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[[Ficheiro:Psychoactive Drugs.jpg|300px|thumb|Um sortimento de drogas psicoativas.]]
Uma '''Drogadroga psicoativa''' ou, '''substância psicotrópica''', ('''droga pscicotrópica)psicotrópica''' ou simplesmente '''psicotrópico''' é auma [[substância|substância química]] que age principalmente no [[sistema nervoso central]], onde altera a função [[cérebro|cerebral]] e temporariamente muda a [[percepção]], o [[humor]], o [[comportamento]] e a [[consciência]]. Essa alteração pode ser proporcionada para fins: [[recreação|recreacionais]] (alteração proposital da [[consciência]]),; [[Religião|religiosos]] (uso de [[enteógeno]]s),; [[Ciência|científicos]] (visando à compreensão do funcionamento da [[mente]]); ou [[Medicina|médico]]-[[Farmacologia|farmacológicos]] (como [[medicação]]). Alternativamente, tal efeito na mente pode não ser o objetivo do consumo da substância psicotrópica, mas um efeito adverso do mesmo.<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo dicionário da língua portuguesa''. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 412.</ref>
 
Tais alterações [[Subjetividade|subjetivas]] da consciência e do humor são fonte de [[prazer]] (p.por ex.exemplo, a [[euforia]]) ou servem para criar uma melhora nos sentidos e estados já experimentados na naturezanaturalmente (p.por ex.exemplo, o aumento da [[concentração]]), ou uma mudança na perspectiva mental, podendo aumentar também a [[criatividade]],: por isso, tantos artistas[[artista]]s e [[Intelectual|intelectuais]] seremsão defensores do consumo, e até abuso dessas drogas. OTais queefeitos nosdas levadrogas, contudo, podem levar ao uso recorrente dedas alguma delasmesmas, o que pode levar à [[dependência física]] ou [[dependência psicológica|psicológica]], promovendo um ciclo progressivamente mais difícil de ser interrompido. A impossibilidade física ou psicológica de interrupção desse ciclo caracteriza o vício em drogas, outambém chamado de [[drogadição]] /e toxicodependência. A [[Reabilitação (medicina)|reabilitação]] de drogadictos / toxicodependentes, geralmente, envolve uma combinação de [[psicoterapia]], grupos de apoio e até mesmo o uso de outras substâncias psicoativas que ajudam a interromper o ciclo de dependência.
 
A ética relativa ao uso dessas drogas é assunto de um contínuo debate, em parte por causa desse potencial para abuso e dependência. Muitos governos têm imposto restrições sobre a produção e a venda dessas substâncias na tentativa de diminuir o abuso de drogas.
 
A [[ética]] relativa ao uso dessas drogas é assunto de um contínuo [[debate]], em parte por causa desse potencial para abuso e dependência. Muitos governos têm imposto restrições sobre a produção e a venda dessas substâncias na tentativa de diminuir o abuso de drogas.
== Etimologia ==
"Psicotrópico" é formado pela junção de "psic(o)" ("alma", "espírito", "intelecto"), "trop(o)" ("desvio", "mudança", "afinidade") e "ico" ("participação", "referência", "relação").<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo dicionário da língua portuguesa''. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 412.</ref>
==História==
O uso de drogas é uma prática desde tempos [[pré-história|pré-históricos]]. Há provas [[Arqueologia|arqueológicas]] do uso de substâncias psicoativas 10 mil anos atrás, e evidência histórica de uso cultural desde 5 mil anos atrás.<ref name="merlin">{{citar jornal | autor=MERLIN, M D | titulo=Archaeological Evidence for the Tradition of Psychoactive Plant Use in the Old World | jornal=Economic Botany | ano=2003 | volume=57 | numero=3 | paginas= 295–323 | doi=10.1663/0013-0001(2003)057}}</ref>. Embora o uso pareça ter sido mais frequentemente medicinal, sugeriu-se que o desejo de alterar a consciência é tão primevo quanto o ímpeto de saciar a [[sede]], a [[fome]] ou o [[desejo sexual]].<ref name="siegel">{{citar livro | autor=SIEGEL, Ronald K.| titulo=Intoxication: The Universal Drive for Mind-Altering Substances| editora=Park Street Press | local=Rochester, Vermont | ano=2005 | idioma=inglês | isbn=1-59477-069-7}}</ref>. Outros sugerem que a [[propaganda]], a disponibilidade ou a pressão da vida moderna são algumas das razões pelas quais as pessoas usam drogas psicoativas no cotidiano. Contudo, a longa história do uso de drogas e mesmo o desejo da [[criança]] de rodar, balançar ou escorregar indicam que o ímpeto de alterar a [[percepção]] é universal.<ref name="weil">{{citar livro | autor=WEIL, Andrew | ano=2004 | titulo=The Natural Mind: A Revolutionary Approach to the Drug Problem (Revised edition) | paginas=15 | local=Boston | editora=Houghton Mifflin | idioma=ingles | isbn=0-618-46513-8}}</ref>.
 
