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C demais se atenham a reforma ortográfica.
[[Imagem:116 Tafel 6 Grenada Alhambra - Plano del Palacio Arabe.jpg|thumb|Planta do palácio árabe datada de 1889]]
 
A '''Alhambra''' ou, preferencialmente, '''Alambra'''<ref>{{citar web |url=http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=32398 | publicado=[[Ciberdúvidas da Língua Portuguesa]] | primeiro=Carlos | ultimo=Rocha | data=10 de fevereiro de 2014 | acessodata=17 de fevereiro de 2014 | titulo=A etimologia de Alhambra ou Alambra}}</ref><ref>{{citar web |url=http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=23118 | publicado=[[Ciberdúvidas da Língua Portuguesa]] | primeiro=Carlos | ultimo=Rocha | data=28 de março de 2008 | acessodata=17 de fevereiro de 2014 | titulo=O género do nome próprio Alambra ( = Alhambra)}}</ref> ({{Langx|ar|الحمراء}}; "a Vermelha") localiza-se na cidade e [[Municípios da Espanha|município]] de [[Granada (Espanha)|Granada]], na [[Províncias da Espanha|província]] de [[Granada (província)|homónimahomônima]][[Comunidades autônomas da Espanha|, comunidade autôno]][[Comunidades autónomas da Espanha|comunidade autónomama]] da [[Andaluzia]], na [[Espanha]], em posição dominante no alto duma elevação arborizada na parte sudeste da cidade.
 
Trata-se dum rico complexo [[palácio|palaciano]] e fortaleza ([[Alcáçova|alcazar]] ou ''al-Ksar'') que alojava o monarca da [[Nasridas|Dinastia Nasrida]] e a corte do [[Reino de Granada]]. O seu verdadeiro atractivoatrativo, como noutras obras muçulmanas da época, são os interiores, cuja decoração está no cume da [[arte islâmica]]. Esta importante atracçãoatração turística espanhola exibe os mais famosos elementos da arquitecturaarquitetura islâmica no país, juntamente com estruturas cristãs do [[século XVI]] e intervenções posteriores em edifícios e jardins que marcam a sua imagem tal como pode ser vista na actualidadeatualidade.
 
No interior do recinto da Alhambra fica o [[Palácio de Carlos V]], um palácio erguido pelo [[Carlos I de Espanha|Imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico]] em [[1527]].
 
Juntamente com os vizinhos [[Generalife]] (uma ''[[villa]]'' que inclui extensos jardins e hortas) e o bairro do [[Albaicín]], constitui o sítio inscrito na lista de [[Património Mundial|Patrimônio Mundial]] da [[UNESCO]] "[[Alhambra, Generalife e Albaicín, Granada]]".
 
== Localização ==
[[Ficheiro:Alhambra view.jpg|esquerda|250px|thumb|A Alhambra vista do ''Mirador de San Nicolás'', no bairro de Albaycin.]]
 
A Alhambra é uma cidade amuralhada ([[medina]]) que ocupa a maior parte da colina de La Sabika. A cidade de Granada tinha o seu próprio sistema de muralhas, pelo que a Alhambra podia funcionar de forma autónomaautônoma em relação a Granada. Na Alhambra encontravam-se todos os serviços próprios e necessários para a população que ali vivia: palácio real, [[mesquita]]s, escolas, oficinas, etc.
 
O planalto no qual se implanta, com as dimensões de cerca de 740 metros de comprimento por 205 metros de largura máxima, estende-se de oeste-noroeste para este-sudeste, cobrindo uma área de cerca de 142 000 m².
A maior parte do complexo foi construído, principalmente, entre 1248 e 1354, nos reinados de [[Maomé I de Granada|Maomé I]] e dos seus sucessores; a Alhambra é um reflexo da cultura dos últimos anos do [[Reino de Granada|reino nasrida]], sendo um local onde os artistas e intelectuais procuravam refúgio no decurso das vitórias cristãs por todo o [[al-Andalus]]. Mistura elementos naturais com outros feitos pela mão do homem, sendo um testemunho da habilidade dos artesãos muçulmanos da época.
 
