Diferenças entre edições de "Larmanjat"

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{{Artigo principal|[[O Larmanjat em Portugal]]}}
O Marechal [[Duque de Saldanha]] assistiu à primeira demonstração do ''Larmanjat'' na França, e como em [[Portugal]] se vivia numa febre de progresso, num desejo de sair de um tempo inútil de disputas internas, viu nesse comboio a possibilidade de desenvolver a viação acelerada no país.
 
Em Portugal, o sistema Larmanjat foi utilizado numa rede de 3 linhas: o '''Caminho de Ferro Larmanjat do Lumiar''', que unia o Arco do Cego ao Lumiar<ref name= "michel">{{citar web |url=http://web.me.com/ie.msa/LE-TRAIN-LARMANJAT/page1/page1.html |título=Le train de Monsieur Larmanjat - Son aventure au Portugal |acessodata=27 de Dezembro de 2009 |autor=Michel Subrenat-Auger|li=s}}</ref>, e que abriu em 31 de Janeiro de 1870<ref name= "rosario">{{citar web |url=http://jfvfrosario.no.sapo.pt/Larmanjat/Larmanjat.htm |título=Uma estação de comboios em Vila Franca do Rosário? |acessodata=16 de Janeiro de 2015 |autor=Junta de Freguesia de Vila Franca do Rosário|data=9 de Dezembro de 2002}}</ref>; o '''Caminho de Ferro Larmanjat de Sintra''', com 26&nbsp;km de extensão, ligava as Portas do Rego à vila de Sintra, e entrou ao serviço em 5 de Julho de 1873<ref name="rosario" />; e o '''Caminho de Ferro Larmanjat de Torres Vedras''', que também se iniciava nas Portas do Rego e terminava em Torres Vedras, tinha uma extensão total de 54&nbsp;km, e entrou em exploração em 6 de Setembro de 1873.<ref name="rosario" />
No ano de [[1869]] foram concedidas as licenças para estabelecer um caminho de ferro sistema ''Larmanjat'' nos seguintes percursos:
 
Mas o sistema mostrou-se pouco fiável, com descarrilamentos e avarias constantes, e grandes atrasos.<ref name="rosario" /> O serviço foi suspenso a 8 de Abril de 1875, e encerrou definitivamente em 1877, com a falência da '''Lisbon Steam Tramways Company'''.<ref>{{citar web |url=http://www.vialivre.org/comboios/historia/larmanjat001.html |título= Caminho de Ferro de Larmanjat (1870-1877)|acessodata=11 de Novembro de 2009 |autor=Pedro Nogeira|arquivodata=28 de Julho de 2011 |arquivourl=http://web.archive.org/web/20110728161622/http://www.vialivre.org/comboios/historia/larmanjat001.html|datali=15 de Janeiro de 2015}}</ref>
* [[Carregado]] - [[Alenquer (Portugal)|Alenquer]]
* [[Cascais]] - [[Pêro Pinheiro]]
* [[Lisboa]] - [[Lumiar]] - [[Torres Vedras]] - [[Caldas da Rainha]] - [[Alcobaça (Portugal)|Alcobaça]] - [[Leiria]]
 
Em [[1870]], no dia [[31 de Janeiro]], realizaram-se entre [[Caminho de Ferro Larmanjat do Lumiar|Lisboa e Lumiar]] as primeiras experiências oficiais, as quais não correram muito bem. O dia estava chuvoso quando o comboio partiu de um velho palácio em Santa Bárbara, [[Arroios (Lisboa)|Arroios]], adaptado a estação. A comandar a locomotiva ia o próprio Larmanjat, inventor do sistema. As duas carruagens iam cheias de convidados perante os olhos do Duque de Saldanha. Mas na subida de Arroios a locomotiva estancou porque não tinha força suficiente para alcançar o objectivo. Só uma hora depois puderam seguir viagem quando o problema foi resolvido.
 
No dia [[5 de Fevereiro]] do mesmo ano o rei [[Luís I de Portugal|D. Luís I]] fez o trajecto Lisboa - Lumiar, e no dia seguinte a direcção do caminho de ferro punha , gratuitamente, à disposição do público, um comboio que efectuou três viagens de ida e volta entre o [[Arco do Cego CCFL|Arco do Cego]] e o [[Lumiar]].
 
