Diferenças entre edições de "Estilo neomanuelino"

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O '''estilo neomanuelino''' foi uma corrente revivalista que se desenvolveu dentro da [[Arquitetura|arquitectura]] e das artes decorativas [[Portugal|portuguesas]] entre meados do {{séc|XIX}} e o início do {{séc|XX}}. É a principal forma de arquitectura do romantismo português devido, essencialmente, à tendência romântica em assumir carácter nacionalista na construção de grandes edifícios públicos. Está para a arquitectura portuguesa do século XIX como o [[neogótico]] para a restante [[Europa]]. O nome deriva da junção das palavras ''neo'', "novo" em grego, e [[manuelino]]. A [[historiografia]] da arte dava então os seus primeiros passos e o nome "manuelino", ligando o estilo à produção artística do reinado de [[Manuel I de Portugal|D. Manuel I]] (1495-1521), foi introduzido em 1842 pelo historiador [[Francisco Adolfo de Varnhagen]].
 
 
Esta conjuntura só permitiu o desenvolvimento de condições propícias à eclosão de um novo estilo artístico, o [[romantismo]], no final dos anos 30 do século XIX. Apesar de em [[Portugal]] surgir relativamente cedo na literatura, em finais do século XVIII com alguns pré- românticos, nas restantes formas artísticas desenvolve-se apenas com o impulso de dado por [[D. Fernando II]], marido de [[D. Maria II]], ao iniciar a construção do [[Palácio Nacional da Pena]], após a estabilização da conjuntura nacional.
 
Em toda a [[Europa]] a arquitectura romântica copia os estilos do passado, principalmente o [[Arquitetura gótica|gótico]], mas também o [[Arquitetura românica|românico]] e o [[renascimento]], bem como as arquitecturas [[Árabes|árabe]] e bizantina, reflectindo o crescente interesse pela história. Cada estilo tem maior, ou menor, expressividade, dependendo da tradição local, e do que se considerava ser a verdadeira arquitectura nacional. Esta atribuição de valores nacionalistas à arquitectura leva ao grande desenvolvimento do [[neogótico]] no norte da [[Europa]], considerado como o verdadeiro estilo arquitectónico de países como [[França]], [[Inglaterra]] e [[Alemanha]], em consequência da abundância de catedrais góticas.
 
Em Portugal a situação é diferente. O gótico português segue a corrente mendicante, ou seja, adopta os princípios ideológicos das [[ordens mendicantes]], baseados na simplicidade e recusa de toda a ostentação ou de todo o luxo, com características próprias, sem copiar a arquitectura francesa, modelo seguido na época pela generalidade dos países europeus. Os edifícios de grande aparato, cobertos de decoração tipicamente gótica, são um pouco mais tardios e, muito frequentemente, fazem a transição para o [[manuelino]], como o [[Mosteiro da Batalha]] ou o [[Convento de Cristo em Tomar]]. O facto de o manuelino coincidir com o reinado de [[D. Manuel I]], logo com o período mais importante das descobertas, disponibilizando grandes quantidades de capital utilizado generosamente em edifícios religiosos, tornando este estilo muito decorado e original, também é fundamental. Quando a sensibilidade romântica se vira para o passado, procurando referências nacionalistas, obviamente elege o manuelino como expressão máxima da criatividade arquitectónica portuguesa, baseando-se no argumento de ser uma arquitectura puramente nacional.
Em África, também existem alguns edificios neomanuelinos construídos durante o período colonial português. Por exemplo, o magnifico ''Museu de História Natural'' de [[Maputo]] ou o Arco do Jardim Tunduru na mesma cidade.
 
Outros edifícios importantes em estilo neomanuelino em [[Portugal]] são o [[Palácio dos Condes de Castro Guimarães]] em [[Cascais]] (cerca de 1900), os [[Paços do Concelho]] de [[Soure (Portugal)|Soure]] {{dn}} (1902-1906), os Paços do Concelho de [[Sintra]] (1906-1909) e muitos outros.
 
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