A primeira referência ao ''Qal’at al Hamra'' surge durante as batalhas entre [[árabes]] e [[muladi]]s ocorridas no reinado de [[Abdalá I de Córdova]] ([[888]]-[[912]]). Num confronto particularmente feroz e sangrento, os muladies derrotaram completamente os árabes, os quais foram, então, forçados a refugiar-se num primitivo castelo vermelho na província de Elvira, presentemente localizado em [[Granada (província)|Granada]]. De acordo com documentos da época que sobreviveram até aos nossos dias, esse castelo era bastante pequeno e as suas muralhas eram incapazes de deter um exército que desejasse conquistá-lo. O castelo foi amplamente ignorado até ao [[século XI]], quando as suas ruínas foram renovadas e reconstruídas por [[Samuel ibn Naghralla]], vizir do Rei [[Badis ibn Mansur]] da [[Ziridas|Dinastia Zirida]], numa tentativa de preservar a pequena comunidade judia também localizada na Colina de La Sabika. No entanto, evidências presentes em textos árabes indicam que a fortaleza foi facilmente penetrada e que a Alhambra que sobrevive até à actualidadeatualidade foi construída durante a [[Nasridas|Dinastia Nasrida]].
 
[[Ficheiro:Atauriques.jpg|thumb|200px|Um detalhe dos arabescos.]]
[[Ficheiro:Honeycomb work.jpg|thumb|200px|Moçárabes: detalhe da decoração.]]
 
[[Maomé I de Granada|Maomé I]], chamado ''Al-Hamar'' (o vermelho) por ter a barba ruiva, o fundador da Dinastia Nasrida, foi forçado a fugir para Jaén de forma a evitar a perseguição de [[Fernando III de Leão e Castela|Fernando III de Castela]] e dos seus apoiantes durante a tentativa de libertar a Espanha do domínio mouro. Em [[1238]], ibn al-Ahmar entra em Granada pela ''Puerta de Elvira'', tendo instalado residência no ''Palacio del Gallo del Viento'', o palácio de Badis. Poucos meses depois, lançou-se na construção duma nova Alhambra preparada para a residência dum rei. De acordo com um manuscrito árabe publicado como o ''AnónimoAnônimo de Granada y Copenhague'', ''"Este ano 1238 Abdallah ibn al-Ahmar escalou ao lugar chamado "a Alhambra" inspeccionouinspecionou-o, definiu a fundação dum castelo e deixou alguns encarregados para a sua construção (…)"''. O desenho incluía planos para seis palácios, cinco dos quais agrupados no quadrante nordeste formando um quarteirão real, duas torres circulares e numerosos banhos. Durante o domínio da Dinastia Nasrida, a Alhambra foi transformada numa cidade palaciana, completada com um sistema de irrigação composto por canais para os jardins da [[Generalife]], uma [[villa]] localizada no exterior da fortaleza. Previamente, a velha estrutura da Alhambra estava dependente da água da chuva recolhida para uma cisterna e daquela que podia ser trazida do [[Albaicín]]. A criação do Canal do Sultão solidificou a identidade da Alhambra como uma cidade-palácio, em vez duma estrutura defensiva e ascética.
 
[[Ficheiro:Ventanas con arabescos en la Alhambra.JPG|thumb|160px|esquerda|Janela com arabescos.]]
[[Ficheiro:The Moor's tears-Alhambra-Spain.jpg|thumb|160px|esquerda|Porta e arabescos.]]
 
O estilo granadino na Alhambra é o culminar da arte andaluza, o que ocurreuocorreu em meados do [[século XIV]] durante os reinados de [[Yusef-Abul-Hagiag|Yusuf I]] ([[1333]]-[[1354]]) e [[Maomé V de Granada|Maomé V]] (1354-1391). Os esplêndidos [[arabesco]]s do interior estão relacionados, entre outros monarcas, com [[Yusef I]] (ou Iusuf I), Maomé V, Ismail I, etc.
 
