Diferenças entre edições de "Frei Cipriano da Cruz"

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'''Manuel de Sousa''', depois apelidado de '''Frei Cipriano da Cruz''' ([[Braga]], c. 1645 — [[Mire de Tibães]], 1716) foi um monge [[Ordem de São Bento|beneditino]] e [[Escultura|escultor]] [[Portugueses|português]].<ref name="Pereira">Pereira, Paulo – '''Arte Portuguesa: História Essencial'''. Lisboa: Círculo de Leitores; Temas e Debates, 2011, p. 640, 641. ISBN 978-989-644-153-1</ref><ref name="Rodrigues">{{citar web|URL=https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/14431/1/Frei%20Cipriano%20da%20Cruz.pdf|título=Frei Cipriano da Cruz, Imagem de Santa Catarina da Capela da Universidade de Coimbra|autor=Manuel Augusto Rodrigues|data=1980|publicado=Separata do Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra, vol. 4|acessodata=17-11-2014}}</ref>
 
==Vida / Obra==
[[File:Frei Cipriano da Cruz Santa Catarina IMG 0661.JPG|thumb|120px|''Imagem de Santa Catarina'']]
Em 1676 ingressou no [[Mosteiro de Tibães]], [[Ordem de São Bento]]; foi aí que morreu, após uma vida dedicada à produção de imagens em barro, pedra e madeira. Frei Cipriano da Cruz foi um dos escultores portugueses mais importantes da sua época. Na sua obra destaquem-se, por exemplo: São Miguel Arcanjo, [[Museu Nacional de Machado de Castro|MNMC]], Coimbra; Imagem de Santa Catarina, [[Capela de São Miguel (Coimbra)|Capela de S. Miguel]], Coimbra; Nossa Senhora da Piedade, 1685-1690, madeira policromada, [[Museu Nacional de Machado de Castro|MNMC]], Coimbra.<ref>{{citar web|URLname=https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/14431/1/Frei%20Cipriano%20da%20Cruz.pdf|título=Frei Cipriano da Cruz, Imagem de Santa Catarina da Capela da Universidade de Coimbra|autor=Manuel Augusto "Rodrigues|data=1980|publicado=Separata" do Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra, vol. 4|acessodata=17-11-2014}}</ref><ref>Alcoforado, Ana – '''Museu Nacional Machado de Castro'''. Aveleda, Vila do Conde: QuidNovi, 2011, p. 42-43. ISBN 978-989-554-859-0</ref>
 
Originalmente realizada para a Igreja do Colégio de S. Bento, a imagem de Nossa Senhora da Piedade revela até que ponto o trabalho de Frei Cipriano da Cruz se dividiu entre a proximidade às formulas tradicionais do século XVI, marcadas pelo início da [[contrarreforma]], "''e as exigências formais de uma nova linguagem seiscentista, amplamente [[Barroco|barroca]], em que prevalecem os valores do movimento e do dramatismo e o tratamento monumental dos temas''". Para este escultor, a prioridade prender-se-ia menos com a inventividade do que com a expressividade. Nesta obra, "''a Virgem ergue o rosto para o Céu enquanto Cristo descansa já, lânguido, no seu regaço, num movimento de entrega e fatalidade inéditos na escultura portuguesa. A escala da peça e o tratamento escultórico do pregueado das vestes indicam as novas orientações da escultura sacra, mais virada para a persuasão através dos sentidos''". Sem pôr em causa o caráter convencional da cena, ambas as figuras revelam um acentuado naturalismo. "''É belíssima a expressão da face da Virgem, bem como a modelação, anatomicamente irrepreensível, do corpo do Cristo desfalecido''".<ref name="Pereira" />