Diferenças entre edições de "Fariseus"

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pequena correção ortográfica: de "já existiam A algum tempo" para "já existiam HÁ algum tempo". A preposição "a" e a flexão verbal "há", sendo homófonas, são frequentemente confundidas quando usadas por escrito.
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(pequena correção ortográfica: de "já existiam A algum tempo" para "já existiam HÁ algum tempo". A preposição "a" e a flexão verbal "há", sendo homófonas, são frequentemente confundidas quando usadas por escrito.)
Os judeus conseguiram vencer os exércitos helênicos e estabelecer um reino judaico independente na região entre [[142 a.C.]]- [[63 a.C.]], quando então foram dominados pelos romanos. Durante este período de 142-63 a.C., a família dos macabeus estabeleceu-se no poder e iniciou uma nova dinastia real e sacerdotal, dominando tanto o poder secular como o religioso. Isto provocou uma série de crises e divisões dentro da sociedade israelita da época, visto que pela suas origens os Macabeus (também conhecidos pelo nome de família como ''Asmoneus'') não eram da linhagem de [[Davi]], não podendo assim ocupar o trono de [[Israel]], e também não eram da linhagem sacerdotal araônica.
 
E foi provavelmente nesta época que alguns grupos apareceram dentro da sociedade judaica, começando a estabelecer um certo tipo de divisão de posturas, normalmente com relação a política e/ou religião e com a vida em geral, e com isso se relacionando com a maneira de pensar e de se encaixar na sociedade da época. Dois dos grupos são: Os ''tzadokim'' ([[saduceus]]), clamando ser os legítimos descendentes de Tzadok e portanto os legítimos detentores do sumo-sacerdócio e da liderança religiosa em Israel; e os ''perushim'' (''fariseus''), oriundos dos ''hassidim'' que, geralmente, desiludidos com a política, voltaram-se para a vida religiosa e estudo da Torá, esperando pela vinda do Messias e do reino de Deus. Outras linhas já existiam a algum tempo e tiveram também seu papel neste cenário, mesmo que de maneira indireta ou subjetiva, um exemplo são os [[Essênios]], que viviam mais em uma vida de consagração ao Criador se estabeleciam na região do deserto, nos montes, como o carmelo, e em algumas outras regiões a fim de preparar o caminho para a vinda do Rei [[Messias]].
 
Os ''perushim'' agrupavam-se em "havurot", associações religiosas que tinham os seus líderes e suas assembleias, e que tomavam juntos as suas refeições. Segundo [[Flávio Josefo]], historiador judeu do 1º século d.C., o número de ''perushim'' na época era de pouco mais de seis mil pessoas (Antigüidades Judaicas 17, 2, 4; § 42). Eles estavam intimamente ligados à liderança das sinagogas, ao seu culto e escolas. Eles também participavam como um grupo importante, ainda que minoritário, do Sinédrio, a suprema corte religiosa e política do Judaísmo da época. Muitos dentre os "perushim" tinham a profissão de ''sofer'' (escriba), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manuscritos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa se desenvolveram no seio dos ''perushim'' e se tornaram famosas: a escola de [[Hillel]] e a escola de [[Shammai]]. A escola de Hillel era considerada mais "liberal" na sua interpretação da Lei, enquanto a de Shamai era mais "estrita".
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