Álvaro Martins dos Santos: diferenças entre revisões

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|'''Nascimento:'''
|[[27 de maio]] de [[1918]]
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|'''Origem:'''
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|'''Falecimento:'''
|[[8 de novembro]] de [[2003]] (85 anos)
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|'''Género:'''
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Álvaro Augusto Martins dos Santos (Padrão da Légua, [[27 de maio]] de [[1918]] – Padrão da Légua, [[8 de novembro]] de [[2003]]), mais conhecido por Álvaro Martins, foi intérprete de [[guitarra portuguesa]], [[compositor]] e [[letrista]] para além de acompanhador de fados.
 
O seu nome é desconhecido para a maioria das pessoas devido ao facto de ter feito grande parte da sua carreira no [[Porto]].
 
Até a sua morte, em [[novembro]] de [[2003]], Álvaro Martins acompanhou os grandes nomes do [[fado]] da sua época e deixou mais de 100 trabalhos editados.
==Biografia==
Filho de Joaquim Martins dos Santos, [[Cabeleireiro|barbeiro]], e de Alzira Rosa Martins, foi na barbearia do seu pai, onde atualmente está localizado o estabelecimento “O Caderno”, que começou a tocar aos 5 anos de idade. Nessa época, nas barbearias era frequente haver uma [[guitarra portuguesa]] e uma viola para os clientes e/ou os barbeiros tocarem.
Entretanto, Álvaro Martins começou a tocar em outros estabelecimentos e acompanhar João Gago, tio de 2º grau de Angelo Jorge, um das violas que mais o acompanhou.
 
E aos 12 anos de idade, Álvaro Martins tocou pela primeira na vez na antiga [[Emissora Nacional]].
 
Nos [[anos 50]] do século passado, José Maria Nóbrega, atualmente um dos grandes violas de fado, estabeleceu-se no Padrão da Légua como [[alfaiate]]. Nesta zona de [[Matosinhos]], José Maria Nóbrega conheceu Álvaro Martins, que o lançou no [[fado]]. No final desta década, em 1959, a sua música “Noite” foi incluida no disco [http://www.amaliarodrigues.pt/artigo-amalia_rodrigues-96 "Amalia Rodrigues"] e acompanhou [[Fernando Farinha]] no [[Coliseu do Porto]] no dia 25 de Outubro.
 
Em [[1965]], Álvaro Martins conheceu o poeta Torre da Guia no restaurante típico A Candeia.
 
Torre da Guia *poeta* e Álvaro Martins *compositor* tornaram-se na dupla criadora de grandes fados como ''Pão de Gestos,'' que se tornou um sucesso popular nos anos 80 do século passado na voz de [[Beatriz da Conceição]] e Rodrigo, ou ''Olhai a Noite'', que é cantado por centenas de fadistas (por exemplo, [[Tony de Matos]], [[Fernando Maurício]], Fernando Gomes, Fernando João, [[António Calvário]], etc.).
Durante a sua carreira, Álvaro Martins fez muitas digressões nas comunidades de emigrantes portugueses e não só como acompanhador de fados mas também como solista. [[Estados Unidos|Estados Unidos da América,]] [[Brasil]], [[França]] ou [[Moçambique]] são alguns dos países.
 
Entre os muitos violas de [[fado]], que formaram dupla com Álvaro Martins, assinalam-se José Maria Nóbrega, José Maria de Carvalho, Mário Lopes, Manuel Carvalho e Angelo Jorge.
 
E entres os fadistas, que foram acompanhados à [[guitarra portuguesa]] por Álvaro Martins, destacam-se [[Amália Rodrigues]], [[Fernando Farinha]], [[Fernando Maurício]], [[Tristão da Silva]], entre outros grandes [[fadista|fadistas]].
 
Com o passar do tempo, a sua obra ganha cada vez mais importância. Atualmente, é alcunhado no meio fadista do [[Porto]] como [[Mestre]].
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