Essa relação não se limita ao homem. Alguns [[Animal|animais]] consomem diferentes plantas[[planta]]s, frutos[[fruto]]s, frutos [[Fermentação alcoólica|fermentados]] e outros animais como fonte de substâncias psicoativas, como por exemplo os gatos[[gato]]s e sua predileção pela [[nepeta]]. Durante o [[século XX]], muitos países inicialmente responderam ao uso recreacional das drogas banindo o seu uso e considerando [[Crime|criminosos]] o seu uso, o armazenamento ou a venda.
O uso de drogas é uma prática desde tempos [[pré-história|pré-históricos]]. Há provas arqueológicas do uso de substâncias psicoativas 10 mil anos atrás, e evidência histórica de uso cultural desde 5 mil anos<ref name="merlin">{{citar jornal | autor=MERLIN, M D | titulo=Archaeological Evidence for the Tradition of Psychoactive Plant Use in the Old World | jornal=Economic Botany | ano=2003 | volume=57 | numero=3 | paginas= 295–323 | doi=10.1663/0013-0001(2003)057}}</ref>. Embora o uso pareça ter sido mais frequentemente medicinal, sugeriu-se que o desejo de alterar a consciência é tão primevo quanto o ímpeto de saciar a sede, a fome ou o desejo sexual<ref name="siegel">{{citar livro | autor=SIEGEL, Ronald K.| titulo=Intoxication: The Universal Drive for Mind-Altering Substances| editora=Park Street Press | local=Rochester, Vermont | ano=2005 | idioma=inglês | isbn=1-59477-069-7}}</ref>. Outros sugerem que a propaganda, a disponibilidade ou a pressão da vida moderna são algumas das razões pelas quais as pessoas usam drogas psicoativas no cotidiano. Contudo, a longa história do uso de drogas e mesmo o desejo da criança de rodar, balançar ou escorregar indicam que o ímpeto de alterar a percepção é universal<ref name="weil">{{citar livro | autor=WEIL, Andrew | ano=2004 | titulo=The Natural Mind: A Revolutionary Approach to the Drug Problem (Revised edition) | paginas=15 | local=Boston | editora=Houghton Mifflin | idioma=ingles | isbn=0-618-46513-8}}</ref>.
 
Essa relação não se limita ao homem. Alguns animais consomem diferentes plantas, frutos, frutos fermentados e outros animais como fonte de substâncias psicoativas, como por exemplo os gatos e sua predileção pela [[nepeta]]. Durante o século XX, muitos países inicialmente responderam ao uso recreacional das drogas banindo o seu uso e considerando criminosos o uso, o armazenamento ou a venda.
 
== Classificações ==
As classificações das drogas psicotrópicas, são classificadas em:
 
*'''.Estimulantes [[Estimulante]]s''' (recebem também o nome de psicoanalépticos, noanalépticos, timolépticos, etc.)
 
