Diferenças entre edições de "Trifosfato de adenosina"

4 bytes removidos ,  18h55min de 12 de novembro de 2014
m
m (Eliminação de desambiguações.)
Deve-se levar em conta que a quebra do ATP não é simplesmente um rompimento de ligações químicas. Sabe-se que a destruição de ligações químicas é um processo [[endotérmico]], e isso seria uma contradição. Na verdade, a transformação da ATP em ADP + P é uma [[hidrólise]], ou seja, a água é um dos reagentes desse processo. A formação de ligações covalentes no final da transformação libera mais energia do que a absorção na quebra das ligações presentes entre os átomos das moléculas de ATP e água. Dessa forma, a reação global acaba se tornando [[exotérmica]].
 
Outros fatores contribuem para que esse composto orgânico libere energia ao ser quebrado. Os produtos ADP e P possuem maior [[entropia]] do que o reagente ATP, ou seja, os produtos possuem maior grau de desorganização do que o reagente. Além disso, o fosfato inorgânico apresenta o fenômeno da [[ressonância]] (eletróns das ligações π em movimento dentro do próprio composto). Há também, dentro da molécula, átomos de oxigênio com excesso de carga negativa e que estão muito próximos uns dos outros. Isso gera repulsão eletrostática entre essas cargas, e a decomposição do [[ATP]] diminui essa repulsão, pelo afastamento dessas cargas. Por fim, a [[hidratação]] dos compostos ADP e P libera considerável quantidade de energia. Tudo isso faz com que o sistema composto por ADP e P seja mais estável do que o composto por ATP. Essa estabilidade se dá pelo fato de que ocorre, durante a reação de decomposição do ATP, diminuição da [[energia livre]] desse sistema, em outras palavras, liberação de energia.
 
Assim, processos metabólicos como A + B → C que necessitem de grande quantidade de energia para acontecer ou não são espontâneos, ocorrem espontaneamente na presença de ATP, processo representado por A + B + ATP + H<sub>2</sub>O → C + ADP + P, o que garante o funcionamento de organismos vivos.
186 462

edições