Diferenças entre edições de "Constâncio Galo"

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|nome completo =Flávio Cláudio Constâncio Galo
|nascimento ={{ca.}} {{dni|lang=br|||325|si}}
|cidadenatal =''[[Massa VeternensisVeternense]]''
|morte ={{morte|lang=br|||354|||325}}
|cidademorte =[[Pula (Croácia)|Pola]] (na moderna [[Croácia]])
 
== Biografia ==
Galo nasceu em ''[[Massa VeternensisVeternense]]'' (moderna [[Massa Marittima]], na [[Itália]]), na [[Itália (província romana)|província da Itália]], depois que seu pai foi reconvocado de seu exílio. Porém, seu pai e seu irmão mais velho estavam entre os que foram assassinados nos expurgos depois da morte de Constantino I em 337. Ele, porém, foi um dos únicos homens da [[dinastia constantiniana|sua família]], com exceção dos três filhos do imperador com a imperatriz [[Fausta]], que não foram mortos. Além destes, sobreviveram também Juliano, seu meio-irmão, e [[Nepociano]], ambos muito jovens na época.
 
Há um debate sobre onde Galo teria passado sua juventude. Uma das teorias é que ele viveu com Juliano na [[Nicomédia]] sob os cuidados de [[Eusébio de Nicomédia]], que foi [[Bispo de Nicomédia|bispo da cidade]] até 340. Quando Eusébio foi nomeado [[bispo de Constantinopla]], os dois foram junto com ele e, acredita-se, depois que ele morreu, em 341, Constâncio enviou Galo e Juliano para continuarem seus estudos nos domínios imperiais em ''[[MacellumMacelo (Capadócia)|Macelo]]'', na [[Capadócia]]. Uma outra teoria afirma que pistas encontradas nas fontes sugerem que Galo teria sido enviado para [[Éfeso]] para estudar, depois foi exilado em ''[[TrallesTrales]]'' (moderna [[Aydın]], na [[Turquia]]) e, finalmente, para ''Macellum''Macelo.
 
== César ==
Em 350, [[Magnêncio]] se revoltou contra o imperador Constante e o matou, tomando para si o trono. Constâncio II se preparou para enfrentar o [[usurpador romano|usurpador]], mas precisava de alguém para representá-lo no oriente e, para este fim, convocou Galo, que vivia em [[SírmioSirmio]] na época, elevou-o a [[césar (título)|césar]] (15 de março de 351), deu-lhe o nome de ''"ConstantiusConstâncio"'' e, para reforçar ainda mais seus laços com o "meio-primo", permitiu que ele se casasse com sua irmã [[Constantina (filha de Constantino)|Constantina]]. Galo e Constantina, que provavelmente compartilhava do objetivo do irmão de manter o jovem césar sob controle, se mudaram para [[Antioquia]].
 
Durante seu mandato, Galo teve que lidar com uma [[revolta judaica contra Galo|revolta dos judeus]] da [[Judeia]], uma rebelião que provavelmente já havia iniciado antes de Galo, mas que foi, mesmo assim, esmagada por seu general [[Ursicino (general romano)|Ursicino]], que mandou executar todos os rebeldes. Na época, Galo foi salvo de um complô para matá-lo quando uma mulher revelou que pessoas que viviam em sua casa estavam conspirando contra ele. Algumas fontes, entre as quais [[João Zonaras]], alegam que este complô foi organizado por Magnêncio para tentar distrair Constâncio.
 
[[Filostórgio]] afirma que os generais de Galo venceram uma campanha contra os [[sassânidas]]. Outras fontes descartam essa opinião afirmando que havia uma situação de paz entre romanos e o Império Sassânida na época. Em 354, Galo enviou o ''[[comesconde orientisdo Oriente]]'' [[Nebrídio (conde do Oriente)|Nebrídio]] contra os [[isaurianos]] que estavam atacando a cidade de [[Selêucia no Tigre]].
 
