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Como poeta, o seu nome aparece inicialmente ligado à publicação colectiva ''[[Poesia 61]]'' (que reuniu Gastão Cruz, [[Casimiro de Brito]], [[Fiama Hasse Pais Brandão]], [[Luiza Neto Jorge]] e [[Maria Teresa Horta]]), uma das principais contribuições para a renovação da linguagem poética portuguesa na década de 60. Como crítico literário, coordenou a revista ''Outubro'' e colaborou em vários jornais e revistas ao longo dos anos sessenta - ''Seara Nova'', ''O Tempo e o Modo'' ou ''Os Cadernos do Meio-Dia'' (publicados sob a direcção de [[Casimiro de Brito]] e [[António Ramos Rosa]]). Essa colaboração foi reunida em volume, com o título ''A Poesia Portuguesa Hoje'' (1973), livro que permanece hoje como uma referência para o estudo da poesia portuguesa da década de sessenta.
 
Ligado à actividade teatral, Gastão Cruz foi um dos fundadores do Grupo de Teatro Hoje (1976-1977), para o qual encenou peças de [[Crommelynck]], [[Strindberg]], [[Camus]], [[Tchekov]] ou uma adaptação sua de ''Uma Abelha na Chuva'' (1977), de [[Carlos de Oliveira]]. Algumas delas foram, pela primeira vez, traduzidas para português pelo poeta. Foi igualmente um dos fundadores do [[Grupo de Teatro de Letras]], em [[1965]].
 
O percurso literário de Gastão Cruz inclui a tradução de nomes como [[William Blake]], [[Jean Cocteau]], [[Jude Stéfan]] e [[Shakespeare]]. ''As Doze Canções de Blake'' que traduziu fazem, aliás, parte da sua bibliografia poética.
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