Diferenças entre edições de "Jesus curando o paralítico em Cafarnaum"

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É possível que fosse mais fácil dizer ao homem alguma coisa do que comandar que ele se levantasse e andasse<ref name="Brown et al. 602"/>, mas Jesus escolhe provar sua habilidade de perdoar pecados com uma demonstração da habilidade do homem de andar. Ele perdoa e cura através de sua palavra apenas, realçando seu poder<ref name="Brown et al. 602"/>. Segundo Marcos, ''"todos"'' ficaram impressionados, mas ele não detalha se entre estes estavam os doutores da Lei ou os ''"obstinados"'' fariseus.
 
Jesus se refere a si mesmo como [[Filho do homem]] ({{lang-el|''ho huios tou anthrōpou''}}, literalmente "filho do ser humano") pela primeira vez das muitas que o fará no Evangelho de Marcos. O termo em si pode ser interpretado de diversas formas em Marcos, mas a interpretação aceita pela [[ortodoxia doutrinária]] do [[cristianismo]] é de que trata-se de uma referência ao seu caráter [[Messias|messiânico]]<ref name="Brown et al. 602"/>. A expressão aparece em diversas fontes nas [[Escrituras]], como em {{citar bíblia|Daniel|7|31]]}}, por exemplo, e também está no [[Livro de Enoque]]. Na [[escatologia judaica|tradição apocalíptica judaica]], o título é utilizado para fazer referência ao juiz do [[Juízo Final|julgamento final]], geralmente um ser [[anjo|angélico]] ou celestial que se faz carne e osso. Apenas Jesus menciona este título nos evangelhos, geralmente utilizando-o para falar de si próprio na [[pessoa gramatical|terceira pessoa]]. Ele também é interpretado como um símbolo do plano de Jesus para a humanidade<ref name="Miller 17">Miller 17</ref>.
 
Alguns estudiosos entendem que Jesus teria ligado doenças e pecados numa relação causal neste episódio, mesmo tendo Marcos afirmado que Jesus o curou depois de ter Jesus ''"visto sua fé"'' ({{citar bíblia|Marcos|2|5}}). Este conceito é rejeitado tanto em [[Evangelho de Lucas|Lucas]] ({{citar bíblia|Lucas|13|1|5}}) quanto em [[Evangelho de João|João]] ({{citar bíblia|João|9|2|3}}). Em outras partes da Bíblia, como no [[Livro de Jó]], aparece uma visão similar, de que justos e os pecadores estão sujeitos às agruras da vida, que não são "castigos" divinos. Por outro lado, histórias como a de [[Sodoma e Gomorra]], no [[Livro do Gênesis|Gênesis]], parecem de fato demonstrar que pecados podem resultar numa intervenção divina e num castigo terreno.