Diferenças entre edições de "Púrpura tíria"

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| ImageName2 = Modelo do 6,6′-dibromoíndigo, com base na [[estrutura cristalina]].
| OtherNames = 6,6'-dibromoíndigo
| Section1 = {{Chembox Info/Química/Identifiers
| CASNo = 19201-53-7
| SMILES = O=C(C1=CC=CC=C1N/2)C2=C3NC4=CC=CC=C4C/3=O
A púrpura tíria era cara; segundo o historiador [[Teopompo]], do século IV a.C., "''a púrpura para as tintas valia o seu peso em [[prata]] em [[Cólofon]]''", na [[Ásia Menor]].<ref>Teopompo, citado por [[Ateneu]] (12:526), por volta de [[200 a.C.]]; citado em Gulick, Charles Barton 1941. ''Athenaeus, The Deipnosophists.'' Cambridge: Harvard University Press.</ref> Estes custos transformavam os produtos têxteis que utilizavam a púrpura tíria em [[simbolo de status|símbolos de status]], e as antigas [[Lei suntuária|leis suntuárias]] ditavam e até probiram o seu uso. A produção dos animais que forneciam a tinta era controlada com rigor durante o [[Império Bizantino]], e subsidiada pela corte imperial, que restringia seu uso para a pintura das [[Seda bizantina|sedas imperiais]];<ref>Jacoby, David. "Silk in Western Byzantium before the Fourth Crusade" in ''Trade, Commodities, and Shipping in the Medieval Mediterranean'' (1997) pp. 455f e notas 17-19.</ref> o filho de um imperador no poder era chamado de [[porfirogênito]] (''porphyrogenitos'', "nascido na púrpura"), tanto referindo-se à [[Pórfira]], o pavilhão do [[Grande Palácio de Constantinopla]] revestido de [[pórfiro]] onde os herdeiros do trono nasciam, quanto à púrpura que futuramente trajariam.
 
A substância consiste de uma secreção [[muco]]sa da [[glândula]] [[hipobranquial]] de um dos diversos caramujos marinhos encontrados no [[Mediterrâneo Oriental]], o [[gastrópode]] [[mar]]inho ''[[Murex brandaris]]'', o ''murex'' espinhoso ''[[Bolinus brandaris]]'' ([[Carolus Linnaeus|Linnaeus]], 1758), o ''murex'' listrado ''[[Hexaplex trunculus]]'', e o ''[[Stramonita haemastoma]]''.<ref>Ziderman, I.I., 1986. ''Purple dye made from shellfish in antiquity''. ''Review of Progress in Coloration'', 16: 46-52.</ref><ref name="Radwin, G. E 1986. p93">Radwin, G. E. e A. D'Attilio, 1986. ''Murex shells of the world. An illustrated guide to the Muricidae'', p. 93, Stanford University Press, Stanford, 284pp incl. 192 figs. & 32 pls.</ref><ref name="Radwin, G. E 1986. p93"/>
 
No [[hebraico bíblico]], a tinta extraída do ''Murex brandaris'' era conhecida como ''argaman'' (ארגמן). Outra tinta, extraída do ''Hexaplex trunculus'', produzia uma cor [[índigo]] chamada de ''[[tekhelet]]'' (תְּכֵלֶת‎), usada em vestes trajadas para funções rituais.<ref>Elsner, O. "Solution of the enigmas of dyeing with Tyrian purple and the Biblical tekhelet", ''Dyes in history and Archaeology'' '''10''' (1992) p 14f.</ref>
{{Referências}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{Link||2=http://www.chriscooksey.demon.co.uk/tyrian/cjcbiblio.html |3=Bibliografia |4=- Chris J. Cooksey (1994) "Making Tyrian purple," ''Dyes in History and Archaeology'', vol. 13, pág. 7–13.}}
* {{Link||2=http://www.thefreelibrary.com/Plicopurpura+pansa+(Gould,+1853)+from+the+Pacific+Coast+of+Mexico+and...-a0118543935 |3=The Free Library: artigo sobre a púrpura tíria}}
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