br|título=Lendas sobre a Origem da Cidade|autor=Prefeitura de Caicó|data=|acessodata=março 2011}}</ref>}}
 
=== Etimologia ===
[[FileImagem:Poçodesantana.JPG|thumb|rightesquerda|Poço de Santana, fonte de água onde segundo a lenda se originou a cidade.]]
 
Existem várias versões sobre a origem e adoção do nome do município de "Caicó".
No dicionário da língua [[tupi-guarani]], [[Lemos Barbosa]] diz que a palavra Caicó deriva da língua [[Língua cariri|cariri]] e que significa "mato ralo". Acredita-se que a região fosse habitada pelos índios [[caiacó]]s, da família dos [[cariris]] e que os mesmos denominaram a região de Cai-icó, que significaria "macaco esfolado" por causa dos serrotes pelos quais a vegetação era desmatada.
 
=== Demarcação do território e integração ao Rio Grande do Norte===
{| class=wikitable style="float:right; margin:1em; border-collapse:border; text-align:center; font-size:90%"
*! [[São Fernando (Rio Grande do Norte)colspan="2"|São Fernando]] - [[31 deMunicípios dezembro]]desmembrados de [[1958]].Caicó<ref>{{citar web|url=http://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/MariaSSM.pdf|publicado=Ftp.ufrn.br|formato=PDF|título=A produção do espaço das pequenas cidades do Seridó Potiguar|autor=Maria Suelly da Silva Medeiros|data=2005|acessodata=17 de fevereiro de 2010}}</ref>
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! Município
! Data
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*| [[Acari (Rio Grande do Norte)|Acari]] - [[11 de abril]] de [[1835]]
| 11 de abril de 1835
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*| [[Serra Negra do Norte]] - [[3 de agosto]] de [[1874]]
| 3 de agosto de 1874
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*| [[Timbaúba dos Batistas]] - [[10 de maio]] de [[1948]]
| 10 de maio de 1948
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*| [[Jardim de Piranhas]] - [[23 de dezembro]] de [[1948]]
| 23 de dezembro de 1948
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| [[São Fernando (Rio Grande do Norte)|São Fernando]]
| 31 de dezembro de 1948
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Em [[1735]], a elevação do arraial do Queiquó a povoação e, posteriormente, a sede de freguesia, provocariam uma crise com a província da [[Paraíba]], devido aos limites do território seridoense reivindicado por ambas as províncias. Caicó, judicial e religiosamente, pertencia à comarca e à freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do [[Piancó]], atualmente cidade de [[Pombal (Paraíba)|Pombal]], no sertão da Paraíba. A disputa pelos limites administrativos entre as duas províncias decorria, em parte, pela ausência de autonomia do Rio Grande. A capitania esteve subordinada juridicamente à Paraíba até [[1818]], quando foi criada a Comarca de [[Natal]].<ref name="Histórico_Caicó_Periódicos_UERN"/>
 
O Padre Brito Guerra procurando objetivar os limites da Vila Nova do Príncipe propôs ao [[Senado]] a demarcação do território da vila, representando o interesse potiguar. Seu projeto foi ratificado pelo Decreto de [[25 de outubro]] de [[1831]]. Três anos após o decreto publicado, a insatisfação paraibana permanecia. Em [[1834]], a Assembleia Provincial paraibana, em conjunto com a Câmara da Vila de [[Patos]], representavam à Câmara Nacional, solicitando a revogação do decreto de [[1831]]. No mesmo ano em que a [[Paraíba]] formalizou seu protesto, a [[Assembleia do Rio Grande do Norte]] enviou sua representação "contra as pretensões da Província da Paraíba, que trabalha por destruir a lei de 25 de outubro de 1831.<ref name="Histórico_Caicó_Periódicos_UERN"/>
 
[[File:Louis-Michel van Loo 003.jpg|thumb|Em [[1748]], [[Marquês de Pombal]] elevou o arraial a condição de Vila.]]
Ocorreram abaixo-assinados remetidos pelos "juízes de paz, inspetores, guardas nacionais e proprietários", enviados pelas câmaras das Vilas de [[Acari (Rio Grande do Norte)|Acari]] e Príncipe - onde se mostravam "contentes em pertencer à Província do Rio Grande do Norte"-, percebemos que os móveis do descontentamento respondiam pela Freguesia de [[Patos]] e pelas pretensões da Vila de [[Pombal (Paraíba)|Pombal]]. Os limites de Caicó estavam estabelecidos, então delimitou-se a enquadrar-se seu espaço no território do Rio Grande do Norte.<ref name="Histórico_Caicó_Periódicos_UERN">{{citar web|url=http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/article/view/46/37|título=História e Espaço seridoense entre os séculos XVII e XIX|autor=Prof. Muirakytan K. de Macêdo|data=ago/set. de 2000|publicado=Periódicos UERN|acessodata=5 de novembro de 2011|arquivourl=http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/article/view/46/37|arquivodata=5 de outubro de 2011}}</ref>
 
