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Outra preocupação para a operação contínua em alta velocidade é com os motores. Os motores geram o [[Empuxo (aerodinâmica)|empuxo]] aumentando a temperatura do ar que consomem na combustão, e com o aumento da aceleração da aeronave, o atrito e compressão aquecem este ar antes que atinja os motores. A temperatura máxima admissível dos gases de escape é determinada pelos materiais na parte traseira do motor. Assim, quanto maior a velocidade da aeronave, menor será a diferença entre as temperaturas de admissão e de escape do motor diminui e por consequência, o empuxo também diminui. A solução foi resfriar o ar que entra na turbina para permitir operações em altas velocidades, tecnologia que continuou a se desenvolver continuamente desde os anos 1950.
 
O projeto do sistema de admissão do ar também foi um grande problema. Motores a jato normais só podem ingerir ar a velocidades abaixo da velocidade do som, portanto, para a operação supersônica, a velocidade de ingestão do ar tem que ser diminuída. O fluxo de ar tem de ser desacelerado antes que ele atinja o motor. Em contrapartida, isso remove a energia do fluxo de ar, fazendo com que se reduza também o empuxo da turbina. A solução foi se criar múltiplas ondas de choque oblíquas, mas isso não foi tão simples porque o ângulo destas ondas dentro da turbina deveria ser variável, conforme a velocidade. Para o funcionamento eficaz destedos sistemamotores em toda a gama de velocidades da aeronave, foi necessário criar um sistema ajustável com a velocidade.
 
Uma aeronave capaz de operar por longos períodos em velocidades supersônicas tem uma vantagem potencial sobre um projeto semelhante que voa a velocidades abaixo do limite do som. A maior parte do arrasto de uma aeronave ocorre enquanto esta acelera para a velocidade supersônica, ainda abaixo da velocidade do som. Uma aeronave que pode continuar a acelerar, mesmo tendo ultrapassado essa velocidade, tem uma diminuição significativa do arrasto, podendo voar com maior economia de combustível.
 
== Projeções ==
No final do mês de março de 2013, a NASA apresentou ao mundo seu projeto de um avião hipersônico, que supera {{converter|5|ma|km/h|3|o=l1}}. Durante alguns minutos, o protótipo batizado de [[NASA X-43|X-43A]] voou sobre o oceano Pacífico a {{converter|7|ma|km/h|3|o=l1}}, uma velocidade dez vezes maior que os os aviões comerciais contemporâneos. O X-43A é um aparelho pequeno: tem 3,6 metros de comprimento e 1,5 metros de [[envergadura]] e utiliza uma tecnologia de propulsão que levou vinte anos para ser desenvolvida, o [[ramjet]]. O motor com essa tecnologia aproveita a própria velocidade hipersônica para que o oxigênio da atmosfera seja utilizado na queima do combustível. O próprio movimento provoca um fluxo do gás para dentro da câmara de combustão e faz o motor funcionar.<ref>[http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=avioes-hipersonicos Aviões hipersônicos vão se tornar realidade?]</ref>
 
Na experiência da NASA, o X-43A foi levado nas asas de um bombardeiro [[B-52 Stratofortress|B-52]], acoplado a um foguete convencional, até os dez mil metros de altitude. Nesta altitude, o foguete foi acionado e levou o protótipo até os trinta mil metros, quando finalmente o X-43A fez o seu voo solo, mostrando a eficiência do motor [[Motor Scramjet|scramjet]]. A NASA pretende usar a tecnologia em aviões para viagens longas e em naves espaciais mais seguras.