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[[Ficheiro:Lymphadanopathy.JPG|thumb|right|[[Linfadenopatia|Nódulos linfáticos inchados]] causados por mononucleose.]]
[[Ficheiro:Lautrec the kiss 1892.jpg|direita|thumb|250px|O Beijo é a principal forma de transmissão do vírus Epstein-Barr. Quadro de [[Henri Toulouse-Lautrec]], 1892]]
A '''mononucleose infecciosa''' ou '''febre glandular''' é a principal apresentação clínica do [[vírus]] [[Epstein-Barr]] (EBV), um [[herpesviridae | gama-herpesvírus]], definida pela tríade febre, faringite e linfadenopatia cervical, em conjunto com o aumento de [[linfócito]]s atípicos na circulação. A transmissão normalmente ocorre pela saliva, e o EBV tem sido chamado de "doença do beijo".<ref>{{citar web |url= http://www.jped.com.br/conteudo/99-75-S115/port_print.htm |título=Mononucleose Infecciosa |acessodata=25/04/2015 |autor=Luiza Helena Falleiros R. Carvalho |ano=1999 |publicado=Jornal de Pediatria |língua=português}}</ref>
 
 
A infecção aguda é eficazmente controlada pelo [[sistema imunitário]], com ação citotóxica dos linfócitos T contra os linfócitos B infectados, que são destruídos na sua grande maioria. Os poucos sobreviventes são linfócitos B cujo vírus foi forçado a tornar-se latente para evitar a destruição da sua célula-hospede pelos T. A reacção dos linfócitos T leva à geração de formas típicas desta célula incomuns noutras doenças, por isso os medicos recomendam ficar em casa de cama.
[[Ficheiro:Lautrec the kiss 1892.jpg|direita|thumb|250px|O Beijo é a principal forma de transmissão do vírus Epstein-Barr. Quadro de [[Henri Toulouse-Lautrec]], 1892]]
 
== Epidemiologia ==
O vírus é transmissível pela saliva e troca de outras secreções, principalmente pelo beijo. As populações afetadas dividem-se em dois grupos. As crianças pequenas são frequentemente infectadas pelos pais ou pelas outras crianças, já que têm pouco pudor em lamber objetos lambidos pelas outras crianças; os adolescentes são infectados quando beijam as namoradas ou namorados. As crianças pequenas geralmente não têm sintomas.<ref>[http://drauziovarella.com.br/virus-e-bacterias/mononucleose/]</ref>
 
Quase 90% dos adultos são soropositivos (ou seja têm [[anticorpo]]s específicos) para este vírus. Isto significa que em quase todos os adultos, um dos episódios de "gripe" que tiveram nas suas infâncias ou adolescências foi, certamente, antes mononucleose infecciosa.
[[Ficheiro:Mononucleosis.JPG|thumb|right|[[Faringite]] [[Exsudato|exsudativa]] originada de mononucleose.]]
 
== Progressão e sintomas ==
A infecção inicial é pela saliva alheia, pode se ocorrer uma ou mais vezes no mesmo indivíduo o aparecimento da doença e consequentemente dos sintomas que só aparecem entre 4 e 8 semanas após contraida a doença, o vírus pode ser contraido continuamente até que o indivíduo crie [[anticorpo]]s contra este. Infecta inicialmente as células da mucosa da [[faringe]], e depois invade os linfócitos B do tecido linfático adjacente, onde continua a multiplicar-se. A sua multiplicação é detectada pelo [[sistema imunitário]] que secreta [[citocina]]s defensivas que causam [[febre]] alta (39-40&nbsp;°C), mal estar, fadiga, [[dor]]es de garganta, (faringite) e por vezes hepatite moderada, aumento dos [[gânglio linfático|gânglios linfáticos]] do pescoço. A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus frequentemente permanece por toda a vida do individuo escondido de forma latente em alguns dos linfócitos B originalmente infectados. Estes linfócitos multiplicam-se mais rapidamente e autodestroem-se menos frequentemente, devido a proteínas pró-crescimento e anti-[[apoptose]] produzidas do genoma viral. O resultado é a característica linfocitose (aumento do numero de linfócitos) facilmente detectada nos episódios agudos da doença.