Abrir menu principal

Alterações

Sem alteração do tamanho, 18h55min de 10 de março de 2015
=== Heresia no cristianismo ===
{{Artigo principal|prefixo=Mais informações|Ortodoxia doutrinária}}
Desde Jesus Cristo (Jo 17,21) passando por todos os apóstolos, especialmente [[Paulo de Tarso|São Paulo]], existiu um esforço para manter unidade no [[cristianismo]]. A primeira forma de demonstração desse impulso foi a manutenção da unidade em torno de [[São Pedro|Pedro]]. Se há um só Deus, que se revelou em Jesus Cristo, que fundou Sua única Igreja (Mt 16,18) e se Jesus Cristo mesmo diz que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, argumenta-se que não poderiam existir outras verdades verdadeiras. Tal asserção, contudo, foi contestada ao longo da história. Pois se o cristianismo conheceu o impulso e desejo de unificação e centralização ao longo dos séculos, que praticamente se confunde com a história das sociedades ocidentais, a religião cristã também conheceu numerosos desdobramentos, cisões, rejeições da autoridade única, e desde cedo proliferaram as mais diversas formas de religiosidade relacionadas com o cristianismo. As Heresias, de fato, constituem formas de religiosidade cristã ou concepções do cristianismo destoantes daquela perpetuada pelo grupo sucessor dos [[apóstolo]]s e/ou dos [[mártir]]es e primeiros cristãos em geral, cujas acepções eram afins com o grupo que despontava desde o século primeiro como "oficial", no qual se incluíam, no século primeiro, o próprio [[apóstolo João]] em idade avançada, bem como [[Clemente Romano]], e, nos seguintes, [[Orígenes]], [[Inácio de Antioquia]], [[Pápias de Hierápolis]], [[Policarpo de Esmirna]], [[Irineu de Lyon]], [[Santo Antão do Deserto|Antão]], entre outros vários. Esse grupo rejeitou firmemente qualquer desvio da doutrina que proclamavam, não sem gerar estigmatização e perseguição aos grupos hereges. A designação de determinada prática religiosa como heresia é construída, evidentemente, aA partir de um ponto de vista que se propõe ortodoxo (BARROS, 2007-2008, p. 125).
 
No início era pouco evidente uma [[Igreja]] organizada como hoje, e desde o século primeiro, entre os que aderiam ao cristianismo, sempre existiram controvérsias doutrinárias e disciplinares, a respeito das quais se manifestavam com autoridade o grupo dos apóstolos, com especial destaque para Pedro, como se vê em At 15, 1-5. Havia grupos em [[Roma]], no [[Oriente]] e norte da [[África]], que sob influência [[helenista|helenística]], [[zoroastrismo|zoroastrista]] e de convicções pessoais, que queriam adaptar a doutrina de Jesus às suas ideias. Tais foram os grupos dissidentes ou heréticos fundados por [[Donato Magno]], o [[gnosticismo]] de [[Marcião]] (o "Primogênito de Satanás" segundo [[Jerônimo de Estridão|Jerônimo]]<ref name = JER> {{ws|"[[s:en:De Viris Illustribus#Chapter 17 (Polycarp the bishop)|De Viris Illustribus - Polycarp the bishop]]", em inglês}}</ref>), [[Montano]], [[Nestório]], [[Paulo de Samósata]] e [[Valentim (gnóstico)|Valentim]] entre outros. Os escritos de [[Tertuliano]] contra os heréticos e o "[[Contra Heresias]]" de [[Ireneu de Lyon]] foram respostas às heresias. O [[Primeiro Concílio de Niceia]] foi convocado pelo imperador [[Constantino I]] devido a disputas em torno da natureza de Jesus "não criado, consubstancial ao Pai". Na [[Santíssima Trindade]], as três pessoas têm a mesma natureza, ou seja, a divina.
Utilizador anónimo