Enquanto se procuravam melhorar as condições técnicas do novo sistema, Saldanha requereu novas concessões, e assim , a [[11 de Julho]] de [[1871]], obteve a licença para estabelecer um caminho de ferro ''Larmanjat'' entre [[Lisboa]] e [[Sintra]] e em 29 do mesmo mês, outra licença para o percurso de [[Cascais]] a [[Santa Maria de Belém|Belém]], prolongando depois essa via até [[Alcântara (Lisboa)|Alcântara]].
 
A empresa requeria muitos capitais que era dificilmente suportados. Rapidamente o Governo admitiu o trespasse das concessões para uma companhia inglesa, ''The Lisbon Steam Tramways Company, Limited'', vulgarmente conhecida pela ''Companhia de tramways a vapor''.
 
Depressa a nova empresa começou a expandir a rede de linhas de caminho de ferro ''Larmanjat''. Construíram duas linhas importantes ao longo de estradas de ligação: uma de [[Lisboa]] para [[Sintra]] com uma extensão de 26 quilómetros, e outra de [[Lisboa]] para [[Torres Vedras]] com 54 quilómetros de comprimento. A estação de origem para estas duas linhas era comum e ficava no local onde estão as [[Portas do Rego]] em [[São Sebastião da Pedreira]].
 
Na viagem inaugural da [[Caminho de Ferro Larmanjat de Sintra|linha de Sintra]] foi na manhã do dia [[2 de Julho]] de [[1873]], pelas nove da manhã. Nas quatro carruagens rebocadas pela [[Lumiar (Larmanjat)|locomotiva ''Lumiar'']] viajavam, entre outros convidados, o Director Geral das Obras públicas, os construtores ingleses [[William Major]] e [[Richard Trevithick]]. A viagem durou uma hora e cinquenta e cinco minutos, com três paragens, em duas das quais a locomotiva se abasteceu de água. Segundo notícias da época, tornara-se «notável a facilidade e presteza com que o comboio subiu todas as rampas». Três dias depois da inauguração do novo troço do caminho de ferro ''Larmanjat'', o trajecto abriu ao serviço público.
 
O caminho de ferro para [[Caminho de Ferro Larmanjat de Torres Vedras|Torres Vedras]] foi inaugurado a [[4 de Setembro]] do mesmo ano sem convidados de grande relevância. O serviço ficou aberto ao público dois dias depois.
 
Mas pouco tempo depois, a expectativa criada à volta dos caminhos de ferro ''Larmanjat'' foi diminuindo. Os descarrilamentos era muito frequentes e o tombos das carruagens provocavam ferimentos nos seus passageiros. O ''Larmanjat'' começou a perder adeptos.
 
A companhia tentava atrair o público com baixas de preços, mas em vão, os tempos do ''Larmanjat'' estavam contados. Os comboios deixaram de cumprir horários e demorar mais do dobro do tempo para percorrer o mesmo percurso.
 
A [[30 de Março]] de [[1875]] a companhia anunciou um novo horário que previa, tanto na linha de Sintra como na de Torres Vedras, três circulações diárias em cada sentido. Nove dias depois, no dia [[8 de Abril]] suspenderam o serviço de passageiros e de mercadorias nas duas linhas. Algum tempo depois a empresa abriu falência. O caso arrastou-se pelos tribunais londrinos.
 
A linha de Sintra, que se destinava essencialmente ao tráfego de passageiros, não teve quaisquer efeitos económicos, já a linha de Torres Vedras, cujo principal tráfego eram mercadorias, sobretudo [[vinho]] das zonas agrícolas para a cidade, teve um grande impacto no aspecto comercial.
 
Mais tarde veio o bicarril de [[George Stephenson|Stephenson]] que bateu o monocarril. As regiões prejudicadas pelo fracasso, exigiam a construção do novo caminho de ferro. Só em [[1887]] as linhas monocarril de Sintra e Torres Vedras, foram substituídas pelos caminhos de ferro bicarril.
 
=={{Ver também}}==