Diferenças entre edições de "Thomas Young"

899 bytes adicionados ,  03h03min de 4 de setembro de 2014
sem resumo de edição
|notas =
}}
'''Thomas Young''' ([[Milverton]], [[13 de junho]] de [[1773]] — [[Londres]], [[10 de maio]] de [[1829]]) foi um [[Física|físico]], [[médico]] e [[Egiptologia|egiptólogo]] [[Reino Unido|britânico]].<ref>[http://theor.jinr.ru/~kuzemsky/tybio.html BIOGRAPHY OF THOMAS YOUNG ( 1773 - 1829 )] {{en}}</ref>
 
Em 1801 foi nomeado [[professor]] de [[filosofia natural]] (principalmente [[física]]) do [[Royal Institution]].
Conhecido pela [[experiência da dupla fenda]], que possibilitou a determinação do carácter ondulatório da [[luz]].
Young exerceu a [[medicina]] durante toda a sua vida (primeiros trabalhos sobre o [[cristalino]] com 26 anos de idade), mas ficou conhecido por seus trabalhos em [[óptica]], onde ele explica o fenômeno da [[interferência]] e em [[mecânica]], pela definição do [[módulo de Young]]. Ele se interessou também pela [[egiptologia]], participando do estudo da [[Pedra de Roseta]]. Era considerado um gênio; poliglota (falava 14 línguas), dominava a física, os clássicos, a história, construía instrumentos e era conhecido como "o homem que tudo sabe".
 
==Biografia==
Nascido em uma família de [[quacres]] em 1773, na aldeia inglesa de Milverton. Foi o primogênito de dez filhos, passando seus primeiros sete anos de vida na casa dos avós maternos. Esses incentivaram a sua curiosidade em todas as direções. Lia com facilidade aos dois anos de idade e leria a Bíblia aos quatro. Os anos seguintes foram passados em diversos internatos, por fim, aos treze anos, deixa a Compton School, em Dorsetshire. Young continua seus estudos como autodidata lendo entre outras obras Principia Mathematica e Opticks, de Newton, enquanto estendia seu repertório de línguas. Ele optou por ser médico e partiu para Londres em 1792. No ano seguinte leu seu primeiro ensaio científico, “Observations on Vision”, perante a Royal Society. Seu relatório teve como consequência sua eleição como membro da Royal Society, que aconteceu em 1794. Passaram-se vários anos de estudos médicos em Edimburgo e Gottingen, onde redigiu uma dissertação sobre a produção humana do som. Em 1797, Young voltou a Inglaterra e para a Cambridge University, para seu mestrado. Volta para Londres com os títulos de M.D. (doutor em medicina) e F.R.S (membro da Royal Society). Em 1800 Young recebe o convite para lecionar física na Royal Institution e aceita. Em 1802 antes de se demitir, alegando que o cargo interferia na sua prática da medicina, proferiu trinta e uma palestras na instituição. Essas palestras foram publicadas em 1807, como “A course of Lectures on Natural Philosophy and the Mechanical Arts”. As palestras de Young abrangeram o que deve ter sido a maior parte do conhecimento científico da época: gravitação, leis de Newton, o sistema solar, vida animal, reino vegetal, máquinas hidráulicas, carpintaria, natureza do som e da luz.
 
