Diferenças entre edições de "Frei Gil"

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== História ==
Nasceu na [[Quinta da Cavalaria]] (actual edifício da Santa Casa da Misericórdia local), em [[Vouzela]], entre [[1184]] e [[1190]], sendo este último ano o dado como mais certo pelos historiadores, e morreu em [[Santarém (Portugal)|Santarém]] a [[14 de Maio]] de [[1265]]. Nesta quinta afirma uma tradição ter também nascido o célebre alferes-mor do Reino [[Duarte de Almeida, o Decepado]].
 
[[Ficheiro:Artista Flamengo - A Esmola (São Gil).jpg|200px|thumb|''A Esmola'' (''São Gil''), 1480-1500.]]
Era filho de D. [[Rui Pais de Valadares]], ou Dom Rodrigo Pais de Valadares, [[fidalgo do Conselho]] de el-Rei D. Sancho I e seu mordomo-mor, alcaide-mor de Coimbra, então ainda a capital do Reino,pois que residência habitual do monarca. A esta conclusão nos leva o epitáfio latino duma sepultura da [[Igreja de Santa Cruz de Coimbra]], epitáfio recolhido por Fr. [[André de Resende]], O. P., e que reza assim traduzido do latim ao português: «''Aqui jaz Dom Rodrigo, pai de Frei Gil de Santarém e Alcaide-Mor do Castelo e Cidade de Coimbra''».
 
Sua mãe foi DonaD. Maria Gil Feijó, segunda mulher de DomD. Rui, senhora de origem ilustre e alegadamente dotada de notável prudência e exímias virtudes.
 
Consta terem sido seus pais senhores honrados, queridos de todos, pela sua índole boa e compassiva. S. Fr. Gil (D. Gil Rodrigues de Valadares) teve irmãos, sendo conhecidos, quanto ao nome, D. João Rodrigues de Valadares e D. Paio Rodrigues de Valadares. De um outro irmão seu nada se sabe, nem sequer o nome. De outro ainda ignora-se o nome, mas consta que foi deão da Sé de Lisboa.
Os seus restos mortais foram colocados em humilde sepultura monástica, até que seis anos mais tarde, D. Joana Dias, senhora de Atouguia, sua parente, custeou as despesas dum melhor túmulo numa das capelas do convento dominicano de Santarém.
 
A sua sepultura tornou-se lugar de peregrinação ao longo dos séculos; por sua intercessão e pela virtude das suas relíquias acredita-se terem sido operadas graças singulares e milagres que bem cedo levaram o povo a venerá-lo como santo. Depois da Guerra Civil portuguesa, em 1833, por ordem do então [[governador- civil]] do [[distrito de Santarém]], [[Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos]], 1.º barão[[Barão de Fonte Boa|Barão]] e 1.º visconde[[Visconde de Fonte Boa]], seguindo instruções do novo Governo liberal, foi o egrégio convento dominicano de Santarém vendido e destruído ao desbarato, ali se tendo construido em seu lugar uma praça de toiros. Apenas alguns dos despojos arquitectónicos medievais foram salvos, encontrando-se actualmente reunidos em exposição ecléctica na capital do [[Ribatejo]].
 
Do túmulo de S. Fr. Gil apenas resta a tampa com a [[estátua jacente]], transferido para o Museu Arqueológico, no Museu do Carmo, em Lisboa. Recolheu-a das ruínas do que foi convento dominicano de Santarém o arqueólogo Possidónio Narciso da Silva.
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