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{{Info/Prelado da Igreja Católica |type= Arcebispo
|nome = Martinho Afonso Pires
|título = [[Primaz das Espanhas]]
|função = [[Arcebispo de Braga]]
|arcebispo_nom = [[31 de agosto]] de [[1398]]
|morte_data = {{falecimento|25|3|1416|||1360}}
|morte_local = [[Ficheiro:PortugueseFlag1385.svg|30px|link=Reino de Portugal]] [[Lisboa]], |arcebispo_brasão = ArcbishopCoA PioM.svg
|arcebispo_brasão = ArcbishopCoA PioM.svg
|bispo_lema = De Uno Pane
|ch =
}}
[[Dom (título)|Dom]] '''Martinho Afonso Pires deda Charneca''' ou '''Martinho Afonso Pires de Miranda''' ([[Lisboa]], [[1360]] — [[Lisboa]], 2/[[25 de Março]] de [[1416]]), também chamado '''Martinho Afonso de Lisboa''', foi Bispo de [[Diocese de Coimbra|Coimbra]] e arcebispo de [[Arquidiocese de Braga|Braga]]. Também teria sido bispo do [[Diocese do Porto|Porto]], segundo alguns genealogistas.
 
== Biografia ==
Era filho de [[Afonso Pires da Charneca]] com Dona Constança Esteves. doutor de leis pela [[Universidade de Bolonha]] em [[1382]], foi um dos principais conselheiros de Dom [[João I de Portugal]], acompanhando tão de perto que lhe chegaram a chamar "sombra del rei" e esteve ao seu lado na [[Batalha de Aljubarrota]]<ref name="Rio Maior 1950">*"A Casa dos Mirandas na Rua das Flores", de Marquês de Rio Maior, separata da Revista Municipal, Lisboa, 1950.</ref>. Igualmente terá sido seu embaixador em [[França]].
Era filho de [[Afonso Pires da Charneca]] e de sua mulher Constança Esteves. D. Martinho Afonso documenta-se como filho de Constança Esteves quando, já bispo de Coimbra e do Conselho, a ele e à dita sua mãe D. João I a [[11 de Dezembro]] de [[1392]] confirmou a doação que fizera a Afonso Pires da Charneca, filho da dita Constança Esteves e irmão do dito Bispo, do lugar das [[Alcáçovas]], de umas vinhas e lagares «aallem d aRoyos e partem com o caminho da charneca» (chamado Lagares del Rei), e de umas casas em [[Sintra]].
 
Era[[Doutor]] filho deem [[Afonso Pires da CharnecaLeis]] com Dona Constança Esteves. doutor de leis pela [[Universidade de Bolonha]] em [[1382]], foi um dos principais conselheiros[[Fidalgo do Conselho|Conselheiros]] de Dom [[João I de Portugal]], acompanhando tão de perto que lhe chegaram a chamar "sombra del rei" e esteve ao seu lado na [[Batalha de Aljubarrota]]<ref name="Rio Maior 1950">*"A Casa dos Mirandas na Rua das Flores", dedo Marquês de Rio Maior, separata da Revista Municipal, Lisboa, 1950.</ref>. Igualmente terá sido seu embaixador[[Embaixador]] em [[Reino de França|França]], etc.
 
A 8 de Novembro de [[1384]] é uma das individualidades que está presente em Évora para homenagear os Mestre de Avis.
Igualmente esteve nas [[cortes de Coimbra de 1385]] na representação do braço do Povo<ref>[http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2071.pdf Conselho Real ou Conselheiros do Rei? A Propósito dos Privados de D. João I, por Armando Luís de Carvalho Homem, Revista da faculdade de Letras, pág. 59]</ref>
 
Igualmente terá sido [[aio]] ou [[mordomo-mor]] de D. [[Duarte I de Portugal|Duarte]].
 
Deste D. Martinho existem vários selos heráldicos com as suas armas, um escudo com uma aspa acantonada de quatro flores de lis, depois ditas dos Miranda.
Apesar de eclesiástico, Dom Martinho deixou descendência, segundo alguns investigadores antes de o ser<ref name="Rio Maior 1950"/>, deu origem nomeadamente aos [[Miranda]] e, consequentemente, aos [[Família Miranda Henriques|Miranda Henriques]] por ter uma [[quinta (rural)|quinta]] em [[Miranda do Corvo]] onde terá criado seus filhos<ref name="roglo.eu">roglo.eu</ref>.
 
