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Acrescentada e citada informação referente a lenda. Ligações com a cidade de Viseu.
Uma [[lenda]] popular alude à origem do nome da freguesia:<ref>Recolhida e publicada por [[Almeida Garret]] em [[1845]], no "Jornal de Belas Artes" (v. 1). Ver ainda: [http://lendasdeportugal.no.sapo.pt/distritos/porto.htm Lendas de Portugal no Sapo]. A lenda está associada ainda à conquista de [[Viseu]] (ver [[Muralhas de Viseu]]).</ref>
 
No ano de [[932]], o rei [[Ramiro II de Leão|D. Ramiro II]] desceude daLeão [[Galiza]]e das Astúrias viajou de Viseu, onde residia para raptar Zahara, a bela irmã do xeque [[Alboazar]]. Este por sua vez, como vingança, raptou a não menos bela esposa de Ramiro, a rainha Gaia, tendo ambos vindo a apaixonar-se um pelo outro. Ramiro, ignorando este amor, vem com o filho e as suas gentes de armas até ao [[castelo]] do rei mouro que se erguia na margem esquerda do rio Douro, a caminho da foz. Ramiro escondeu as suas gentes numa encosta, sob a folhagem e, vestido de romeiro, subiu a mesma postando-se junto a uma fonte, no aguardo de novidades. Uma criada veio buscar água fresca à fonte para a sua nova ama – a cristã. Num átimo, Ramiro escondeu o seu próprio [[anel]] na bilha de água da moura e continuou a aguardar.<ref>{{citar web|URL = http://cm-viseu.pt/index.php/heraldica|título = Heráldica de Viseu|data = 2014|acessadoem = 29 de outubro de 2014|autor = |publicado = Câmara Municipal de Viseu}}</ref>
 
A rainha Gaia, ao encontrar o anel na bilha da água, pressentiu a verdade e mandou chamar o romeiro à sua presença. Apaixonada pelo mouro, decidida a desfazer-se do marido cristão, embriagou-o e prendeu-o num quarto, que foi aberto à chegada de Alboazar. Ramiro tentou reagir mas em pouco tempo foi rendido pelas gentes do mouro que, sorrindo, perguntou-lhe o que ele, um rei cristão, faria se tivesse em suas mãos o seu inimigo. Tendo em mente o combinado com os seus homens, ainda ocultos na encosta, Ramiro respondeu que lhe faria comer um capão, beber um canjirão de [[vinho]], e depois postá-lo-ia no topo de uma [[torre]] a tocar trompa até rebentar. Alboazar achou graça e garantiu-lhe que seria essa então a sua morte. Para maior gáudio, determinou abrir os portões do castelo convidando todos os moradores extramuros a assisti-la.
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