O domínio muçulmano de Granada chegou ao fim em [[1492]], quando os nasridas foram derrotados pelo Rei [[Fernando II de Aragão]] e pela Rainha [[Isabel de Castela]], os quais tomaram a região envolvente duma forma esmagadora. Depois dessa data, os conquistadores começaram a alterar o complexo arquitectónicoarquitetónico, com os [[Reis Católicos]] a fazerem da Alhambra um palácio real. Os trabalhos inacabados foram cobertos de [[cal]], apagaram-se as pinturas e dourados, o mobiliário foi destruído ou levado para outros locais. O Conde de Tendilla, da [[Família de Mendoza]], foi o primeiro alcaide cristão da Alhambra. [[Hernando del Pulgar]], cronista da época, conta: ''O Conde de Tendilla e o Comendador Maior de Leão, Gutierre de Cárdenas, receberam de Fernando o Católico as chaves de Granada, entraram na Alhambra e no alto da Torre de Comares içaram a cruz e a bandeira''.
 
[[Carlos I de Espanha|Carlos V]] ([[1516]]–[[1556]]) reconstruiu partes do complexo no [[Renascimento|estilo renascença]], contemporâneo, destruindo grande parte do palácio de Inverno para dar espaço a uma estrutura, também em estilo Renascença, que nunca chegou a ser concluída. [[Filipe V de Espanha|Filipe V]] ([[1700]]–[[1746]]) modificou os quartos para um estilo mais italianizante e completou o seu palacete mesmo no centro do que fora o edifício mourisco. Erigiu determinadas partes que taparam por completo algumas estruturas originais. Em anos subsequentes, sob as autoridades espanholas, a arte islâmica continuou a ser desfigurada. Em [[1812]], algumas das [[torre]]s foram demolidas pelos franceses, comandados pelo [[Horace François Bastien|Conde Sebastiani]]. O resto do edifício escapou por pouco - aliás, era essa a intenção inicial de [[Napoleão Bonaparte|Napoleão]]. Contudo, um soldado incapacitado, querendo frustrar as intenções do seu comandante, desarmou alguns dos explosivos, salvando o que restava de Alhambra para a posteridade.
Em [[1821]], um sismo causou mais estragos. O trabalho de restauro, começado em [[1828]], da responsabilidade do arquitecto [[José Contreras]], foi patrocinado em [[1830]] por [[Fernando VII de Espanha|Fernando VII]]. Depois da morte de Contreras, em [[1847]], foi continuado, com franco sucesso, pelo seu filho Rafael (morreu em [[1890]]), e pelo seu neto Mariano.
 
O Comité do [[Património Mundial|Patrimônio Mundial]] da [[Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura|UNESCO]] declarou a Alhambra e o Generalife de Granada como PatrimónioPatrimônio Cultural da Humanidade na sua sessão do dia 2 de Novembro de 1984 e, cinco anos depois, o bairro do [[Albaicín]] (Al Albayzín), antiga cidade medieval muçulmana, obteve a mesma denominação como extensão da declaração de PatrimónioPatrimônio Cultural da Humanidade de La Alhambra e do Generalife. A Alhambra foi um dos 21 candidatos finalistas para a eleição das [[Novas Sete Maravilhas do Mundo]], embora, no final, não tenha conseguido arrebatar o título.
 
== Estrutura do complexo ==
[[Ficheiro:Una puerta de la Alhambra de Granada.jpg|150px|esquerda|thumb|Uma das portas da Alhambra (gravura antiga).]]
 
