Diferenças entre edições de "Jesus curando o paralítico em Cafarnaum"

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Alguns estudiosos entendem que Jesus teria ligado doenças e pecados numa relação causal neste episódio, mesmo tendo Marcos afirmado que Jesus o curou depois de ter Jesus ''"visto sua fé"'' ({{citar bíblia|Marcos|2|5}}). Este conceito é rejeitado tanto em [[Evangelho de Lucas|Lucas]] ({{citar bíblia|Lucas|13|1|5}}) quanto em [[Evangelho de João|João]] ({{citar bíblia|João|9|2|3}}). Em outras partes da Bíblia, como no [[Livro de Jó]], aparece uma visão similar, de que justos e os pecadores estão sujeitos às agruras da vida, que não são "castigos" divinos. Por outro lado, histórias como a de [[Sodoma e Gomorra]], no [[Livro do Gênesis|Gênesis]], parecem de fato demonstrar que pecados podem resultar numa intervenção divina e num castigo terreno.
 
Neste trecho, os doutores da Lei afirmam que apenas Deus pode perdoar pecados, possivelmente uma referência a {{citar bíblabíblia|Êxodo|34|6|7}}, {{citar bíblia|Isaías|43|25}} e {{citar bíblia|Isaías|44|22}}. Marcos novamente deixa implícito que Jesus é, portanto, Deus e que a fé no poder dele pode levar não apenas à cura de doenças físicas, mas também ao perdão dos pecados<ref>Kilgallen 53</ref>. Porém, esta afirmação precisa ser contraposta com a aceitação de [[Paulo de Tarso|Paulo]] de seu {{citar bíblia|II Coríntios|12|7|citação=espinho na carne}}, que deixa claro que a fé não resulta automaticamente na cura do corpo. Os [[primeiros cristãos]] podem ter utilizado esta história para reforçar sua crença de que Jesus era capaz de perdoar pecados<ref name="Brown et al. 601"/>. Por isto, para os doutores, esta alegação de Jesus é uma blasfêmia, mas para o público alvo de Marcos seria uma confirmação de sua fé na divindade de Jesus<ref name="Brown et al. 602"/>.
 
== Ver também ==