*'''.Depressoras [[Depressor]]as''' (podem também ser chamadas de psicolépticos)
 
*'''.Alucinógenas[[Droga alucinógena|Alucinógenas]]''' (psicoticomiméticos, psicodélicos, pertubadorasperturbadoras, psicometamórficos, etc.)
 
==Usos==
As substâncias psicoativas são usadas para diferentes propósitos. Os usos variam grandemente entre as diferentes culturas. Algumas substâncias são de uso controlado ou ilegal, enquanto algumas podem ser usadas para propósitos [[Xamanismo|xamânicos]], e outras são usadas de modo terapêutico. Outros exemplos seriam o consumo social de [[bebida alcoólica|álcool]] e os [[hipnótico|soníferos]]. A [[cafeína]] é a substância psicoativa mais consumida no mundo; mas, ao contrário de muitas outras, seu uso é legal e irrestrito em praticamente todas as [[Jurisdição|jurisdições]]. No [[Brasil]], maior produtor e segundo maior consumidor de [[café]] do mundo, 85% das pessoas consomemconsome café no desjejum.<ref name="matsumoto">{{citar jornal | autor=MATSUMOTO, K L. ROSANELI, C F. BIANCARDI, C R. | titulo=A Cultura Gastronômica do Café e Sua Influência Social e Emocional no Dia-a-dia do Brasileiro | jornal=SaBios: Rev. Saúde e Biol. | ano=2008 | volume=3 | numero=1 | paginas= 10–15 }}</ref>
 
===Anestesia===
 
{{Ver artigo principal | [[anestesia]]}}
Os anestésicos são uma classe de drogas psicoativas usadas em pacientes para bloquear a [[dor]] e outras [[Sensação|sensações]]. A maioria dos anestésicos induz à [[inconsciência]], o que permite, oao paciente, submeter-se a procedimentos médicos tais como a [[cirurgia]] sem dor física ou [[Trauma psicológico|trauma emocional]].<ref>Medline Plus. [http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/anesthesia.html Anesthesia.] Acesso em 25 de abril de 2009.</ref> Para induzir à inconsciência, os anestésicos afetam os sistemas [[GABA]] e [[NMDA]]. Por exemplo, o [[halotano]] é um [[agonista]] para GABA,<ref>{{citar jornal |autor=LI, X. PEARCE, R A. |titulo=Effects of halothane on GABA(A) receptor kinetics: evidence for slowed agonist unbinding |jornal=J. Neurosci. |volume=20 |numero=3 |paginas=899–907 |ano=2000 |pmid=10648694 |doi=}}</ref> e a [[cetamina]] é um [[Antagonista (farmacologia)|antagonista]] para o [[Receptor (bioquímica)|receptor]] de NMDA.<ref>{{citar jornal |autor=HARRISON N. SIMMONDS M. |titulo=Quantitative studies on some antagonists of N-methyl D-aspartate in slices of rat cerebral cortex |jornal=Br J Pharmacol |volume=84 |numero=2 |paginas=381–91 |ano=1985 |pmid=2858237}}</ref>
 
===Controle da dor===
 
{{ver artigo principal|[[medicamento psiquiátrico]]}}
[[Ficheiro:Zoloft bottles.jpg|thumb|rightesquerda|Zoloft®, um medicamento [[antidepressivo]] (e ansiolítico).]]
Medicamentos psiquiátricos são prescritos para o tratamento de [[doença mental|doenças mentais e emocionais]]. Existem 6 classes principais de medicamentos psiquiátricos:
* [[Antidepressivo]]s, que são usados para tratar diversos males, tais como [[depressão nervosa]], [[epilepsia]], [[ansiedade]], [[disfunção alimentar|transtornos alimentares]] e [[transtorno de personalidade limítrofe]].<ref>
* [[Inalante]]s, sob a forma de [[aerossol|aerossóis]] ou [[solvente]]s, que são inalados por causa de seu efeito estupefaciente. Muitos inalantes também se incluem em alguma categoria acima (como o [[óxido nitroso]], que também tem efeito analgésico).
 