Apesar do longo período em que foi negligenciada, dos vandalismos intencionais e dos restauros por vezes prejudiciais a que a Alhambra foi sujeita, permanece como um exemplo atípico da arte muçulmana no seu estádio final na [[Europa]], relativamente independente das influências directasdiretas da [[arquitetura bizantina|arquitectura bizantina]] encontradas na [[Mesquita-Catedral de Córdova|Mesquita de Córdova]]. A maior parte dos edifícios do complexo são de planta quadrangular, com todas as salas a abrir para um pátio central, atingindo o conjunto o seu tamanho actualatual apenas pela adição gradual de novos quadrângulos, desenhados no mesmo princípio, apesar das dimensões variáveis, e ligados uns aos outros por pequenas salas e passagens. A Alhambra foi sendo acrescentada pelos diferentes soberanos muçulmanos que residiram no complexo, no entanto, cada nova secção que foi sendo acrescentada seguia o consistente tema do "Paraíso na Terra". Arcadas colunadas, fontes com água corrente e tanques reflectoresrefletores foram usados para aumentar a complexidade estética e funcional. De qualquer forma, o exterior foi deixado plano e austero. O sol e o vento têm livre admissão. Azul, vermelho e amarelo dourado, todas um pouco desbotadas devido à acção do tempo e do clima, são as cores mais usadas.
 
A decoração consiste, em regra, de folhagens rígidas e convencionais, inscrições árabes e padrões geométricos trabalhados em [[arabesco]]s. Azulejos pintados são amplamente usados como painéis para as paredes. O complexo palaciano é desenhado em [[Arte mudéjar|estilo mudéjar]], o qual é característico da reinterpretação das formas islâmicas nos elementos ocidentais e francamente popular durante a [[Reconquista]], um período da história no qual os reis cristãos reconquistaram a [[Península Ibérica]] aos muçulmanos.
 
A Alhambra lembra muitas das fortalezas medievais cristãs na sua organização enquanto castelo, palácio e anexo residencial para os subordinados. A [[alcáçova]], ou cidadela, a sua parte mais antiga, está construída num promontório isolado, o qual termina a plataforma a noroeste, sendo toda constituída por maciças muralhas. Na sua torre do relógio, a ''Torre de la Vela'' (25 m. de altura), foi içada pela primeira vez a bandeira de [[Fernando II de Aragão]] e [[Isabel I de Castela|Isabel de Castela]] aquando da conquista espanhola de Granada no dia [[2 de janeiro]] de [[1492]]. Uma torreta contendo um grande sino foi acrescentada no [[século XIX]] e restaurada depois de ter sido danificada por um raio em [[1881]]. Para lá da alcáçova fica o palácio dos soberanos mouros, a Alhambra propriamente dita; e para além desta situa-se a Alhambra Alta, originalmente ocupada por oficiais e cortesãoscortesões.
 
=== Entradas ===
[[Ficheiro:Partal at Alhambra 01.jpg|thumb|esquerda|240px|O Partal.]]
 
Segue-se uma breve descrição das principais áreas dos palácios que constituem o complexo da Alhambra. O complexo real consiste em três partes principais: o Mexuar, o SeralhoSerralho e o Harém:
 
- O Mexuar alojava as áreas funcionais para condução dos negócios e da administração e servia de sala de audiência e justiça para os casos mais importantes. Os tectos, pavimentos e remates são feitos de madeira escura e contrastam de forma flagrante com o branco do estuque das paredes.
 
==== Pátio do Mexuar ou do Quarto Dourado ====
Com o beiral original de madeira de cedro, decorado com pinhas e conchas. Debaixo dele, janelas fechadas com persianas. Duas portadas rectangularesretangulares bordeadas por sanefa de cerâmica. Existem duas portas, uma que conduz ao palácio oficial e outra que não leva a lado nenhum. A que conduz ao palácio é mais simples que a outra, tratada desta forma com o objectivo de confundir os assaltantes e os ladrões. O espaço está decorado com pinturas [[Pintura do gótico|góticas]], além de escudos e emblemas dos [[Reis Católicos]].
 