Apesar de eclesiástico, Dom Martinho deixou descendência, segundo alguns investigadores antes de o ser<ref name="Rio Maior 1950"/>, deu origem nomeadamente aos [[Miranda]] e, consequentemente, aos [[Família Miranda Henriques|Miranda Henriques]] por ter uma [[quinta (rural)|quinta]] em [[Miranda do Corvo]] onde terá criado seus filhos<ref name="roglo.eu">roglo.eu</ref>. O nome Miranda, que seguiram seus filhos, tidos de diferentes mulheres, é na origem um locativo relacionado com a quinta que tinha em Miranda a par de Coimbra, onde esses filhos foram criados.
O rei [[D. João I de Portugal|D. João I]] fez-lhe doação de vários bens que tinham sido de seu irmão D. [[Afonso Pires da Charneca (filho)|Afonso Pires]], que pode ter vindo anteriormente de seu [[Afonso Pires da Charneca|pai]], entre eles precisamente a [[Charneca (Lisboa)|Charneca de Lisboa]], do qual tomou o nome e que fazia parte o senhorio dos [[Lagares d´El-Rei]].
 
O rei [[D. João I de Portugal|D. João I]] fez-lhe doação de vários bens que tinham sido de seu irmão D. [[Afonso Pires da Charneca (filho)|Afonso Pires]], que pode ter vindo anteriormente de seu [[Afonso Pires da Charneca|pai]], entre eles precisamente a [[Charneca (Lisboa)|Charneca de Lisboa]], do qual tomou o nome e que fazia parte o senhorio dos [[Lagares d´El-Rei]]. Foi [[Senhorialismo|Senhor]] de [[Lagares d' El-Rei]].
Assim como recebeu o [[padroado]] da lisboeta [[Igreja de São Cristóvão (Lisboa)|Igreja de São Cristóvão]], na freguesia de [[São Cristóvão e São Lourenço|São Cristóvão]], onde fundou uma capela que depois foi conhecida por "sacristia velha"<ref name="Rio Maior 1950"/>, destinando-a para seu jazigo e de seus descendentes, agregando-a como vínculo ao [[morgadio]] [[Patameira]], na freguesia de [[Dois Portos]], em [[Torres Vedras]]<ref name="roglo.eu"/> que também instituiu<ref name="Rio Maior 1950"/>.
 
AssimD. comoMartinho recebeuinstitutiu o [[padroadoMorgado]] da lisboeta[[Patameira]]. E é certamente este o Morgado a que se refere D. João I quando a [[7 de Dezembro]] de [[1395]] lhe doa, a seu pedido, o [[padroado]] da [[Igreja de São Cristóvão (Lisboa)|Igreja de São Cristóvão]], na freguesia de [[São Cristóvão e São Lourenço|São Cristóvão]], em Lisboa, referindo que «dom martinho bispo de coj.m do nosso cselho nos dise que elle fazia queria fazer hua capeella na igreia de sam chr.ouam que he na nossa muy nobre leal cidade de lixboa E esso mesmo queria hordenar huu moorgado de seus bees. E que nos pedia por mercee que pea a dcta capella mooorgado seer mjlhor mais nobr lhe desemos pa sempre o nosso padroado da igeia de sam chr.ouam que o ouuese elle todos aqles que elle hordenar que depos elle socedam aiam o dcto moorgado», onde fundou uma capela que depois foi conhecida por "sacristia velha"<ref name="Rio Maior 1950"/>, destinando-a para seu jazigo e de seus descendentes, agregando-a como vínculo ao [[morgadioMorgado]] da [[Patameira]], na freguesia de [[Dois Portos]], em [[Torres Vedras]]<ref name="roglo.eu"/> que também instituiu<ref name="Rio Maior 1950"/>.
=={{ligações externas}}==
 
=={{ligaçõesLigações externas}}==
*{{link|en|2=http://www.gcatholic.org/dioceses/diocese/brag0.htm#22390|3=GCatholic}}
*{{link|pt|2=http://roglo.eu/roglo?lang=pt;i=3806153|3=roglo.eu|4= fonte de Manuel Abranches Soveral}}
{{Portal3|Biografias|Catolicismo|História|Portugal}}
 
{{NF|1360|1416|Martinho Afonso Miranda}}
[[Categoria:Bispos de Coimbra]]
[[Categoria:Arcebispos de Braga]]
[[Categoria:Diplomatas de Portugal]]
[[Categoria:Naturais de Lisboa]]
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