Diferenças entre edições de "Ópera"

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(Correções gramaticais.)
* Veneza a música instrumental.<ref>{{citar web | url = http://www.oocities.org/vienna/7271/operhist.htm | titulo = Breve História da Ópera | publicado = GeoCities | accessdata = 10 de janeiro de 2012}}</ref>
 
A escola considerada mais importante foi de Veneza, onde surgiu o primeiro gênio da ópera, [[Claudio Monteverdi]] (1567-1643). Nascido em Cremona e, foi membro da sociedade ''Os Filarmônicos de Bologna'', onde realizou progressos na arte musical e contribuiu com o crescimento do drama lírico com suas duas óperas ''Ariana'' e ''Orfeo''.
 
Seu discípulo, [[Francesco Cavalli]] (1599-1676) aperfeiçoou o estilo de Monteverdi, agrupando várias vozes em: duetos, tercetos e quartetos, e colocando os coros em lugar de importância secundária. Cavalli introduziu também os elementos cômicos.
 
Contemporâneos de Cavalli, encontramos [[Giacomo Carissimi]] (1604-1674), de [[Roma]], que se distinguiu nos oratórios. Seu discípulo [[Antonio Cesti]] (1620-1669), introduziu na escola veneziana o estilo do oratório de Carissimi. Só que o público já clamava pela forma de Cavalli, por isso Cesti dividiu a ópera em: ''[[Ópera-séria]]'' e ''[[Ópera-bufa]]''.
 
Em Nápoles, [[Alessandro Stradella]] (1645-1681) empregou os métodos de Carissimi em suas obras, mas a grande importância da Escola Napolitana se deve à [[Alessandro Scarlatti]] (1659-1725), que conecta a severa escola do [[Contraponto (música)|contraponto]] e a escola livre do [[Bel canto|bel canto]]. Com Scarlatti, a melodia adquire maior fluência e graça, e as árias tomam forma de recitativo. Scarlatti usou também a forma de Abertura.
 
Os seguidores de Scarlatti foram: [[Nicola Porpora]] (1686-1766); [[Francesco Durante]] (1684-1755), que teve ilustres pupilos, dentre eles: [[Nicola Logroscino]] (1700-1763), o inventor do concertante final, e [[Niccolò Piccinni]] (1728-1800), que desenvolveu ainda mais esta forma, durante o período de [[Christoph Willibald Glück|Glück]] em Paris.
 
Em Nápoles surgiusurgiram: [[Giovanni Battista Pergolesi]] (1710-1736), que escreveu uma obra notável, La serva Padrona; [[Niccolò Jommelli]] (1714-1785), chamado o [[Christoph Willibald Glück|Glück italiano]]; [[Baldassare Galuppi]] (1706-1785), considerado o pai da ópera bufa; Ee o maior expoente na ópera séria foi, [[Giovanni Bononcini]] (1660-1750).
 
[[Christoph Willibald Glück]] (1714-1787), foi o primeiro reformulador do drama lírico. Depois de obter considerável fama na produção de óperas italianas convencionais, foi para a Inglaterra. Mas, não satisfeito com as condições existentes para a ópera e afima fim de estudar mais, foi para Paris, onde se sentiu muito atraído pelas obras de [[Jean-Philippe Rameau]] (1683-1764). Retornando a Viena, dedicou-se novamente aos estudos, tentando sempre estabelecer uma relação mais íntima entre a música e o drama. Em 1762 estreia a ópera ''Orfeu'', afima fim de aplicar muitas de suas teorias. Mas foi somente com ''Alceste'', em 1767, que consagrou-se um dos principais compositores de drama lírico do mundo.
 
=== Ópera-séria ===
{{artigo principal|Ópera-séria}}
 
A ópera-séria, também conhecida como ''dramma per musica'' ou ''melodramma serio'', se refere-se a um estilo nobre e sério de ópera italiana que predominou na [[Década de 1710|déc.década de 1710]]. A sua origem foi a partir das convenções austeras do '''drama através da música''', do chamado alto barroco. O próprio termo era pouco usado na época, e só se tornou comum depois que a própria operaópera seriaséria saiu de moda., Poispois se apresentava muito elaborada, apresentandocom várias cenas diferentes, sem se importar com a temática dramática, e com presença de grandes coros, sem nenhuma temática também dramática. A orquestra era meramente um acompanhamento.
 