Seja por causa da necessidade de juntar comida para as tropas para suprir uma campanha contra os persas ou de uma seca, o fato é que o suprimento de cereais da cidade se exauriu. Para conter os altos preços, Galo forçou a publicação de algumas leis sem considerar a opinião do [[Senado romano|Senado]], alienando desta forma a opinião da classe senatorial da cidade. [[Amiano Marcelino]], que era desta mesma classe, conta como a fúria do povo de Antioquia por causa da fome foi desviada de Galo pelo ''[[consularisconsular da Síria]] (''consularis syriae'') Teófilo, que acabou assassinado pela turba.
 
Amiano relata ainda que Galo e Constantina deram início a vários julgamentos de magia contra vários dos mais ricos habitantes da cidade e executaram vários inocentes para tomar-lhes a fortuna. A mesma fonte alega ainda que Galo andava anônimo pela cidade à noite, perguntando aos transeuntes sua opinião sobre o césar. Juliano conta que Galo passavam bastante tempo no [[hipódromo]] da cidade, provavelmente tentando conseguir o apoio da população.
 
Duvidando da lealdade do meio-primo, Constâncio reduziu as forças sob seu comando e enviou o [[prefeito pretoriano]] Domiciano a Antioquia para pedir a Galo que voltasse para a Itália. Diferentes fontes contam diferentes histórias, mas todas concordam que Galo prendeu Domiciano e o [[questor]] [[Môncio Magno]], que tentou ajudá-lo, e mandou executar os dois. A prisão de Môncio levou à descoberta do que parece ter sido um complô para elevar um usurpador contra Galo. Os conspiradores tinham o apoio de dois tribunos das fábricas (''tribuni fabricarum''; (oficiais responsáveis pelas fábricas de armamentos), que tinham prometido armas para uma revolta<ref>[[Amiano Marcelino]], [http://www.thelatinlibrary.com/ammianus/14.shtml#7 14.7.18]</ref>, e provavelmente das tropas na [[Mesopotâmia romana|Mesopotâmia]], além do ''[[rectorreitor]]'' da [[Fenícia (província romana)|província da Fenícia]]. Todos foram presos e executados.
 
== Queda e morte ==
[[FicheiroImagem:Viaggio e arresto di Costanzo Gallo.png|thumb|direita|220px|Viagem final de Constâncio Galo.]]
Constâncio foi informado dos julgamentos em Antioquia durante uma campanha contra os [[alamanos]]. Depois de assinar a paz com eles, decidiu resolver o problema que Galo havia se tornado. Primeiro, convocou Ursicino ao ocidente, pois suspeitava que ele é quem estava incitando Galo para criar uma oportunidade de se revoltar e usurpar o trono para seu próprio filho. Em seguida, convocou Galo e Constantina a [[Mediolano]] (moderna [[Milão]]), sua capital. Constantina partiu na frente para tentar ganhar a confiança do irmão, mas morreu em ''[[Caeni Gallicani]]'', na [[Bitínia]]. Galo, cujos laços com Constâncio estavam enfraquecidos, ficou em Antioquia. Constâncio então tentou atraí-lo enviando o ''tribunus scutariorum'' Scudilo para informá-lo que Constâncio pretendia elevá-lo a "[[augusto (título)|augusto]]". Traído por sua ambição, Galo mordeu a isca e foi ao encontro do imperador. Numa exibição de seus presumidos futuros poderes de augusto, Galo armou uma [[corrida de bigas]] no [[Hipódromo de Constantinopla]] e coroou o vitorioso, uma honra reservada aos augustos. A insolência enfureceu Constâncio e aumentou seu desgosto pelo césar. Numa tentativa de isolá-lo de qualquer proteção militar, o imperador ordenou a retirada de todas as guarnições militares das cidades no caminho de Galo até Mediolano.
 
