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Cunhambebe
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(Cunhambebe)
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'''Cunhambebe '''(? - ''[[Circa|c.]] ''1555)<ref>BUENO, E.'' Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. ''Rio de Janeiro. Objetiva. 1999. p. 125.</ref>'' '' foi um indio e nada normal,que tentou derrotar os europeu
'''Cunhambebe '''(? - ''[[Circa|c.]] ''1555)<ref>BUENO, E.'' Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. ''Rio de Janeiro. Objetiva. 1999. p. 125.</ref>'' '' foi um famoso chefe [[indígena]] [[tupinambá]] brasileiro. Foi a autoridade máxima entre todos os líderes [[tamoios]] da região compreendida entre o [[Cabo Frio]] ([[Rio de Janeiro]]) e [[Bertioga]] ([[São Paulo]]). Foi aliado dos [[França|franceses]] que se estabeleceram na [[Baía de Guanabara]] em 1555, no projeto da [[França Antártica]]. É citado na obra do religioso [[França|francês]] [[André Thévet]] [[Les singularitez de la France Antarctique]] e na obra do aventureiro alemão [[Hans Staden]] "[[Duas Viagens ao Brasil|História Verdadeira...]]". Noticia-se que o chefe tamoio, em rituais canibais de sua tribo, tenha devorado mais de sessenta portugueses<ref>BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. Pág. 23.</ref>.
 
== Etimologia ==
Segundo o [[tupinólogo]] [[Eduardo de Almeida Navarro]], o nome "Cunhambebe" é derivado do termo [[Língua tupi|tupi]] ''kunhãmbeba'', que significa "mulher achatada, sem seios, de seios muito pequenos", pela junção de ''kunhã ''(mulher) e ''mbeba ''(achatado). Seria uma alusão ao peito musculoso e desenvolvido de Cunhambebe.<ref>NAVARRO, E. A. ''Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. ''São Paulo. Global. 2013. p. 558.</ref> O escritor [[Eduardo Bueno]], baseado em [[Teodoro Sampaio]], diz que "Cunhambebe" significa "o gago" em tupi,<ref>BUENO, E.'' Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. ''Rio de Janeiro. Objetiva. 1999. p. 125.<br>
</ref> mas tal etimologia é considerada fantasiosa por Eduardo de Almeida Navarro.
 
== Biografia ==
[[File:Houghton 51-897 - Monstrorum historia, 108.jpg|thumb|left|1642 depiction]]
Segundo [[Capistrano de Abreu]], houve não apenas um, mas dois Cunhambebes: pai e filho. O pai teria sido o famoso guerreiro que Hans Staden encontrou na Serra de Ocaraçu (atual conjunto de morros do Cairuçu, ao Sul de [[Paraty]], na região de Trindade). André Thevet também teria conhecido este Cunhambebe. Faleceu de "peste" (provavelmente [[varíola]]) após a chegada dos colonos franceses de [[Nicolas Durand de Villegagnon]] à Baía de Guanabara.
 
Alguns anos após a morte deste Cunhambebe, o padre [[José de Anchieta]] teria encontrado o Cunhambebe filho em Yperoig (atual cidade de [[Ubatuba]]) para as negociações que deram origem ao [[Armistício de Iperoig|Armistício de Yperoig]] - o primeiro tratado de paz conhecido no continente americano, colocando fim à chamada [[Confederação dos Tamoios]], que ameaçava [[São Vicente (São Paulo)|São Vicente]] e a supremacia portuguesa no sul do Brasil.
 
Pacificados os indígenas das proximidades de São Vicente, os portugueses atacaram os franceses que estavam instalados na Baía de Guanabara, dizimando as tribos tupinambás que ali residiam. O fato se repetiu no Cabo Frio, tendo sobrevivido os Tupinambás de [[Ubatuba]], que, fugindo para o sertão ou misturando-se aos colonos em Ubatuba, deram origem aos atuais [[caiçara]]s, na região do Litoral Norte de [[São Paulo]].
 
No início do [[século XVII]], já não havia mais nenhum tupinambá na região do [[Rio de Janeiro]], a não ser os convertidos ao [[catolicismo]] e os utilizados como serviçais pelos portugueses.
 
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