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'''Serviço Nacional de Saúde''' ({{lang-en|''National Health Service''}} - '''NHS''') é o nome habitualmente utilizado para referir-se aos quatro sistemas públicos de saúde do [[Reino Unido]] coletiva ou individualmente, embora atualmente, em geral, seja apenas ao serviço de saúde da Inglaterra que é corretamente chamado de Serviço Nacional de Saúde sem qualquer outra qualificação. Três serviços ([[Inglaterra]] e [[País de Gales]], [[Escócia]] e [[Irlanda do Norte]]), foram criados por legislações separadas e começaram a funcionar em 5 de julho de 1948; anteriormente a essa data, serviços públicos de saúde mais limitados eram operados por autoridades locais e por outros organismos. A responsabilidade pelos serviços públicos de saúde no [[País de Gales]] passou para a '''Secretaria de Estado para o País de Gales''' em 1969.<ref>[http://www.wales.nhs.uk/sites3/page.cfm?pid=11595&orgid=452 1960's UK NHS] www.wales.nhs.uk, acesso em 7 de agosto de 2008</ref> A pequena proporção das questões da saúde que não são descentralizadas, normalmente é tratada pelo '''Departamento de Saúde''' (Reino Unido) ou em seu nome, por uma divisão do Serviço Nacional de Saúde inglês.
 
Formando a base dos cuidados médicos no Reino Unido, cada sistema de [[:en:National_Health_Service_National Health Service (England)|Serviço Nacional de Saúde (Inglaterra)]], [[:en:NHS_ScotlandNHS Scotland|SNS Escócia]], [[:en:NHS_WalesNHS Wales|SNS País de Gales]] e a [[:en:Health_and_Social_Care_in_Northern_IrelandHealth and Social Care in Northern Ireland|Assistência Social da Saúde na Irlanda do Norte]] funciona de forma independente e é politicamente responsável perante o respectivo governo descentralizado da Escócia ([[Governo escocês]]), País de Gales ([[Assembleia de Governo do País de Gales]]) e Irlanda do Norte ([[Executivo da Irlanda do Norte]]), e para o [[Governo britânico]] para a Inglaterra.
 
Não há nenhuma discriminação inicial quando um paciente residente em um país do Reino Unido requer tratamento em outro, mas a repatriação de um [[paciente]] poderia ser feita após o tratamento inicial e estabilização do quadro médico caso este necessite de contínuos cuidados hospitalares. Ocasionalmente, um paciente que requer cuidados especializados de emergência (os casos publicados habitualmente envolvem complicações no parto) poderá ser transferido para ''fora'' do seu próprio território nacional. As questões financeiras e consequente documentação em tais casos são tratadas entre as organizações envolvidas e geralmente não há envolvimento pessoal com o paciente comparável ao que poderia ocorrer quando, por exemplo, um residente de um membro da [[União Europeia]] recebe tratamento em outro país. O NHS foi homenageado na [[cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012]] em Londres, realizada no dia 27 de julho de 2012.
O NHS era nobre em sua concepção e tem sido confrontado, por um lado, com custos cada vez maiores – em decorrência dos avanços no conhecimento médico, nos medicamentos e na tecnologia -, e, por outro, com as restrições financeiras inevitáveis em um serviço centralmente financiado com dogmas de mudanças gestacionais e crenças políticas. A ideia de que se conhecendo na época o que sabemos agora levaria a Grã-Bretanha a seguir o mesmo caminho em direção a um sistema de saúde universal permanece uma incógnita.<ref name=":2"/>
 
A seguir há um breve histórico desse sistema universal de saúde do Reino Unido. MaioresMais informações nos fatores que levaram à criação do NHS podem ser encontradas no livro mais recente de Geoffrey Rivetts no Desenvolvimento do Sistema Hospitalar de Londres. Aqui, iremos nos concentrar principalmente na história da Inglaterra.<ref name=":2"/>
 
=== Surgimento ===
Durante os anos 1930, uma série de relatórios foram produzidos pela BMA(1930)<ref name=":2" />, grupos de reflexão – como o Planejamento Político e Econômico (1937) e a Associação de Hospitais. O Financiamento do Rei e o Nuffield Provincial Hospitals Trust como protetor dos hospitais também se mostraram profundamente envolvidos em decorrência de que eles apreciavam o fato de que o futuro do movimento voluntário depende de sua eficiência. O trabalho em conjunto e a regionalização foram a chave para isso.<ref name=":2"/>
 
A experiência da Segunda Guerra Mundial, quando, em 1939, um serviço médico de emergência foi imediatamente criado no momento em que o país ficou sob comando e controle, providenciou um exemplo do que poderia ser feito. Em seu relatório sobre os sistemas de assistência social, Beveridge tinha pouco a dizer acerca da natureza precisa ou do financiamento do serviço de saúdo, embora visse este como essencial para um sistema satisfatório de seguro social (1942). A principal questão que, posteriormente, dividiu o Partido Trabalhista foi se um futuro NHS deveria ser dirigido pelas autoridades locais, ou marcadamente separado em uma base regional. Durante a guerra, os Conservadores redigiram o primeiro White Paper em um serviço futuro no qual as autoridades locais deveriam dirigir o NHS (1944). Todavia, após a vitória eleitoral dos Trabalhadores em 1945, Bevan propôs ao Gabinete um plano radicalmente diferente favorecendo a nacionalização de todos os hospitais, voluntários ou do Conselho, e um quadro regional. Só depois de uma negociação muito dura esse plano foi posto em prática, com modestas concessões.<ref name=":2"/>
 
