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Provavelmente de origem [[Bálcãs|balcânica]],<ref name="elton">Elton.</ref> Basilisco era irmão de [[Élia Verina]], esposa do imperador Leão I, o Trácio. Tem-se argumentado que Basilisco era tio do chefe dos [[hérulos]], [[Odoacro]]. Essa ligação é baseada na interpretação de um fragmento de [[João I de Antioquia]] (209.1), que afirma que Odoacro e [[Armato]], sobrinho de Basilisco, eram irmãos.<ref>Krautschick.</ref> Entretanto, essa interpretação não é aceita por todos os estudiosos, pois as fontes não dizem nada sobre uma origem estrangeira de Basilisco.<ref>Macgeorge.</ref> Sabe-se que Basilisco tinha uma esposa, [[Zenonis]], e pelo menos um filho, [[Marcos (filho de Basilisco)|Marcos]].
 
A carreira militar de Basilisco começou sob o comando de Leão I. O imperador deu a seu cunhado o título de duque, ou comandante em chefe, na [[Trácia]].<ref name="smith">Smith.</ref> Neste país Basilisco liderou uma bem-sucedida campanha militar contra os [[Protobúlgaros|búlgaros]] em 463. Não obstante, sucedeu Rusticius no cargo de ''[[Magistermestre militum]]dos soldados da [[Trácia]] (''magister militum per Thracias'') (464), e obteve vários sucessos contra os [[godos]] e [[hunos]] (466 ou 467).<ref name="martindale">Martindale.</ref>
 
Por estes êxitos, a influência de Basilisco foi crescendo e ganhando uma maior consideração com o imperador Leão. A intercessão de Verina em favor de seu irmão ajudou a carreira militar e política de Basilisco, com a atribuição do [[cônsul]] em 465 e, possivelmente o posto de ''[[patrício]]''.<ref>Martindale. É também possível que o grau de ''[[patrício]]'' tenha sido atribuído em 471/472, para ajudar Leão a livrar-se da influência germânica na sua corte, mas há uma referência anterior a Basilisco como ''patrício"'' em 468.</ref> Sua breve ascensão, no entanto, sofreu um sério revés.<ref name="elton" />
==Ascensão ao poder==
[[Imagem:Tremissis-Aelia Verina-s4344.jpg|thumb|upright=1.2|esquerda|[[Tremisse]] com efígie de [[Élia Verina]], esposa e posterior viúva do imperador Leão I, o Trácio. Como irmã de Basilisco, Verina o ajudou tanto em sua carreira política como militar.]]
Em 471 e 472, Basilisco ajudou Leão I a se livrar da influência germânica em sua corte, ajudando no assassinato do ''magistermestre militum''dos soldados [[Alanos|alano]] [[Aspar]]. A morte de Aspar causou uma revolta na Trácia, liderada pelo [[Ostrogodos|ostrogodo]] trácio [[Teodorico Estrabão]], e Basilisco foi enviado para reprimir a revolta, onde obteve sucesso com a ajuda de seu sobrinho Armato. Em 474, recebeu a patente de ''caput senatus'', "o primeiro entre os senadores".<ref name="martindale"/>
 
Com a morte de Leão, [[Zenão I]], que era um "bárbaro" de [[Isáuria]], todavia ao mesmo tempo era casado com uma filha do imperador, subiu ao trono, depois de um curto reinado de seu próprio filho, [[Leão II (imperador)|Leão I]] (474). As origens "bárbaras" do imperador Zenão causaram uma certa antipatia entre o povo de [[Constantinopla]]. Além disso, uma parte significativa do exército era formada por soldados de origem germânica, liderado por Teodorico Estrabão, que detestava os oficiais [[Isáuria|isáuricos]] que Leão trouxe para reduzir sua dependência dos ostrogodos. Por último, Zenão fugiu de seu companheiro e general isáurico [[Illo]], que havia sido subornado por Basilisco. No meio da conspiração estava Verina, que promovia uma revolta popular contra o imperador. A revolta, apoiada por Teodorico Estrabão, Illo e Armato, foi bem sucedida, e Verina convenceu o imperador a deixar a cidade. Zenão fugiu para sua terra natal, levando consigo alguns dos isáuricos que viviam em Constantinopla, junto com o tesouro imperial.
Basilisco havia confiado o apoio de algumas das mais importantes figuras da corte em sua oferta para alcançar o trono. No entanto, rapidamente perdeu a maioria deles. Primeiramente, Basilisco perdeu o apoio de sua própria irmã Verina, após a execução de Patrício, o [[mestre dos ofícios]]. Patrício era o amante de Verina, a imperatriz havia planejado elevá-lo ao posto imperial e se casar com ele: a própria revolta contra Zenão tinha sido organizada para tornar Patrício o novo imperador. Basilisco mandou matar Patrício, devido ao cargo político que ocupava era o candidato natural para derrubar o novo imperador, como consequência, mais tarde Verina conspirou contra Basilisco, por causa da execução de seu amante.<ref>Bury. De acordo com [[Cândido Isáurio]], depois da morte de Patrício, Verina fez intrigas a favor de Zenão, mas seu plano foi descoberto por Basílico, e somente a interseção de Armato salvou sua vida.</ref>
 
Além disso, Teodorico Estrabão, também se afastou do novo imperador, após ter sido um dos principais pilares da sua ascensão através do ódio pelo isáurico Zenão. Basilisco havia elevado Armato seu próprio sobrinho, que segundo boatos foi também o amante da esposa de Basilisco, para o posto de ''magistermestre militum''dos soldados, o mesmo que ocupava Estrabão. Por último, o apoio de Illo foi bastante instável, devido ao massacre dos isáuricos que Basilisco havia permitido.<ref name="smith" /><ref name="friell" />
 
== Ver também ==