==Pesquisa==
===[[Experiência da dupla fenda]]===
[[Ficheiro:Ebohr1 IP.svg|thumb|Experiência da dupla fenda]]
Especulações sobre a natureza da [[luz]] remontam à Antiguidade. Por volta da segunda metade do século XVII, duas amplas classes de teorias haviam sido estabelecidas, uma favorecendo as partículas, e outra as ondas. A primeira dessas classes era associada a [[Isaac Newton]] e defendia que a luz era composta de minúsculas partículas, corpúsculos. A outra sustentava que a luz era transmitida da mesma forma que o som, por ondas, e seus defensores eram: [[René Descartes]], [[Christiaan Huygens]], [[Robert Hooke]] e [[Leonard Euler]]. Teorias tanto sobre ondas quanto sobre corpúsculos podiam explicar porque a luz segue geralmente em linha reta, a lei do reflexo e a refração. O teste decisivo entre as teorias rivais parecia localizar-se na [[difração]] e [[interferência]]. A [[experiência da dupla fenda]] de Thomas Young, realizada em 1800 e anunciada perante a Royal Society de Londres, é um ponto de virada crucial na história da ciência, pois prova após um século de debates , que a luz não era composta de partículas, mas existia na forma de onda. Até hoje, todos os calouros de física repetem a experiência de Young no laboratório. Nesta, um feixe de [[laser]] é passado por duas fendas estreitas, separadas por uma fração de milímetro, gravadas em uma lâmina opaca. Em uma parede distante, em vez de um único feixe ou raio, o que vemos é uma série de faixas claras e escuras, que chamamos de franjas de interferência. A grande contribuição de Thomas Young para a ciência da óptica foi sua teoria das ondas e sua explicação do princípio da interferência. Juntos os trabalhos de Young, Arago, Fresnel e outros forçaram gradualmente a aceitação da teoria das ondas para a luz, e a teoria corpuscular foi finalmente abandonada por volta de 1830.
 
{{Referências}}
 
==Bibliografia==
*# Rothman,Tony.'''Tudo é Relativo: e outras fábulas da ciência e tecnologia'''.Rio de Janeiro:DIFEL,2005 ISBN 8-574-32064-1
 
==Publicações selecionadas==
 
*[http://books.google.com/books?id=fGMSAAAAIAAJ&pg=RA1-PR29#PPP1,M1 ''A Course of Lectures on Natural Philosophy and the Mechanical Arts'' (1807, republished 2002 by Thoemmes Press).]
# Thomas Young , Philip Kelland , '''A Course of Lectures On Natural Philosophy and the Mechanical Arts: Pt. I. Mechanics. Pt. Ii. Hydrodynamics. Pt. Iii. Physics - Primary Source Edition''', Nabu Press ISBN 1-295-75386-3 {{en}}
*[http://books.google.com/books?id=Pb-JvNOjDhEC&pg=PA1#PPP5,M1 ''Miscellaneous Works of the Late Thomas Young, M.D., F.R.S.'' (1855, 3 volumes, editor John Murray, republished 2003 by Thoemmes Press).]
# Rothman,Tony.'''A course of lectures on natural philosophy and the mechanical arts (1807)''' Biblioteca Digital da Califórnia [https://archive.org/details/lecturescourseof02younrich Livro] {{en}}
*# [http://books.google.com/books?id=fGMSAAAAIAAJ&pg=RA1-PR29#PPP1,M1 ''A Course of Lectures on Natural Philosophy and the Mechanical Arts'' (1807, republished 2002 by Thoemmes Press).]
*# [http://books.google.com/books?id=Pb-JvNOjDhEC&pg=PA1#PPP5,M1 ''Miscellaneous Works of the Late Thomas Young, M.D., F.R.S.'' (1855, 3 volumes, editor John Murray, republished 2003 by Thoemmes Press).]
# Thomas Young ,'''Miscellaneous Works of the Late Thomas Young: Including His Scientific Memoirs''', Kessinger Publishing, 2007 ISBN 1-430-47629-X {{en}}
# Thomas Young ,'''Miscellaneous works of the late Thomas Young .. (1855)''' Biblioteca Americanas [https://archive.org/details/miscellaneouswo01youngoog Livro] {{en}}
 
{{Correlatos
|wikiquote =Thomas Young
}}
 
 
{{Esboço-físico}}
[[Categoria:Ex-alunos do Emmanuel College (Cambridge)]]
[[Categoria:Ex-alunos da Universidade de Göttingen]]
 
 
 
