Abrir menu principal

Alterações

7 bytes adicionados, 20h06min de 3 de agosto de 2015
Acrescentei acento na palavra " Hércules",
# A sabedoria maior consistia na ação, não apenas no pensar.<ref name="Howatson2013"/>
 
Assim, um cínico não tinha bens e rejeitava todos os valores convencionais de dinheiro, fama, poder ou reputação.<ref name="kidd" /> Viver de acordo com a natureza requer apenas as necessidades básicas para a existência e qualquer um pode tornar-se livre ao libertar-se de todas as necessidades resultadas da convenção.<ref name="long28"/>{{Rp|34}} Os cínicos adotaram [[Héracles|HerculesHércules]] como seu herói e epítome do cínico ideal.<ref>Diógenes Laércio, vi. 2, 71; Dio Chrysostom, [http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Dio_Chrysostom/Discourses/8*.html#26 ''Orations'', viii. 26–32]; Pseudo-Luciano, [http://www.sacred-texts.com/cla/luc/wl4/wl431.htm ''Cynicus''], 13; [[Luciano de Samósata]], [http://www.sacred-texts.com/cla/luc/wl4/wl420.htm ''De Morte Peregrini''], 4, 33, 36.</ref> De acordo com [[Luciano de Samósata]], ''Cérbero e o cínico certamente estão relacionados através do cão.''<ref>Luciano de Samósata, [http://www.theoi.com/Text/LucianDialoguesDead1.html#4 ''Diálogos dos Mortos'', 21]</ref>
 
O modo de vida cínico exigia formação contínua, não apenas no exercício de julgamentos e das impressões mentais, mas também treinamento físico:<ref name="Uden2014">James Uden (2014). [http://books.google.com/books?id=w09jBAAAQBAJ&pg=PA168 ''The Invisible Satirist: Juvenal and Second-Century Rome'']. Oxford University Press. p. 168. ISBN 978-0-19-938727-4.</ref> {{nota de rodapé|''Os estoicos aprovaram o ideal cínico de fortalecer o corpo: uma boa pessoa aceita treinar seu corpo, a fim de torná-lo forte. Os cínicos aumentavam sua resistência ao se exercitarem físicamente e adotando um estilo de vida ascético.'' <ref name="Ahonen2014">Marke Ahonen (2014). [http://books.google.com/books?id=G3W8BAAAQBAJ&pg=PA117 ''Mental Disorders in Ancient Philosophy'']. Springer Science & Business Media. p. 117. ISBN 978-3-319-03431-7.</ref>}}
 
<blockquote>''Ele costumava afirmar que o treinamento era de dois tipos, mental e corporal: o último dizendo que com o exercício constante, as percepções são formadas, tal como assegura a liberdade para as ações virtuosas; e metade deste treinamento é incompleto sem o outro, boa saúde e força estão entre as coisas essenciais, seja para o corpo ou para a lmaalma. E ele apresentava provas irrefutáveis ​​para mostrar facilmente que com a prática de ginástica chega-se até a virtude. Nos trabalhos manuais e outras artes se pode ver que os artesãos desenvolvem habilidade manual extraordinária através da prática. Mais uma vez, o caso dos tocadores de flauta e dos atletas: que habilidade eles adquirem por sua própria labuta incessante; e, se eles tivessem transferido seus esforços para o treinamento da mente, como em seus trabalhos não teriam sido em vão ou ineficaz.''<ref>Diógenes Laércio, [http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0258%3Abook%3D6%3Achapter%3D2 ''Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres'', vi. 70]</ref></blockquote>
 
Nada disso significava que doo cínico se afastava da sociedade. Os cínicos viviam sob o olhar público e eram completamente indiferentes em face de qualquer insulto que possam resultar de seu comportamento pouco convencional.<ref name="kidd" /> Os cínicos dizem ter inventado a ideia do [[cosmopolita]]: quando lhe foi perguntado de onde veio, Diógenes respondeu que era "um cidadão do mundo", (''kosmopolitês'').{{nota de rodapé|Perguntado de onde ele veio, [[Diógenes de Sínope]]: ''Eu sou um cidadão do mundo.'' <ref>Diógenes Laércio, [http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0258%3Abook%3D6%3Achapter%3D2 ''Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres'', vi. 63]</ref>}}
 
O ideal cínico era evangelizar; como o cão de guarda da humanidade, era seu trabalho perseguir as pessoas sobre o erro de suas maneiras.<ref name="kidd" /> O exemplo de vida do cínico (e o uso da [[sátira]] mordaz cínica) expunha as pretensões que se colocam na raiz das convenções cotidianas.<ref name="kidd" />
 
Embora Oo cinismo concentrou-se exclusivamente em [[ética]], a filosofia cínica, teve um grande impacto no mundo helenístico,. emEm última análise, tornou-se uma importante influência para o [[estoicismo]]. O estoico [[Apolodoro de Selêucia]] escrevendo no século II a.C., afirmou que o ''O cinismo é o caminho curto para a virtude.''<ref>Diógenes Laércio, [http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0258%3Abook%3D7%3Achapter%3D1 ''Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres'', vii. 121]</ref>
 
===Influências===
 
== A virtude moral - autarquia ==
Ao contrário da acepção moderna e vulgar da palavra para o cinismo, o objetivo essencial da vida era a conquista da [[virtude]] moral, que somente seria obtida eliminando-se da vontade de todo o supérfluo, tudo aquilo que fosse exterior. Defendiam um retorno à vida da natureza, errante e instintiva, como a dos cães.
 
Afirmavam que dispunha o homem de tudo que necessitava para viver, independente dos bens materiais. A isto chamavam de ''autarcia'' (ou a variante, porém com outra acepção mais difundida, ''autarquia'') - condição de auto-suficiência do sábio, a quem basta ser virtuoso para ser feliz. O termo grego original é ''autárkeia'' - significando autossuficiência. Além dos cínicos, foi uma proposição também defendida pelos [[estoicismo|estoicos]].
Aliado ao discurso, também o modo de vida do cínico deveria ser conforme as ideias defendidas. Para eles a virtude reside, sobretudo, na conduta moral do homem, naquilo que lhe é intrínseco - e não nas conquistas materiais, na aparência exterior.
 
Os cínicos, assim como Sócrates, nada de escrito deixaram. O que se sabe sobre eles foi narrado por outros, em geral, críticos de suas ideias.
 
O mais importante representante dessa corrente foi um discípulo de Antístenes chamado [[Diógenes]] {{dn}}. Ele vivia dentro de um barril e possuía apenas sua túnica, um cajado e um embornal de pão. Conta-se que um dia [[Alexandre Magno]] parou em frente ao filósofo e ofereceu-lhe, como uma prova do respeito que nutria por ele, a realização de um desejo, qualquer que fosse, caso tivesse algum. Diógenes respondeu: ''Desejo apenas que te afastes do meu [[Sol]]''. Essa resposta ilustra bem o pensamento cínico: Diógenes não desejava nada a mais do que tinha e estava feliz assim (apenas, no momento, gostaria que seu sol fosse desbloqueado).
Utilizador anónimo