Em algumas subculturas[[subcultura]]s, o uso de drogas é visto como símbolo de ''[[status social|status]]'', o que ocorre em lugares como [[casa noturna|casas noturnas]], [[boate]]s, ''[[rave]]s'' e festas[[festa]]s.<ref>{{citar jornal |autor=ANDERSON T L |titulo=Drug identity change processes, race, and gender. III. Macrolevel opportunity concepts |jornal=Substance use & misuse |volume=33 |numero=14 |paginas=2721–35 |ano=1998 |pmid=9869440 |doi=10.3109/10826089809059347}}</ref> Isso é fato histórico em muitas culturas; as drogas têm sido consideradas símbolos de ''status'' desde a [[antiguidade]]. Por exemplo, no [[Antigo Egito]], eram comuns as representações de [[Divindade|deuses]] segurando plantas alucinógenas.<ref>{{citar jornal |autor=BERTOL E, FINESCHI V, KARCH S, MARI F, RIEZZO I |titulo=Nymphaea cults in ancient Egypt and the New World: a lesson in empirical pharmacology |jornal=Journal of the Royal Society of Medicine |volume=97 |numero=2 |paginas=84–5 |ano=2004 |pmid=14749409 | doi = 10.1258/jrsm.97.2.84}}</ref>
 
Por causa da controvérsia sobre o regulamento das drogas recreacionais, existe um debate sobre a proibição das drogas. Críticos da proibição acreditam que a regulamentação do uso de drogas recreacionais é uma violação da [[autonomia]] pessoal e da [[liberdade]].<ref>{{citar jornal |autor=HAYRY M |titulo=Prescribing cannabis: freedom, autonomy, and values |jornal=Journal of Medical Ethics |volume=30 |numero=4 |paginas=333–6 |ano=2004 |pmid=15289511| doi = 10.1136/jme.2002.001347}}</ref>
 
{{ver artigo principal|[[enteógeno]]}}
Certos psicoativos, principalmente os alucinógenos, têm sido usados para fins religiosos desde tempos pré-históricos. Os nativos norte-americanos têm usado o [[peiote]], que contém [[mescalina]], em cerimônias religiosas há 57005 700 anos.<ref>{{citar jornal |autor=El-SEEDI H R, De SMET P A, BECK O, POSSNERT G, BRUHN J G |titulo=Prehistoric peyote use: alkaloid analysis and radiocarbon dating of archaeological specimens of Lophophora from Texas |jornal=Journal of Ethnopharmacology |volume=101 |número=1-3 |paginas=238–42 |ano=2005 |pmid=15990261 |doi=10.1016/j.jep.2005.04.022}}</ref> Os índios da [[Amazônia]] usam, para fins religiosos, a combinação de [[cipó-mariri]] e [[chacrona]] para a produção de ''[[ayahuasca]]'' há mais de 40004 000 anos.<ref>{{citar jornal |autor=McKENNA D J, CALLAWAY J C, GROB C S | titulo=The Scientific investigation of ayahuasca: a review of past and current research |jornal=The Heffer Review of Psychedelic Research |volume=1 |paginas=65–77 |ano=1998 }}</ref> O cogumelo ''[[Amanita muscaria]]'', que produz [[muscimol]], era usado com propósitos [[Ritual|rituais]] por toda a [[Europa]] [[Pré-história|pré-histórica]].<ref>{{citar jornal |autor=VETULANI J |titulo=Drug addiction. Part I. Psychoactive substances in the past and presence |jornal=Polish journal of pharmacology |volume=53 |numero=3 |paginas=201–14 |ano=2001 |pmid=11785921 |doi=}}</ref> Vários outros alucinógenos, como o [[Datura stramonium|estramônio]], e os [[cogumelo psicadélico|cogumelos psicodélicos]], são parte de cerimônias religiosas há séculos.<ref name="hall">HALL, Andy. [http://www.nerdshit.com/wordpress/?p=1433 Entheogens and the Origins of Religion]. Retrieved on May 13, 2007.</ref>
 
