Diferenças entre edições de "Estaleiros Navais de Viana do Castelo"

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sem resumo de edição
|date=2013-12-10
|accessdate=2013-12-20
}}</ref>
 
Em Setembro de 2006, inicia-se o [[Caso do navio Atlântida]], quando Governo Regional dos Açores, presidido por [[Carlos César (político)|Carlos César]] adjudica aos ENVC a construção de dois navios para a ligação entre as ilhas daquele arquipélago, através da empresa pública Atânticoline.<ref>{{cite news
|url=http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/418080-acores-vao-encomendar-construcao-de-dois-barcos-novos-para-transporte-de-pas
|title=Açores vão encomendar construção de dois barcos novos para transporte de passageiros
|publisher=Diário de Notícias
|date=24 de Novembro 2013
|accessdate=2014-03-16
}}</ref>
 
A 9 de Abril de 2009, o Governo Regional dos Açores tomou a decisão de rescindir o contrato de construção do navio ''Atlântida'' - já concluído pelos estaleiros - e do segundo navio, ainda em construção em Viana do Castelo, alegando o não cumprimento dos requisitos de velocidade e de data de entrega.<ref>
{{cite news
|title=Governo açoriano rescinde contrato de construção do navio Atlântida
|publisher=TSF
|date=2009-04-09
|accessdate=2014-08-21
}}</ref>
 
O cancelamento do ''Atlântida'' e do segundo navio pelo governo de Carlos César - com os subsequentes processos judiciais e prejuízos para os estaleiros - viria a ser descrito como "a certidão de óbito" dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.<ref>{{cite news
|url=http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO304463.html
|title=Empordef acusa Estaleiros de Viana de gestão "ruinosa"
|publisher=Dinheiro vivo
|date=2013-12-16
|accessdate=2014-03-16
}}</ref>
 
 
Em 28 de Agosto de 2011, a empresa detinha dívidas acumuladas de 240 milhões de euros e tinha como única actividade a produção de navios militares como as encomendas pelo estado português dos navios da [[classe Viana do Castelo]]<ref>{{cite news|title=Entrada de grupo europeu pode "salvar" Estaleiros de Viana|publisher=Rádio Renascença|url=http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1128&did=170336|date=2011-08-28}}</ref>.
 
Em Novembro de 2011, falha definitivamente a tentativa de venda do navio ''Atlântida'' ao Governo da Venezuela.<ref>{{cite web
|url=http://www.publico.pt/politica/noticia/atlantida-foi-projectado-para-ter-sete-suites-acabou-por-ter-20-e-mais-sete-camarotes-quadruplos-1622845
|title=Atlântida foi projectado para ter sete suites, acabou por ter 20 e mais sete camarotes quádruplos
|publisher=Público
|date=09/02/2014
|accessdate=2014-03-16
}}</ref>
 
A 5 de Fevereiro de 2012 os estaleiros receberam o primeiro serviço desde Novembro de 2011, com a reparação no valor de 400 mil euros do porta-contentores "Ponta do Sol" da [[Transinsular]].<ref>{{cite news
De acordo com o [http://www.envc.pt/Documentos/ENVC_Relatorio_Contas_2012.pdf Relatório de Contas de 2012 dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo], os contratos de construção de 2 Navios de Combate à poluição e 5 lanchas de fiscalização costeira foi revogado pela Resolução de Conselho de Ministros 79/2012. A actividade comercial dos estaleiros nesse ano limitou-se à conclusão da construção do [[NRP Figueira da Foz]], projecto de dois navios asfalteiros para a empresa petrolífera da Venezuela, e a reparação de 21 navios, que na totalidade rendeu aos estaleiros uma receita de 3 milhões de euros. A quebra de actividade dos estaleiros foi atribuída à "diminuição da actividade económica, com os preços dos fretes a atingirem níveis historicamente baixos", que levou os armadores a "adiarem o mais possível as reparações e, quando não as podiam evitar, [efectuar] apenas o mínimo dos trabalhos, negociando preços e forçando descontos, para além do que era habitual".
Em paralelo, é referido também "o colapso a nível europeu do mercado das construções, que levou à entrada no mercado das reparações de muitos estaleiros que anteriormente apenas se dedicavam à actividade de construção", cuja política de preços praticada foi apontada como sendo inferior a entre "30% e 50%" aos preços habituais de mercado.
 
A 10 de Agosto de 2013, a Comissão de Trabalhadores dos ENVC apelou ao boicote dos produtos dos Açores face ao novo concurso internacional lançado pelo Governo Regional para fretar navios, quando o ''Atlântida'' continuava ancorado.<ref>{{cite web
|url=http://expresso.sapo.pt/estaleiros-de-viana-trabalhadores-apelam-a-boicote-de-produtos-dos-acores=f746212
|title=Estaleiros de Viana: Trabalhadores apelam a boicote de produtos dos Açores
|publisher=Expresso
|date=10 de agosto de 2012
|accessdate=2014-03-116
}}</ref>
 
Em novembro de 2013, foi anunciado que o grupo [[Martifer]] vai assumir a subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos Estaleiros de Viana, pela qual vai pagar anualmente 415 mil euros, prevendo criar 400 postos de trabalho durante três anos.
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