Diferenças entre edições de "Heráclio (filho de Constante II)"

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Heráclio era um dos filhos de Constante II com [[Fausta (esposa de Constante II)|Fausta]], filha do [[patrício bizantino|patrício]] [[Valentino (usurpador)|Valentino]]<ref>Kazhdan, pg. 496</ref>. Apesar de seu irmão mais velho, Constantino IV, ter sido elevado à posição de co-imperador em 654<ref>Kazhdan, pg. 500</ref>, cinco anos depois, antes de partir para a Itália, Constante II também elevou Heráclio e seu outro irmão, [[Tibério (filho de Constante II)|Tibério]] à mesma dignidade<ref name="PmbZ">Winkelmann & Lilie, pp. 125–127</ref>. Em 663, Constante tentou fazer com que seus filhos se juntassem a ele na [[Sicília bizantina|Sicília]], mas o evento provocou tamanha revolta em [[Constantinopla]] que os irmãos acabaram ficando na capital imperial<ref name="PmbZ"/>.
 
Com a morte de Constante II em 668, Constantino IV, o mais velho, tornou-se o imperador-sênior<ref name="Moore, Constantine IV">Moore, ''Constantine IV''</ref>. Ele tentou demover os irmãos de suas funções imperiais, o que provocou uma revolta militar no [[Thema Anatólico]]<ref name="Bury, pg. 308">Bury, pg. 308</ref>. O exército marchou até [[Crisópolis]] e enviou uma delegação através dos estreitos do [[Helesponto]] até Constantinopla para exigir que os dois irmãos permanecessem como co-imperadores<ref name="Bury, pg. 308">Bury, pg. 308</ref>, uma demanda baseada na crença de que, como o [[Céu (cristianismo)|Céu]] era governado pela [[Santíssima Trindade|Trindade]]], o [[Império Bizantino|império]] deveria também ser reinado por três imperadores<ref name="Norwich, pg. 322">Norwich, pg. 322</ref>. Sem opções, Constantino manteve os irmãos perto de si e enviou de volta com a delegação um oficial de confiança, Teodoro, capitão de [[Coloneia no Licos|Coloneia]] (moderna [[Şebinkarahisar]], na [[Turquia]]), encarregado da delicada tarefa de elogiar os soldados por sua devoção, concordar com suas demandas e persuadi-los a voltar para os quarteis na Anatólia<ref name="Bury, pg. 309">Bury, pg. 309</ref>. Teodoro também convidou os líderes da revolta a irem a Constantinopla para se consultarem com o [[Senado bizantino|Senado]], o que permitiria iniciar o processo de confirmar os desejos do exército<ref name="Bury, pg. 309">Bury, pg. 309</ref>. Contente com este aparente desfecho favorável, o exército partiu para o interior da Anatólia e os instigadores do movimento foram para a capital<ref name="Bury, pg. 309">Bury, pg. 309</ref>. Com a ameaça debelada, Constantino deu sua cartada contra os líderes da revolta, capturando-os e ordenando que fossem todos enforcados em [[Sycae]]<ref name="Norwich, pg. 322">Norwich, pg. 322</ref>.
 
Durante todo o processo, Heráclio permaneceu sob estrita vigilância e foi apenas o fato de ele demonstrar não saber de nada sobre a revolta e também de não expressar nenhum desejo de governar junto com o irmão que salvou sua vida; por isso, recebeu de Constantino IV permissão para manter seu status e título imperial<ref name="Canduci, pg. 198">Canduci, pg. 198</ref>. Porém, somente o fato de terem sido o foco de um plano para diminuir o poder de Constantino significou que os irmãos seriam sempre suspeitos aos olhos do imperador e era inevitável que problemas surgisse. Assim, em 681, durante o [[Sexto Concílio Ecumênico]]<ref name="Moore, Constantine IV"/>, que algo aconteceu que fez que com Constantino depusesse Heráclio e o irmão. A razão exata é desconhecida, mas pode ter tido alguma relação com o apoio dos dois ao [[monotelismo]], como relatado por [[Miguel, o Sírio]]<ref name="PmbZ"/>. Em algum momento entre 16 de setembro e 21 de dezembro do mesmo ano<ref name="Dumbarton Oaks, pg. 513">Dumbarton Oaks, pg. 513</ref>, Constantino ordenou a [[Mutilação política na cultura bizantina|mutilação]] dos dois, cortando-lhes o nariz. Ele também ordenou que suas [[efígie]]s não mais aparecessem nas moedas bizantinas e que seus nomes fossem removidos dos documentos oficiais<ref name="Dumbarton Oaks, pg. 513">Dumbarton Oaks, pg. 513</ref>.