O uso de enteógenos para fins religiosos ressurgiu no [[Mundo ocidental|Ocidente]] durante os movimentos de [[contracultura]] dos anos [[década de 1960|1960]] e [[década de 1970|1970]]. Sob a liderança do [[Estados Unidos|americano]] [[Timothy Leary]], novos movimentos religiosos começaram a usar o [[LSD]] e outros alucinógenos como sacramentosformas de "[[Sacramento (cristianismo)|sacramento]]".<ref>{{citar jornal |autor=BECKER H S |titulo=History, culture and subjective experience: an exploration of the social bases of drug-induced experiences |jornal=Journal of health and social behavior |volume=8 |numero=3 |paginas=163–76 |ano=1967 |pmid=6073200| doi = 10.2307/2948371}}</ref> No Brasil, o uso do ''ayahuasca'' é permitido por [[lei]] para os praticantes das seitas[[seita]]s que o usam para fins rituais, como as do [[Santo Daime]], e da [[União do Vegetal]].<ref>{{citar web | url=http://www2.uol.com.br/pagina20/16052006/opiniao1.htm | autor=FACUNDES, J A | ano=2006 | titulo=Constituição, ayahuasca e o CONAD: um novo caminho | mes=maio | acessodata = 25 de abril de 2009 | formato=HTML | publicado=Página 20 On-line}}</ref>
 
==Administração==
[[Image:Bayer Heroin bottle.jpg|thumb|left|200px|Frasco de [[heroína]].]]
 
As drogas psicoativas são freqüentementefrequentemente associadas ao vício. A drogadição pode ser dividida em dois tipos: [[dependência psicológica]], na qual o usuário se sente compelido a usar a droga apesar das conseqüências físicas ou sociais, e [[dependência física]], em que o usuário tem de usar a droga para evitar as conseqüênciasconsequências da [[síndrome de abstinência]].<ref name="johnson">{{citar jornal|autor=JOHNSON, Brian | titulo=Psychological addiction, physical addiction, addictive character, and addictive personality disorder: a nosology of addictive disorders | ano=2003 | volume=11 | paginas=135–60 | jornal=Canadian journal of psychoanalysis}}</ref> Nem todas as drogas provocam dependência física, mas qualquer atividade que estimula o sistema de recompensa dopaminérgico do cérebro — normalmente qualquer atividade prazerosa<ref>{{citar jornal |autor=ZHANG J, XU M |titulo=Toward a molecular understanding of psychostimulant actions using genetically engineered dopamine receptor knockout mice as model systems |jornal=J Addict Dis |volume=20 |numero=3 |paginas=7–18 |ano=2001 |pmid=11681595 |doi=10.1300/J069v20n04_02}}</ref> — pode levar à dependência psicológica.<ref name="johnson" /> As drogas que mais comumente causam dependência são as que estimulam diretamente o sistema dopaminérgico, como a [[cocaína]] e as [[anfetamina]]s. As drogas que agem indiretamente nesse sistema, como os [[droga psicodélica|psicodélicos]], necessariamente não causam dependência.
 
Muitos profissionais, grupos de ajuda e, estabelecimentos especializados em [[Reabilitação (medicina)|reabilitação]] de drogas, com variáveis graus de sucesso, e muitos pais tentam influenciar as decisões e ações de seus filhos quanto aos psicoativos, com variáveis graus de sucesso.<ref>{{citar jornal |autor=HOPS H, TILDESLEY E, LICHTENSTEIN E, ARY D, SHERMAN L |titulo=Parent-adolescent problem-solving interactions and drug use |jornal=The American journal of drug and alcohol abuse |volume=16 |numero=3-4 |paginas=239–58 |ano=1990 |pmid=2288323| doi = 10.3109/00952999009001586}}</ref>
 