=== Ópera-buffa ===
{{artigo principal|Ópera-bufa}}
 
A ópera-buffa, também conhecida como ''commedia per musica'' ou ''divertimento giocoso'', refere-se refere aà versão italiana da [[Opéra-Comique|opéra-comica]]. A sua origem estava ligada a desenvolvimentos musicais e literários que ocorriam em [[Nápoles]] no início do [[Século XVIII|séc. XVIII]], de onde se espalhou para Roma e norte da Itália.
 
Distingue-se da ópera-cômica (produzida mais tarde na França) onde o diálogo é falado. Na ópera cômica a ação não é sempre cômica, como exemplos: "Les Deux Journées" e "Carmen". "O Barbeiro de Sevilla", de [[Rossini]], é um exemplo de ópera -bufa.
 
A ópera-bufa era de caráter ligeiro e burlesco, mantendo grande parte do efeito dramático, mas freqüentemente se convertia em vulgar e meramente comum. O diálogo por meio de recitativos, fora tarde modificado com a introdução de [[Ária|árias]], [[Dueto|duetos]] e [[Coral|corais]]. EstiloEste estilo de ópera se tornou-se popular em [[Nápoles]], onde dava aos cantores oportunidades para exibir suas técnicas vocais.
 
=== Bel Canto ===
{{artigo principal|Bel canto}}
 
O ''bel canto'' é um estilo do início do [[século XIX|séc. XIX]], presente na ópera italiana, que se caracterizava pelo virtuosismo e os adornos vocais que demonstrava o solista em sua representação. Ademais, baseava-se numa expressão vocal distinta, em que o drama deveria ser expresso através do canto, valorizando-se sobretudo a melodia e mantendo-se sempre uma linha de legato firme e impecável.
 
O estilo ''bel canto'' contemcontém alguns dos personagens mais complexos e dramáticos do repertório operístico, como a [[Norma (ópera)|Norma]], de Bellini, e a [[Lucia di Lammermoor]], de Donizetti. Era, contudo, uma forma de expressão particular, alinhada aos ideais do [[Romantismo]].
 
Na primeira metade do [[século XIX|séc. XIX]] o ''bel canto'' alcançou seu nível mais alto, através das óperas de [[Gioacchino Rossini]], [[Vincenzo Bellini]] e [[Gaetano Donizetti]], dentre outros. Esta técnica continuou a ser utilizada muito tempo depois, embora novas correntes musicais a tenham o sobrepujado.
 
Muitas óperas desse estilo ficaram abandonadas durante décadas, ou até mais de um século, só vindo a ser resgatadas entre os anos 1950 e 801980, período que ficou conhecido pelo resgaste de diversas óperas capitaneados por cantoras famosas, como [[Maria Callas]], [[Joan Sutherland]], [[Leyla Gencer]] e [[Montserrat Caballé]].
 
[[Ficheiro:Jean-Baptiste Lully.jpeg|thumb|left|150px| Jean-Baptiste Lully]]
== Ópera francesa ==
 
Rivalizando com produções importadas da ópera italiana, uma tradição francesa separada, cantada em [[Língua francesa|francês]], foi fundada pelo compositor italiano Jean-Baptiste Lully, quemque monopolizou a ópera francesa desde [[1672]]. As aberturas de Lully, seus recitativos disciplinados e fluidos e seus ''intermezzi'' estabeleceram um padrão que [[Cristoph Willibald Gluck|Gluck]] lutou por reformar quase um século depois. A ópera na [[França]] permaneceu, incluindo interlúdios de [[balé]] e uma elaborada maquinaria cenográfica.
 
A ópera francesa estevefoi influenciada pelo ''bel canto'' de [[Gioacchino Rossini|Rossini]] e outros compositores italianos.
 