Constâncio foi informado dos julgamentos em Antioquia durante uma campanha contra os [[alamanos]]. Depois de assinar a paz com eles, decidiu resolver o problema que Galo havia se tornado. Primeiro, convocou Ursicino ao ocidente, pois suspeitava que ele é quem estava incitando Galo para criar uma oportunidade de se revoltar e usurpar o trono para seu próprio filho. Em seguida, convocou Galo e Constantina a [[Mediolano]] (moderna [[Milão]]), sua capital. Constantina partiu na frente para tentar ganhar a confiança do irmão, mas morreu em {{ilc|Ceno Galicano||Caeni Gallicani||Coenum Gallicanum}} (''[[Coenum Gallicanum/Caeni Gallicani]]''), na [[Bitínia]]. Galo, cujos laços com Constâncio estavam enfraquecidos, ficou em Antioquia. Constâncio então tentou atraí-lo enviando o tribuno dos escutários (''tribunus scutariorum'') Scudilo[[Escudilo]] para informá-lo que Constâncio pretendia elevá-lo a "[[augusto (título)|augusto]]". Traído por sua ambição, Galo mordeu a isca e foi ao encontro do imperador. Numa exibição de seus presumidos futuros poderes de augusto, Galo armou uma [[corrida de bigas]] no [[Hipódromo de Constantinopla]] e coroou o vitorioso, uma honra reservada aos augustos. A insolência enfureceu Constâncio e aumentou seu desgosto pelo césar. Numa tentativa de isolá-lo de qualquer proteção militar, o imperador ordenou a retirada de todas as guarnições militares das cidades no caminho de Galo até Mediolano.
Quando Galo chegou em ''[[Poetovio]]'' (moderna [[Ptuj]], na [[Eslovênia]]), na [[Nórica]], [[Barbácio]], um oficial que apoiava a queda de Galo na corte de Constâncio, cercou o palácio onde estava o césar o prendeu, retirando-lhe as vestes imperiais, mas assegurando-lhe que não lhe faria mal. Galo foi levado a [[Pula (Croácia)|Pola]] ([[Pula (Croácia)|Pula]], na [[Croácia]]), na [[Ístria]], onde foi interrogado por alguns dos mais altos oficiais da corte imperial, entre eles o [[eunuco]] e [[prepósito do cubículo sagrado]] [[Eusébio (prepósito do cubículo sagrado)|Eusébio]] e o ''[[agens in rebus]]'' [[Apodêmio]]. Galo tentou colocar a culpa pelos seus atos em Constantina, mas acabou condenado à morte pelo imperador. Constâncio depois mudou de ideia e ordenou que Galo fosse poupado, mas Eusébio orquestrou para que a ordem não chegasse aos executores.
 
Quando Galo chegou em ''[[PoetovioPetóvio]]'' (moderna [[Ptuj]], na [[Eslovênia]]), na [[Nórica]], [[Barbácio]], um oficial que apoiava a queda de Galo na corte de Constâncio, cercou o palácio onde estava o césar o prendeu, retirando-lhe as vestes imperiais, mas assegurando-lhe que não lhe faria mal. Galo foi levado a [[Pula (Croácia)|Pola]] ([[Pula (Croácia)|Pula]], na [[Croácia]]), na [[Ístria]], onde foi interrogado por alguns dos mais altos oficiais da corte imperial, entre eles o [[eunuco]] e [[prepósito do cubículo sagrado]] [[Eusébio (prepósito do cubículo sagrado)|Eusébio]] e o ''[[agens in rebus]]'' [[Apodêmio]]. Galo tentou colocar a culpa pelos seus atos em Constantina, mas acabou condenado à morte pelo imperador. Constâncio depois mudou de ideia e ordenou que Galo fosse poupado, mas Eusébio orquestrou para que a ordem não chegasse aos executores.
 
== Ver também ==
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{{s-off}}
{{s-bef | antes =[[Magnêncio|Imp. Magnêncio]], <br /> [[Gaiso]] <br/> ''PostPós-cônsules consulatumSérgio Sergiie et Nigriniani''Negriniano (orienteOriente)}}
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{{s-aft | depois=[[Magnêncio|Imp. Magnêncio]] II, <br /> [[Decêncio|césar Decêncio]] II, <br /> [[Constâncio II|Imp. Constâncio II]] VI, <br /> Constâncio Galo II}}
{{s-bef | antes=[[Decêncio|césar Decêncio]], <br /> PaulusPaulo, [[Constâncio II|Imp. Constâncio II]] V, Constâncio Galo}}
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{{s-ttl | titulo =[[Cônsul romano|Cônsul do Império Romano]] | anos=354 |regente1=[[Constâncio II|Imp. Constâncio II]] VII }}
{{s-aft | depois =[[Arbício|Flávio Arbício]], <br /> [[Loliano Mavórcio]] }}