 
==Biografia==
Nascido em uma família de [[quacres]] em 1773, na aldeia inglesa de Milverton. Foi o primogênito de dez filhos, passando seus primeiros sete anos de vida na casa dos avós maternos. Esses incentivaram a sua curiosidade em todas as direções. Lia com facilidade aos dois anos de idade e leria a Bíblia aos quatro. Os anos seguintes foram passados em diversos internatos, por fim, aos treze anos, deixa a Compton School, em Dorsetshire. Young continua seus estudos como autodidata lendo entre outras obras Principia Mathematica e Opticks, de Newton, enquanto estendia seu repertório de línguas. Ele optou por ser médico e partiu para Londres em 1792. No ano seguinte leu seu primeiro ensaio científico, “Observations on Vision”, perante a Royal Society. Seu relatório teve como consequência sua eleição como membro da Royal Society, que aconteceu em 1794. Passaram-se vários anos de estudos médicos em Edimburgo e Gottingen, onde redigiu uma dissertação sobre a produção humana do som. Em 1797, Young voltou a Inglaterra e para a Cambridge University, para seu mestrado. Volta para Londres com os títulos de M.D. (doutor em medicina) e F.R.S (membro da Royal Society). Em 1800 Young recebe o convite para lecionar física na Royal Institution e aceita. Em 1802 antes de se demitir, alegando que o cargo interferia na sua prática da medicina, proferiu trinta e uma palestras na instituição. Essas palestras foram publicadas em 1807, como “A course of Lectures on Natural Philosophy and the Mechanical Arts”. As palestras de Young abrangeram o que deve ter sido a maior parte do conhecimento científico da época: gravitação, leis de Newton, o sistema solar, vida animal, reino vegetal, máquinas hidráulicas, carpintaria, natureza do som e da luz.
 
==Pesquisa==
===[[Experiência da dupla fenda]]===
[[Ficheiro:Ebohr1 IP.svg|thumb|Experiência da dupla fenda]]
Especulações sobre a natureza da [[luz]] remontam à Antiguidade. Por volta da segunda metade do século XVII, duas amplas classes de teorias haviam sido estabelecidas, uma favorecendo as partículas, e outra as ondas. A primeira dessas classes era associada a [[Isaac Newton]] e defendia que a luz era composta de minúsculas partículas, corpúsculos. A outra sustentava que a luz era transmitida da mesma forma que o som, por ondas, e seus defensores eram: [[René Descartes]], [[Christiaan Huygens]], [[Robert Hooke]] e [[Leonard Euler]]. Teorias tanto sobre ondas quanto sobre corpúsculos podiam explicar porque a luz segue geralmente em linha reta, a lei do reflexo e a refração. O teste decisivo entre as teorias rivais parecia localizar-se na [[difração]] e [[interferência]]. A [[experiência da dupla fenda]] de Thomas Young, realizada em 1800 e anunciada perante a Royal Society de Londres, é um ponto de virada crucial na história da ciência, pois prova após um século de debates , que a luz não era composta de partículas, mas existia na forma de onda. Até hoje, todos os calouros de física repetem a experiência de Young no laboratório. Nesta, um feixe de [[laser]] é passado por duas fendas estreitas, separadas por uma fração de milímetro, gravadas em uma lâmina opaca. Em uma parede distante, em vez de um único feixe ou raio, o que vemos é uma série de faixas claras e escuras, que chamamos de franjas de interferência. A grande contribuição de Thomas Young para a ciência da óptica foi sua teoria das ondas e sua explicação do princípio da interferência. Juntos os trabalhos de Young, Arago, Fresnel e outros forçaram gradualmente a aceitação da teoria das ondas para a luz, e a teoria corpuscular foi finalmente abandonada por volta de 1830.
 
==Bibliografia==
*Rothman,Tony.'''Tudo é Relativo: e outras fábulas da ciência e tecnologia'''.Rio de Janeiro:DIFEL,2005
Utilizador anónimo