=== Municípios desmembrados de Caicó ===
 
* [[Acari (Rio Grande do Norte)|Acari]] - [[11 de abril]] de [[1835]]
* [[Serra Negra do Norte]] - [[3 de agosto]] de [[1874]]
* [[Timbaúba dos Batistas]] - [[10 de maio]] de [[1948]]
* [[Jardim de Piranhas]] - [[23 de dezembro]] de [[1948]]
* [[São Fernando (Rio Grande do Norte)|São Fernando]] - [[31 de dezembro]] de [[1958]].<ref>{{citar web|url=http://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/MariaSSM.pdf|publicado=Ftp.ufrn.br|formato=PDF|título=A produção do espaço das pequenas cidades do Seridó Potiguar|autor=Maria Suelly da Silva Medeiros|data=2005|acessodata=17 de fevereiro de 2010}}</ref>
 
 
=== Ciclo do algodão ===
 
No final do [[século XIX]], popularizou-se o plantio de [[algodão]] nas terras do [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]], que até então era dominado pela [[pecuária]]. Caicó, assim como toda a região do Seridó, se orgulhava em produzir uma das melhores variedades de algodão do mundo, o algodão Mocó ou algodão Seridó, variedade que resistia às [[seca]]s e fornecia capuchos de fibras longas, resistentes, de brancura única e poucas sementes.<ref name="Ciclo do Algodão"/>
 
Mas em meados de [[1918]], os paulistas começam a investir em sua produção própria, após uma geada que destruiu as plantações de café e gradativamente deixaram de comprar o algodão seridoense; aliados a falta de investimentos em tecnologia, secas prolongadas e a inserção de pragas, como o bicudo que dizimou vastos algodoais, iniciou-se então a decadência do ciclo algodoeiro. Mesmo com essa situação, foi em Caicó no ano de 1984, que se deu o primeiro registro da colheita de algodão de fibra colorida, dando a partir daí todo o processo de melhoramento genético dessa linhagem.<ref name="Ciclo do Algodão">{{Citar web |url=http://www.intercostos.org/documentos/custos_330.pdf|publicado=Intercostos.org|formato=PDF|título=Considerações sobre a produção do algodão colorido e a importância do Consórcio Natural Fashion como último elo da cadeia produtiva|língua=|autor=Josenildo Brito de Oliveira e Cosmo Severiano Filho|data=2005|acessodata=31 de dezembro de 2011|arquivourl=http://www.webcitation.org/64LGqvDZu|arquivodata=31 de dezembro de 2011}}</ref>
 
=== Período Republicanorepublicano ===
Caicó foi uma das cidades pioneiras a lutar pela instalação da [[república]], sendo a primeira do [[Rio Grande do Norte]] a possuir um núcleo republicano organizado chamado "Centro Republicano Seridoense", fundado em [[1886]] por Janúncio da Nóbrega. Com o [[República Velha|período republicano]] e a [[cotonicultura]], a cidade viveu um momento de rápido desenvolvimento com o deslocamento do centro político e econômico do estado da região litorânea ([[açúcar]]-[[têxtil]]) para o [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]] ([[algodão]]-[[pecuária]]), e com isso derrubar a Oligarquia Maranhão, que dominava o estado desde [[1892]].<ref name="FUNDAJ_1"/>
 
Caicó foi uma das cidades pioneiras a lutar pela instalação da [[república]], sendo a primeira do [[Rio Grande do Norte]] a possuir um núcleo republicano organizado chamado "Centro Republicano Seridoense", fundado em [[1886]] por Janúncio da Nóbrega. Com o [[República Velha|período republicano]] e a [[cotonicultura]], a cidade viveu um momento de rápido desenvolvimento com o deslocamento do centro político e econômico do estado da região litorânea ([[açúcar]]-[[têxtil]]) para o [[Seridó (Rio Grande do Norte)|Seridó]] ([[algodão]]-[[pecuária]]), e com isso derrubar a Oligarquia Maranhão, que dominava o estado desde [[1892]]. Quando em [[1923]], o então [[presidente]] [[Artur Bernardes]] conduziu o caicoense [[José Augusto]] para o governo do estado, abrindo caminho para outros seridoenses, como [[Juvenal Lamartine]] e [[Dinarte Mariz]]<ref name="FUNDAJ_1">{{citar web|url=http://www.fundaj.gov.br/geral/observanordeste/spinelli_05.pdf|publicado=Fundaj.gov.br|formato=PDF|título=Coroneis e oligarquias na Primeira República|autor=JOSÉ ANTONIO SPINELLI|data=1992|acessodata=Novembro 2011}}</ref>. Nessa época, Caicó viveu uma fase de intenso desenvolvimento e modernização, com a melhoria de sua infraestrutura, através da construção da [[ponte]] sobre o [[rio Seridó]], instalação de [[telégrafo]] e rede telefônica, asfaltamento de [[rodovia]]s, construção de aeródromo, "Grande Hotel", cinemas, hospital e colégios. Através de políticas higienistas sanitárias, se deu a ampliação da rede de abastecimento e saneamento, além da criação de um código de uso e ocupação do solo urbano.<ref>{{citar web|url=http://bdtd.bczm.ufrn.br/tedesimplificado/tde_arquivos/16/TDE-2009-09-15T043924Z-2205/Publico/MarcosAAA.pdf|publicado=Bdtd.bczm.ufrn.br|formato=PDF|título=Sobre pedras, entre rios: Modernização do Espaço Urbano de Caicó (1950/1960)|autor=Marcos Antônio Alves de Araújo|data=|acessodata=novembro 2011}}</ref>
 
== Geografia ==
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