São métodos comuns de reabilitação a [[psicoterapia]], [[grupos de apoio]] para [[autoajuda]],e também a [[farmacoterapia]], que usa drogas psicoativas para reduzir a compulsão e a [[síndrome de abstinência]] enquanto a desintoxicação se processa. A [[metadona]], um [[opioide]] psicoativo, é um tratamento corriqueiro para a dependência em [[heroína]]. Pesquisas recentes em [[toxicomania]] têm mostrado que o uso de [[drogas psicodélicas]] como a [[ibogaína]] pode tratar e até mesmo curar [[drogadição|drogadições]], embora a prática ainda esteja longe de se tornar universalmente aceita.<ref name="macpherson">{{citar web | titulo=Psychedelics Could Treat Addiction Says Vancouver Official | url=http://thetyee.ca/News/2006/08/09/Psychedelics/ | accessodata=27 de abril de 2009}}</ref><ref name="mojeiko">{{citar web | titulo=Ibogaine research to treat alcohol and drug addiction | url=http://www.maps.org/ibogaine/ | accessodata=27 de abril de 2009}}</ref>
==Legalização==
 
Muito se tem debatido acerca da legalização das drogas psicoativas em nossa história recente; as [[guerras do Ópio]] e a [[lei Seca]] estadunidense são dois exemplos históricos sobre a controvérsia legal acerca dessas substâncias. Contudo, mais recentemente, o documento mais influente concernente à legalidade de drogas psicoativas é o da [[Convenção Única sobre Entorpecentes]], um [[tratado]] internacional assinado em [[1961]] como um [[decreto]] das [[Nações Unidas]]. Assinado por 73 países, a Convenção Única sobre Entorpecentes estabeleceu agendas para a regulamentação de cada droga e dispôs um acordo internacional contra a dependência de drogas recreacionais combatendo a venda, o [[Narcotráfico|tráfico]] e o uso das referidas drogas.<ref name="UN">[http://css.unodc.org/pdf/brazil/Convencao%20Unica%20de%201961%20portugues.pdf Convenção Única sobre Entorpecentes.] Acessado em 27 de abril de 2009.</ref> Todos os países signatários firmaram leis que implementassem as regras dentro de suas fronteiras. Contudo, alguns desses países, como os [[Países Baixos]], são mais complacentes quanto à aplicação dessas leis.<ref>{{citar jornal |autor=McCOUN R, REUTER P |titulo=Interpreting Dutch cannabis policy: reasoning by analogy in the legalization debate |jornal=Science |volume=278 |numero=5335 |paginas=47–52 |ano=1997 |pmid=9311925| doi = 10.1126/science.278.5335.47}}</ref>
 
No contexto sanitário, drogas psicoativas usadas como tratamentos para doenças são geral e amplamente aceitas. Há alguma controvérsia quanto os [[Medicamento de venda livre|medicamentos de venda livre]] como alguns [[antiemético]]s e [[antitussígeno]]s. Geralmente, as drogas psicoativas são prescritas para pacientes com problemas psiquiátricos. Contudo, há quem critique dizendo que prescrições de certos psicoativos, como [[antidepressivo]]s e [[estimulante]]s, são exageradas e podem comprometer a autonomia e o discernimento dos pacientes.<ref>DWORKIN, Ronald. ''Artificial Happiness.'' New York: Carroll & Graf, 2006. pp. 2–6. ISBN 0786719338</ref><ref>{{citar jornal |autor=MANNINEN B A |titulo=Medicating the mind: a Kantian analysis of overprescribing psychoactive drugs |jornal=Journal of medical ethics |volume=32 |numero=2 |paginas=100–5 |ano=2006 |pmid=16446415 |doi=10.1136/jme.2005.013540}}</ref>
{{Commons|Category:Psychoactive drugs}}
 
== Ver também==
* [[Droga psicodélica]]