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[[Imagem:Pikeniere kl.jpg|thumb|300px|Recriação de uma companhia de piqueiros de meados do [[século XVII]].]]
 
'''Pique''' (também conhecido por '''chuço''' ou '''lança longa''') é uma [[arma]] de haste [[idade Média|medieval]], usada pelos piqueiros, que por sua vez constituíam a base da [[infantaria]] medieval.<ref>Verbruggen, ''Art of Warfare,'' 151</ref> O pique consistia de uma [[lança]] de aproximadamente 3 à 5 [[metro]]s, com uma ponta de [[metal]]. O pique era a principal arma utilizada contra a as cargas e os ataques da [[cavalaria]] ligeira e pesada[[inimigo|inimiga]].
 
De carácter claramente defensivo, o pique foi empregado sobre todo em táticas defensivas ou de cobertura: para evitar cargas, frear a cavalaria ou defender defender localizações e posições.
A formação pesada de piqueiros renasceu na Suíça durante a Baixa Idade Média, já que havia sido usada na Antiguidade para as formações de falanges dos exército de [[Filipe II da Macedônia|Filipe II]], o pai de [[Alexandre, o Grande]][s, naquela época o pique era chamado de sarissa.
 
Mesmo após o surgimento das [[Arma de fogo|armas de fogo]], o pique continuou a ser usado. Os [[Canhão|canhões]] primitivos, os [[arcabuz]]es e os [[mosquete]]s tinham disparo muito lento e impreciso, por isto os piqueiros, em ordem cerrada, formaram o núcleo da infantaria européia até meados do [[século XVII]]. Sua máxima expressão foi o [[Terço espanhol]]. A invenção da [[baioneta]], em meados do século XVII, acabaria por tornar o pique obsoleto, ao fim do mesmo século, pois permitia ao mosqueteiro se defender durante o processo de recarregamento. No [[exército]] francês foi totalmente abolido em [[1704]], embora tenha reaparecido (para compensar a falta de armas de fogo), quando dos primeiros conflitos gerados pela [[Revolução Francesa]]. Em Portugal, na época das [[Guerra Peninsular|invasões francesas]], foi um recurso bastante usado pelo povo, pois os invasores tinham desarmado completamente o país.