=== Ópera-comique ===
 
A ópera francesa com diálogos falados é conhecida como ''ópera-comique'', independente de seu conteúdo, mas, inicialmente, por volta do início do século XVIII, seu libreto estava atrelado ao gênero buffo. Esta teveTeve seu auge entre os anos de [[1770]] e [[1880]] e uma de suas representantes mais reconhecidas foi ''[[Carmen]]'' de [[Bizet]], emde [[1875]]. A ''ópera-comique'' serviu como modelo para o desenvolvimento do ''singspiel'' alemão e pode assemelhar-se à ''operetta'', conforme o peso de seu conteúdo temático.
 
=== Grand Ópera ===
 
Os elementos da ''Grand Ópera'' francesa apareceram pela primeira vez nas obras ''[[Guillaume Tell]],'' de [[Gioacchino Rossini|Rossini]], em [[1829]], e ''Robert le Diable,'' de Meyerbeer, em [[1831]]. Caracteriza-se por ter decorações luxuosas e elaboradas, um grande [[grupo coral|coro]], uma grande [[orquestra]], balés obrigatórios e um número elevado de personagens. O ápice da Grand Ópera na [[Itália]] se dá com [[Verdi]], com ''[[Les Vêpres Siciliennes]]'' e ''[[Don Carlo]],'' e na [[Alemanha]], com o ''[[Rienzi]],'' de [[Richard Wagner]]
 
== Ópera Alemã ==
 
Depois vieram Mozart, com suas óperas notáveis: "''O Rapto do Serralho"'', "''As Bodas de Fígaro", "Don Giovanni", "Cosi fan Tutte", "A Flauta Mágica"'', etc. Com von Weber (1786-1826) inicia-se a ópera romântica alemã. Em "''Der Freischütz"'' ele oferece ao povo alemão sua primeira ópera nacional. Os dois grandes contemporâneos de von Weber na Alemanha foram Spohr (1784-1859) e Marschner (1795-1861).
 
O ''singspiel'' [[Língua alemã|alemão]] ''A Flauta Mágica,'' de [[Wolfgang Amadeus Mozart|Mozart]] se, encontra-se à frente da tradição da Óperaópera alemã que foi desenvolvida no [[século XIX]] por nomes como [[Carl Maria von Weber]], [[Heinrich Marschner]] e [[Richard Wagner|Wagner]]. Este último introduziu o conceito do ''drama musical'', em que a ópera deixava de ser composta por "números" e a música passa a ter um fluxo contínuo, sem divisões em árias, duetos, etc. A ópera ''Tristão e Isolda'' foi a primeira a ser estruturada desta forma.
 
De uma forma geral, a ópera alemã tem a característica de abordar temas mitológicos e fantásticos, de intensa profundidade, mas que a rigor não poderiam ser classificadas como óperas cômicas ou trágicas, por não terem a ação trágica ou cômica como núcleo principal do drama. É notável também a característica peculiar das óperas alemãs que tratam de histórias de amor, que, em grande parte dos casos, terminam em final feliz, sem serem necessariamente cômicas (ex.: [[Der Freischütz|''Der Freischütz'']], de Weber; [[A Flauta Mágica|''A Flauta Mágica'']], de Mozart; [[Der Rosenkavalier|''Der Rosenkavalier'']], de [[Richard Strauss]]).
 
== Ópera na Atualidade ==
 
Após as correntes minimalistas e atonais de vanguarda, a segunda metade do século XX presenciou um momento misto na composição operística. Por um lado, compositores como Philip Glass seguiram um estíloestilo minimalista, enquanto compositores como Samuel Barber e Francis Poulenc compuseram escritas puramente tonais. No momento contemporâneo, os principais compositores de ópera são John Adams, Tobias Picker, Jake Heggie, André Previn, Mark Adamo e Kaija Saariaho, dentre outros. A produção operística continua intensa, embora poucas delas consigam se firmar no repertório das casas de Óperaópera.
 
== Ópera em Portugal ==
 
Desconhece-se exatamente quando se começou a cantar ópera em [[Portugal]], mas já antes de [[1755]] havia um teatro onde se executava ópera em [[Lisboa]] e que foi destruído pelo terramoto. Foi já na regência de Dom João, [[Príncipe do Brasil]] (futuro [[Dom João VI]]), que, em 1793, inaugura-se inaugura o [[Teatro Nacional de São Carlos]], com a ópera [[La Ballerina amante|''La Ballerina Amante'']], de [[Cimarosa]].
 
