Diferenças entre edições de "Charlatanismo"

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== Cura gay ==
No Brasil, em maio de [[2014]], o Conselho Regional de [[Psicologia]] do [[Paraná]] cassou o registro profissional de Marisa Lobo por charlatanismo. Marisa Lobo foi acusada de fundamentar suas práticas profissionais em dogmas religiosos, oferecendo cura para uma doença que não existe. A polêmica começou em [[2012]] quando Marisa Lobo participou de uma audiência pública na [[Câmara dos Deputados]] para debater o Projeto de Decreto Legislativo nº 234/201111, de autoria do deputado [[João Campos (político)|João Campos (PSDB-GO)]], que propunha a modificação da resolução do Conselho Federal de [[Psicologia]] (CFP 01/199999)<ref>http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/1999/03/resolucao1999_1.pdf</ref> que proíbe profissionais da [[Psicologia]] de qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas.
 
Em [[1990]] a [[Organização Mundial da Saúde]] (OMS) retirou a [[homossexualidade]] da [[classificação internacional de doenças]]. A Associação Brasileira de [[Psiquiatria]] manifestou-se contra a discriminação já em [[1984]], e em seguida o Conselho Federal de [[Psicologia]] deixou de considerar a [[homossexualidade]] um desvio. Em [[1999]] o Conselho Federal de [[Psicologia]] estabeleceu normas de conduta para a categoria, determinando que psicólogos não poderão oferecer cura para a [[homossexualidade]], visto esta não ser um transtorno, e evitarão reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.<ref>{{citar web|URL=http://www.psbnacamara.org.br/art_det.asp?det=151|título=O nome do crime é charlatanismo|autor=Beto Albuquerque|data=21 de maio de 2013|publicado=|acessodata=3 de janeiro de 2015}}</ref>
 
== Cultura ==
}}
 
No [[Brasil]] o charlatanismo é tipificadoum no[[tipo criminal]], assim consagrado pelo artigo 283 do [[Código Penal Brasileiro]], tratando a matéria no capítulo dos ''Crimes contra a incolumidade pública'' e não naquele referente às fraudes.
 
Pela legislação brasileira o charlatanismo é conduta de "''Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível''". Na [[exegese]] do artigo, tem-se a prática como o objetivo [[dolo]]so - onde há a intenção clara de praticar-se o delito. ''Inculcar'' tem o sentido de fazer-se de bom, insinuante; ''anunciar'' pode ser feito tanto nos meios de divulgação escritos e verbais, mesmo um simples pregão; ''secreto'' quer dizer que os princípios contidos no mecanismo de cura não são explicitados, tal como preconizam os organismos regulamentadores mundiais.<ref name="DC"/>
 
Nota-se que o efeito "cura" não importa: quer a vítima tenha ou não se curado, o charlatão continua incurso no [[tipo penal]]criminal.
 
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