==== Pátio da ''Alberca'' (tanque) ou dos ''Arrayanes'' (murtas) ====
Este pátio é o recinto central do ''Palácio de Comares''. Em ambos os lados do tanque, que ocupa grande parte do pátio, encontram-se plantadas [[murta-comum|murtas]]. Neste pátio pode encontrar-se um dos temas ambientais da Alhambra: a presença da água; não só actuandoatuando como tal, mas também enquanto espelho. Precisamente neste tanque, reflete-se a imponente Torre de Comares. Num dos lados, existe uma galeria a toda a largura do pátio, com alcovas de tertúlia nos seus extremos. Da galeria entra-se na antecâmara chamada de ''Sala de la Barca'' (Sala da Barca).
 
==== Sala da Barca ====
A partir da galeria norte do Patio dos Arrayanes, e através dum arco de [[moçárabes]] apontado, acede-se à Sala da Barca, assim chamada uma vez que apresenta um artesanato magnificamente montado em forma de casco de barco. Esta sala, de forma rectangularretangular, com 24 metros por 4,35, ao que parece, seria mais pequena inicialmente, sendo a sua ampliação realizada por Mohamed V. Nesta sala existiu uma [[abóbada]] semi-cilíndrica que foi destruída por um incêndio em [[1890]], sendo substituída por uma reprodução daquela, totalmente temonada em [[1964]]. As paredes apresentam ricos estucados com o escudo nasrida e, dentro dele, a palavra "Bendição" e o lema da dinastia, "Só Deus é vencedor".
 
A sala encontra-se rodeada por um apinelamentopinelamento, em cujos extremos se encontram alcovas com rodapés de azulejos que revestem as colunas de suporte a arcos arcos decorados de moçárabes e vieiras.
 
Daqui acede-se ao Salão de Comares ou Salão dos Embaixadores.
Esta sala é a mais ampla e elevada de todo o palácio, com os seus 11 metros de lado e 18 de altura, contando com muitos espaços abertos. Servia para celebrar as audiências privadas do sultão com outras pessoas, com estas últimas a sentarem-se nas cavidades existentes nas paredes. Para além disso, é aqui que se encontra o trono do sultão.
 
Apesar de originalmente o pavimento ser de mármore, na actualidadeatualidade é de barro. No centro da sala pode observar-se um quadrado com o nome de [[Alá]] escrito sobre azulejos. É um lugar com um conteúdo poético muito rico, onde podemos encontrar diferentes composições, louvores a Deus e ao emir, e também alguns fragmentos do [[Alcorão|Corão]]. Cada centímetro da parede está coberto por algum elemento decorativo. Um dos aspectos mais atraentes do Salão dos Embaixadores é o seu tecto, de forma cúbica. Nele estão representados os sete céus da cultura muçulmana, situados uns sobre os outros. O Corão diz que sobre eles está o trono de Deus. Todo o tecto está cheio de estrelas, num total de cento e cinco.
 
O Salão dos Embaixadores encontra-se no interior da Torre de Comares.
Os últimos estudos dizem que os leões procedem da casa do vizir judio '''Yusuf Ibn Nagrela''' ([[1066]]). Não se sabe se o construiu antes da sua morte, mas foi acusado de querer erguer um palácio mais grandioso que o do próprio rei.
 
Conserva-se pelo poeta [[Ibn Gabirol]] ([[século XI]]) uma descrição quase exactaexata da dita fonte. Representam as 12 [[tribos de Israel]]. Dois deles têm um triângulo na frente indicando as duas tribos eleitas: Judá e Levi. São do século XI. A taça tem escritos no seu perímetro versos do ministro e poeta [[Ibn Zamrak]], nos quais se descreve perfeitamente a fonte: ''"(…)A tão diáfana taça, talhada pérola,/ pelas beiras a gota de orvalho estagnada,/ e vai entre margaridas a prata, /fluida e também feita branca e pura./Tão afim é o duro e o afluente /que é difícil saber qual deles flui(…)"''.
 