Também o [[Teatro Nacional São João]], no [[Porto]], foi inaugurado durante a regência do Príncipe do Brasil, e foi palco de inúmeras óperas desde então. Foi no Porto que a célebre cantora lírica [[Luísa Todi]] viveu e trabalhou antes de seguir para [[Londres]], onde alcançaria fama internacional. [[Luísa Todi]] era natural de [[Setúbal]], terra também estreitamente ligada a ópera.
 
Depois de um declínio na atuação e assistência deste espectáculo musical em Portugal na sequencia da [[revolução de 1974]], hoje em dia a ópera está de novo em ascensão, com mais atuações, maior público e mais investimentos públicos e privados.<br />
 
AO principal palco de ópera português continua a ser o [[Teatro Nacional de S. Carlos]], embora outras entidades e companhias apresentem, pontualmente, espectáculos nesta área (como sejam os casos do [[Teatro Aberto]] e da [[A Companhia de Teatro do Algarve|ACTA]], por exemplo).
 
== Ópera no Brasil ==
 
A ópera era uma forma de lazer no século XIX, tocada muito nos Saraus (um evento cultural ou musical realizado geralmente em casa particular, onde as pessoas se encontramencontravam para se expressarem ou se manifestarem artisticamente).
 
A primeira ópera composta e estreada em solo brasileiro foi [[I Due Gemelli|''I Due Gemelli'']], de [[José Maurício Nunes Garcia]], cujo texto se perdeu posteriormente. Porém, considera-se a primeira ópera genuinamente brasileira, com texto em português, [[A Noite de São João|''A Noite de São João'']], de [[Elias Álvares Lobo]].
 
O compositor de óperas brasileiro mais famoso foi, sem dúvida, [[Carlos Gomes]]. Embora tenha estreado boa parte de suas óperas na Itália e muitas delas com texto em italiano, Carlos Gomes freqüentementefrequentemente usava temáticas tipicamente brasileiras, como as óperas [[Il Guarany|''Il Guarany'']] e [[Lo Schiavo|''Lo Schiavo'']], sendo um nome bastante reconhecido em seu tempo, tanto no Brasil quanto na Itália.
 
Outros compositores de ópera brasileiros notáveis foram [[Heitor Villa-Lobos]], autor de óperas como [[Izaht|''Izaht'']] e [[Aglaia (ópera)|''Aglaia'']], e [[Mozart Camargo Guarnieri]], autor de [[Um Homem Só|''Um Homem Só'']]. Nos tempos atuais, a ópera brasileira continua sendo composta e tende a seguir as tendências da [[música de vanguarda]], tais como [[Olga (ópera)|''Olga'']], de [[Jorge Antunes]], [[A Tempestade (ópera)|''A Tempestade'']], de [[Ronaldo Miranda]], e [[O Cientista|''O Cientista'']], de [[Silvio Barbato]].
 
De grande importância temos também [[Elomar Figueira Mello]], que compôs em 1983 "''Auto da Catingueira"'', uma ópera em cinco movimentos, e ainda as "''Árias Sertânicas"'', já em 1992, além de vários outros trabalhos, sempre com a temática, cenas, e momentos envolvendo histórias de vida vividas ou passadas. O compositor Brasiliensebrasiliense [[João MacDowell]] tem obtido grande sucesso com encenações de sua ópera bilinguebilíngue ''Tamanduá'', encenada em Nova York e New Jersey. A história conta a jornada de uma jornalista norte-americana no Brasil, envolvida em um triângulo amoroso, e contém elementos da religiosidade, como candomblé e pajelança. A música mistura elementos contemporâneos e ritmos brasileiros.
 
== Festivais de ópera no Brasil ==
* Festival Amazonas de Ópera - Manaus - Amazonas - Brasil
* Festival de OperáÓpera do Teatro da Paz - Belém - Brasil
== Festivais de ópera em Portugal ==
 
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