Salomão da Rocha: diferenças entre revisões

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Estes, entretanto, mal podiam prosseguir. Reduziam-se. Um a um tombavam os soldados da guarnição. Feridos ou espantados, os muares de tração empacavam, torciam-se, impossibilitando a marcha. A Bateria afinal parou. Os canhões, emperrados imobilizaram-se numa volta de caminho.
 
O Coronel [[Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo|Cel. Tamarindo]], que volvera à retaguarda, agitando-se e infatigável entre os fugitivos, penitenciando-se heroicamente, na hora da catástrofe, da tibieza anterior, ao deparar com aquele quadro estupendo, procurou debalde socorrer os únicos soldados que tinham ido a Canudos. Inteiramente só, sem uma única ordenança, o Coronel [[Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo|Cel Tamarindo]], lançou-se desesperadamente pela estrada – agora deserta – como se procurasse conter ainda pessoalmente a retaguarda.
 
E a Artilharia ficou, afinal, inteiramente em abandono. Os jagunços lançaram-se sobre ela. Era o desfecho. O Capitão Salomão da Rocha tinha apenas meia dúzia de combatentes leais. Convergiram-lhe em cima os golpes; e ele tombou. Retalhado à foice junto dos canhões que não abandonara. Consumara-se a catástrofe.
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