ActualmenteAtualmente, a fonte encontra-se num processo de restauro, o que obrigou à deslocação dos leões. Esta fonte tem diversos significados e simbologias. Por um lado, os doze leões têm um simbolismo astrológico, aludindo cada leão a um signo zodiacal. Por outro, tem um significado político ou majestático, relacionado com o Rei Salomão (o rei arquitecto), visto que existe uma inscrição na fonte referindo-se a este. Por último, e mais importante, alude a um símbolo paradisíaco, referindo-se à fonte originadora da vida e dos quatro rios do paraíso.
 
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==== Sala das Duas Irmãs ====
Para se aceder a esta sala, sai-se do Pátio dos Leões pelo lado oposto à Sala dos Abencerragens. Passa-se por uma porta original incrustada, uma das mais belas do palácio. ''Duas Irmãs'' são as duas lages de mármore branco que se encontram no pavimento, de ambos os lados da fonte central, exactamenteexatamente iguais em tamanho, cor e peso. São as maiores da Alhambra. Possui um miradouro sobre a cidade e tem comunicação directadireta com os banhos.
 
Esta sala, à semelhança de toda a Alhambra, tem poemas escritos nas paredes. Aqui pode ler-se um que diz: ''"Sem par, radiante cúpula há nela / com encantos patentes e escondidos" (…) "Nunca vimos jardim tão verdejante, / de mais doce cultivo e mais aroma"''.
 
==== Banhos ====
Os banhos eram a jóiajoia da casa árabe, sendo o banho uma obrigação religiosa para o muçulmano. A construção é cópia das termas romanas. Tem três salas:
 
* Muda de roupa e descanso. Sala das camas e repouso. Aqui se desnudavam, passavam logo ao banho e voltavam a descansar. às vezes traziam-lhes aqui comida. Na galeria alta havia músicos e cantores.
* Massagem. Sala de refrigeração ou massagem. São duas galerias com arcos.
* Vapor. Sala de vapor. Mais pequena. As abóbadas estão abertas com clarabóiasclaraboias em forma de estrela, que na sua época estavam cobertas com cristais coloridos, embora não herméticos, de maneira que pudesse sair o vapor e entrar o ar fresco.
 
==== Palácio de Carlos V ====
[[Ficheiro:Alhambra2001.jpg|thumb|esquerda|500px|Vista panorâmica do pátio do [[Palácio de Carlos V]].]]
 
De planta quadrada, com pátio circular, foi desenhado por [[Pedro Machuca]]. Surpreende pelo ano de construção, [[1527]], muito prematuro para as suas características, as quais o enquadram dentro do [[Maneirismo]]: colunas [[Ordem dórica|dóricas]] no primeiro andar, [[Ordem jónica|jónicas]] no segundo e [[friso]] com cabeças de touro (''[[bucrânio]]s'') de tradição greco-romana. Em alguns aspectos, repete ou antecipa certas soluções arquitectónicasarquitetônicas do Maneirismo na [[Itália]], o que se explica pela estadia de Machuca naquele país e pela sua habilidade para desenvolver com imaginação própria certos rasgos do incipiente estilo maneirista.
 
A sua fachada é totalmente renascentista. O primeiro corpo apresenta um estilo toscano com colmeado, enquanto o segundo tem elementos de decoração do [[barroco]]. Sobre a porta principal, duas estátuas aladas de mulher reclinadas no [[frontão]]. Acima, três medalhões enquadrados em mármore verde. Nas partes laterais, cenas de [[Hércules]]. Os anéis de ferro da parte baixa são pura decoração.
 
==== Convento de São Francisco ====
É o actualatual [[Paradores Nacionais de Turismo (Espanha)|Parador de Turismo]]. Foi casa nobre andaluza. Depois da conquista foi doada aos [[Ordem dos Frades Menores|franciscanos]], sendo, assim, o primeiro convento de Granada. Pátio andaluz bem conservado, com moçárabes, balcão fechado com persianas e cisterna.
 
==== Sequeiro ou Alhambra alta ====
Utilizador anónimo