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== Biografia / Obra ==
[[Ficheiro:Costa da Caparica Cassiano Branco 1930.jpg|thumb|280px|Costa da Caparica, Praia Atlântico, pormenor da solução urbanística, 1930]]
Cassiano Branco nasceu em Lisboa, na Rua do Telhal, 51, em Agosto de 1897. Foi o único filho de Maria de Assunção Viriato e Cassiano José Branco, pequeno industrial de [[Alcácer do Sal]]. Frequentou a escola primária, hoje desaparecida, que se localizava entre a Calçada da Gloria e as Escadinhas do Duque, Lisboa; aí conheceu [[Ávila do Amaral]], futuro engenheiro e seu colaborador.<ref>A.A.V.V. – Cassiano Branco, uma obra para o futuro.De regresso a [[Lisboa]] Lisboa: Edições Asa, 1991, p. 14-16.</ref><ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 12. ISBN 978-989-554-893-4</ref>
 
Inscreve-se na [[Escola de Belas-Artes de Lisboa]] em 1912 mas interrompe o curso dois anos mais tarde, insatisfeito com o ensino praticado. Frequenta o ensino Técnico-Industrial. Em paralelo com a frequência das aulas trabalha na gestão de uma pequena fábrica (com o pai) e, mais tarde, num Banco. Casa-se com Maria Elisa Soares Branco em 1917 1 que dão nome a sua mãe; no ano seguinte nasce a sua única filha.<ref>A.A.V.V. – '''Cassiano Branco, uma obra para o futuro'''. Lisboa: Edições Asa, 1991</ref>
 
Conclui o ensino Técnico-Industrial em 1919. Nesse ano viaja até Paris e Bruxelas. Em 1921 visita Amsterdão e reingressa na Escola de Belas-Artes (termina o curso de arquitetura no ano letivo de 1926-1927); obtendo o diploma de Arquitectura em 1932, após a conclusão do seu tirocínio. Visita a [[Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas]], Paris (1925), contactando com as linguagens da vanguarda da época. Entra para a Maçonaria, viaja até Paris, Espanha e Inglaterra (1926). Empenha-se nas suas primeiras propostas arquitetónicas; projeta as instalações da Câmara Municipal da [[Sertã]] (1925-27). Em 1928 realiza o projeto do stand de automóveis Rios de Oliveira, [[Avenida da Liberdade (Lisboa)|Avenida da Liberdade]], Lisboa, onde começa a revelar-se a identidade da sua arquitetura.<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 12.</ref>
 
[[File:Hotel Vitoria Cassiano Branco 00093.jpg|thumb|left|Hotel Vitória, Lisboa, 1934]]
 
Embora a vários níveis um resistente, Cassiano Branco não foi totalmente alheio ao estilo oficial do Estado Novo (vulgarmente apelidado [[Português Suave]]<ref>Fernandes, José Manuel – Português Suave: Arquiteturas do Estado Novo. Lisboa: IPPAR, Departamento de Estudos, 2003. ISBN 972-8736-26-6</ref>), que dominou o panorama arquitetónico nacional a partir do final da década de 1930. Uma obra à qual se dedicou longamente foi o [[Portugal dos Pequenitos]], Coimbra (1937-1962), onde evocou edifícios e tipologias arquitetónicas nacionais, numa síntese historiográfica do país à escala das crianças. Também o [[Grande Hotel do Luso]] (1940) ou o edifício da [[Praça de Londres]] (1951) revelam uma aproximação ao idioma tradicionalista então dominante.<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 20, 21.</ref><ref>[[José Augusto França|França, Jose Augusto]], José Augusto – '''A arte em Portugal no século XX''' [1974]. Lisboa: Livraria Bertrand, 1991, p. 234</ref>
Na década de 1940 destacam-se as propostas e construção do café Cristal (1940), as várias propostas rejeitadas para a Cervejaria Portugália (1940), a proposta de um arranha-céus na Av. da Liberdade (1943), prédios de habitação na Av. António Augusto de Aguiar (1944), e os projectos não aprovados para o Cinema Império (1947-48), todos em [[Lisboa]].<ref>{{citar web|URL = http://objectourbanoemespacorural.blogspot.pt/2014/05/projectar-com-cassiano-branco.html|título = Projecta com Cassiano Branco|data = 16/05/2014|acessadoem = 10/06/2015|autor = |publicado = PAPELDEPAREDE objectourbanoemespaçorural}}</ref>
 
== Referências ==
 
 
Em 1958 apoiou a candidatura do general [[Humberto Delgado]] à Presidência da República, tendo sido detido pela [[PIDE]].<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 92.</ref>
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