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Deputado Requião acusa Última Hora
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(Deputado Requião acusa Última Hora)
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'''Samuel Wainer''' (Bessarábia, [[19 de dezembro]] de [[1910]] — [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], [[2 de Setembro]] de [[1980]]), [[Jornalismo|jornalista.]] Veio para o Brasil com 2 anos de idade. Foi fundador, editor-chefe e diretor do [[jornal]] ''[[Última Hora]]''. Foi casado com a modelo e jornalista [[Danuza Leão]].
 
 
Samuel Wainer permaneceu uma figura jornalística importante no Brasil pré-[[Golpe militar de 1964|1964]], sempre ligado ao populismo e contando com a simpatia dos presidentes [[Juscelino Kubitschek]] e [[João Goulart]].
 
Em
23 de abril de 1964 é publicado discurso do deputado Rubens Requião, feito na
assembleia legislativa, no Diário do Paraná. O deputado ataca o ''Última Hora''
nos seguintes termos: ''Ainda agora soubemos que importou o jornal papel de
imprensa no valor de Cr$ 3 bilhões, financiado pelo Banco do Brasil, no apagar
das luzes do governo deposto.'' Sendo que o ápice das acusações se deram em
trecho anterior a esse de seu discurso: ''Uma coisa, todavia, sempre chamou
atenção de todos, de todos os democratas. Como se mantinha o <Última
Hora>? Quem financiava?... A Petrobras? Os Institutos? As Autarquias? Ou,
quem sabe, alguma potência estrangeira? Os enormes recurso de que dispunha esse
jornal subversivo sempre preocuparam os democratas.''<ref>{{citar periódico|ultimo = Requião|primeiro = Rubens|titulo = Rubens Requião revida editorial de jornal, ofensivo à revolução|jornal = Diário do Paraná|doi = |url = |acessadoem = |data = 23/04/1964|paginas = Primeiro caderno, página 3|local = Curitiba, PR}}</ref>
 
Foi o único jornalista brasileiro a cobrir o [[Julgamento de Nuremberg]]. Foi também um mundano consumado, cuja reputação de ''[[dândi]]'' foi muito beneficiada pelo seu casamento com [[Danuza Leão]], então uma jovem modelo, figura cara à alta burguesia do [[Rio de Janeiro]] e musa boêmia da época.
 
==Referências==
<references />
*Samuel Wainer, ''Minha Razão de Viver'', eds. Augusto Nunes & Pinky Wainer, Planeta, 2005.
*Danuza Leão, ''Quase Tudo'', S.Paulo, Cia. das Letras, 2005.
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