O National Health Service se iniciou em 1948 em uma sociedade cansada, mas disciplinada pela guerra e acostumada com a austeridade. Ainda restavam resiliência, humor e um senso de alegria e diversão. Indivíduos que estavam acostumados com pouco se contentavam com coisas simples. Cinema, esportes e rádio, combinados com “feriados em casa” ou com o litoral Britânico e os campos de Butlin, salientavam-se como o principal entretenimento sem necessitar de muitas viagens ao exterior.<ref name=":2"/>
 
== Cobertura ==
A Atenção Primária no Reino Unido, a partir da reestruturação do NHS em 2005, passou a ser responsável pelo atendimento de 99% da população por meio da organização de Grupos de Atenção Primária (equipes de saúde multiprofissionais composta principalmente por médicos, dentistas, psicólogos e fisioterapeutas de atuação na saúde básica) que é responsável, em média, pelo atendimento de 100mil pacientes – supondo o serviço de 50 GPs.<ref name="scielo.br">{{citar periódico|ultimo = |primeiro = |titulo = Reforma(s) e estruturação do Sistema de Saúde Britânico: lições para o SUS|jornal = |doi = |url = http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902007000100002|acessadoem = 09 de dezembro de 2014}}</ref>
 
Sua estrutura de cobertura segmenta-se em duas vias básicas de atendimento visando suprir mais adequadamente as diferentes necessidades da população e com maior agilidade:
 
* ''NHS Walk-in Centres'': implantados em 1999 em lugares de grande circulação pública, como supermercados e aeroportos, são centros onde não é necessário o agendamento, oferecendo conselhos de saúde e atendimentos menos complexos como tratamento para gripes, resfriados, pequenos acidentes. São abertos de manhã até a noite, sete dias por semana e o atendimento/avaliação é feito por enfermeiros. O objetivo principal desses centros é completar e não substituir os GPs. Essas instâncias de atenção têm similaridade com os pronto-atendimentos implantados a nas grandes áreas urbanas de nosso país.<ref>{{citar periódico|ultimo name= |primeiro = |titulo = Reforma(s) e estruturação do Sistema de Saúde Britânico: lições para o SUS|jornal = |doi = |url = http://www."scielo.br"/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902007000100002|acessadoem = 09 de dezembro de 2014}}</ref>
 
*''NHS Direct'': linha telefônica operada por enfermeiras, que funciona 24 horas por dia fornecendo informações de saúde e fazendo encaminhamento aos serviços apropriados quando necessário, sejam eles primário ou secundário.
== Financiamento ==
A maior parte do financiamento do sistema de saúde britânico advém do setor público, principalmente de impostos gerais, com uma pequena
contribuição do sistema de Seguridade Social; portanto, o sistema público inglês conta com fontes de financiamento semelhante às do SUS. Com relação à porcentagem do PIB gasta em saúde, apesar de o Reino Unido apresentar uma tendência ao aumento desse percentual nas últimas décadas,este ainda é inferior aos de outros países da OECD. Os dados disponíveis mostram que os britânicos gastaram, em 2001 (Robinson, 2004), 7,6% do PIB em saúde, ao passo que os demais países da organização gastaram, em média, 8,4% do PIB. Da mesma forma, quando comparado com o mesmo rol de países, o Reino Unido possui um dos menores gastos totais em saúde per capita. Ainda adotando os dados da OCDE como parâmetro, o Reino Unido apresentou em 2003 um gasto público equivalente a 82% dos gastos totais em saúde,contra uma média de 72% dos demais países da OCDE (2003); portanto, o sistema britânico possui uma das mais altas porcentagens de gasto público em saúde, como porcentagem do gasto total, em comparação aos países analisados anteriormente. A nível de comparação, os dados apresentados no Boletim de  políticas públicas (2005, p.&nbsp;33-41) mostram que o Brasil gasta 7,6% do PIB com saúde, porcentagem idêntica ao sistema britânico em 2001, sendo apenas 42% do setor público, o que equivale a quase metade do gasto público do Reino Unido.<ref name="Financiamento">{{citar web|URL = https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/0314.pdf|título = Reforma(s) e Estruturação do Sistema de Saúde
Britânico: lições para o SUS|data = 01/01/2007|acessadoem = 10/12/2014|autor = Oswaldo Yoshimi Tanaka e Vanessa Elias de Oliveira|publicado = Revista Saúde e Sociedade}}</ref>
 
indicador de saúde muito importante, mostra que 78% da população do Reino Unido classifica como boa sua saúde. Levando em consideração o gênero, 79% dos homens do Reino Unido consideram boa sua saúde, enquanto 77% das mulheres consideram como boa a sua saúde. Pessoas mais velhas, pessoas desempregadas, ou as que possuem menor grau de instrução ou renda relatam menos saúde.   <ref>{{citar web|URL = http://www.oecdbetterlifeindex.org/pt/paises/united-kingdom-pt/|título = Indicadores de Saúde Inglaterra OCDE|data = |acessadoem = |autor = |publicado = }}</ref>
 
<nowiki> </nowiki>Em relação à diabetes, em 2010 havia cerca de 3,1 milhões de pessoas com idade de 16 ou mais com a doença. <ref>{{citar web|URL = http://www.nhs.uk/Conditions/Diabetes/Pages/Diabetes.aspx#close|título = Diabetes|data = 13/08/2014|acessadoem = 09/12/2014|autor = |publicado = NHS}}</ref>
 
== Opinião pública ==
{{referências|col=2}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{Link|en|http://www.bbc.co.uk/archive/nhs|Nascimento do Serviço Nacional de Saúde}}
* {{Link|en|http://www.60yearsofnhsscotland.co.uk/|SNS na Escócia}}
* {{Link|en|http://www.nhs.uk/|Página do SNS}}
{{Portal3|Reino Unido|Escócia|Inglaterra|País de Gales|Irlanda do Norte}}
 
[[Categoria:Organizações de saúde]]
[[Categoria:Saúde pública]]