Alberto Mendes Júnior: diferenças entre revisões

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'''Alberto Mendes Junior''', mais conhecido como '''Tenente Mendes''', foi um oficial da [[PMSP|Força Pública do estado de São Paulo]] durante o [[Regime Militar no Brasil]]. É Heróiconsiderado "herói e patrono" da Polícia Militar, com fotos suas em todos os batalhões de Polícia Paulistas. Foi mais conhecido por seus atos em combate contra a guerrilha de [[Carlos Lamarca]]. Depois de seu assassinato, foi promovido post mortem ao posto de [[Capitão]].
 
== Biografia e carreira ==
Em 6 de fevereiro de 1970, foi apresentado ao 1º BPChq "Tobias de Aguiar", localizado na Avenida Tiradentes, no centro de São Paulo, em razão da sua transferência por conveniência do serviço.
 
Nos dias 16 de abril de 1970 e 18 de abril de 1970 foram presos respectivamente no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos terroristas componentesmilitantes da [[Vanguarda Popular Revolucionária]] (VPR), uma organizaçãodas comunistaorganizações de inspiração cubana[[Esquerda (dentre tantas em operação no períodopolítica)|esquerda]] queoperando ambicionavacontra derrubara o estado de coisas vigente e instaurar um regime de exceção à esquerda (ditadura do proletariado)brasileira.
 
Ao serem interrogados, os dois informaram que desde janeiro de 1970, a VPR, com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas, na região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no estado de São Paulo, sob o comando do ex-capitão do [[Exército Brasileiro|Exército]] Carlos Lamarca. No dia 19 de abril de 1970, tropas do [[Exército Brasileiro|Exército]] e da [[Polícia Militar do Estado de São Paulo]] foram deslocadas para a área, a fim de verificar a autenticidade das declarações dos dois terroristasmilitantes presos e neutralizar a área, prendendo, se possível os seus 18 ocupantes. No início de maio, uma parte da tropa da Polícia Militar foi retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o tenente Alberto Mendes Júnior.
 
No dia 8 de maio, sete terroristasguerrilheiros chefiados por Carlos Lamarca, que estavam numa ''pick-up'', ao pararem num posto de gasolina em [[Eldorado Paulista]], foram abordados por policiais que, imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos que ocupavam o veículo e que após o tiroteio fugiram para [[Sete Barras]].
 
Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristasguerrilheiros que estavam armados com fuzis [[FN FAL|FAL]] enquanto que os PMs portavam o fuzil Mauser modelo 1908. Vários PMs foram feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando urgentes socorros médicos. Um dos terroristasguerrilheiros gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
 
De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os terroristasguerrilheiros, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristasguerrilheiros, Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega, desgarraram-se do grupo e os cinco restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes.
 
Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristasguerrilheiros e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente Mendes pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima ficaram vigiando o prisioneiro.
 
Poucos minutos depois, os três retornaram, e, acercando-se por trás do oficial, Yoshitame Fugimore covardemente desfechou-lhe golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Diógenes Sobrosa de Souza sem qualquer pudor desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça esmagada, o Tenente Mendes foi enterrado.
 
Em 8 de setembro, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no local, onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado, em segredo, pelos agentes do DOI pois os companheiros do Tenente queriam linchar Ariston. Após sua morte, o tenente Alberto Mendes Júnior foi promovido a Capitão postumamente e foi declarado "Herói da Polícia Militar".<ref name=A Verdade Sufocada>{{citar web|url=http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=1104|titulo=Massacre do Tenente Alberto Mendes Júnior|acessodata=28 de maio de 2013}}</ref>
 
== Algozes ==
Dos cinco terroristasguerrilheiros que participaram do assassinato do Tenente Mendes, sabe-se que:
 
* Carlos Lamarca, morreu na tarde de 17/09/71, no interior da Bahia, durante tiroteio com o DOI/CODI/6ª RM;
 
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