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Escritor, historiador, gramático, administrador e oficial romano. Era filho de um ''[[equites|eques]]'', cavaleiro [[Roma antiga|romano]], e da filha do [[senado romano|senador]] [[Caio Cecílio]] de "''Novum Comum''" nascido em Cosme na Cisalpina. Plínio estudou em Roma e ingressou na carreira militar, servindo primeiramente na África e depois assumindo como oficial o comando de uma tropa de cavalaria na Germânia, aos 23 anos. Retornou a Roma para dedicar-se a escrever e estudar Direito. Executou importantes cargos públicos sendo nomeado procurador na Espanha quando Nero ainda era imperador, logo após, no norte da África e na Gália. Para alguns o maior erudito da história imperial romana e que deixou uma obra considerável e fundamental para o "'' saber científico''" subsequente.
 
===Obra===
Autor clássico, no ano de [[77]] escreveu "''[[Naturalis Historia]]''", um vasto compêndio das ciências antigas distribuído em trinta e sete volumes,<ref name=pomp/> dedicado a [[Tito Flávio]], futuro imperador de [[Roma]]. Onde citou o conhecimento científico até o começo do cristianismo, com citação sobre 35.000 fatos úteis. Teria selecionado mais de dois mil livros de 146 autores romanos e 327 estrangeiros, inclusive expor as reservas de "''[[aluminita]]''" da Itália.
 
Talvez o naturalista mais importante da Antiguidade,<ref name=pomp/> afirmava que "''a diversidade de copistas, e os seus comparativos graus de habilidade, aumentam consideravelmente os riscos de se perder a semelhança com os originais''". E explicava que "''as ilustrações são propensas ao engano, especialmente quando é necessário um grande número de tintas para imitar a natureza''". Por essas razões, recomendava, os autores devem se "''limitar a uma descrição verbal''" da natureza.
 
===Morte===
Plínio era [[Almirante]] da [[frota]] de [[Miseno]], próximo a Nápoles. Faleceu nesse cargo enquanto, ao tentar observar, como naturalista, a erupção do [[vulcão]] [[Vesúvio]] em [[79]],<ref name=pomp/> também tentava salvar os habitantes da costa que fugiam.
 
Residindo a trinta [[quilômetro]]s de [[Pompeia]], foi surpreendido pela explosão do vulcão,<ref name=pomp/> uma vez que, até aquela data, a única coisa que havia registrado sobre o assunto foram as marcas de queimado no topo do Vesúvio. Para saciar a sua curiosidade, mandou preparar um pequeno [[barco]], convocou uma tripulação de nove homens e pouco antes das 5 horas da tarde pôs-se a caminho de Pompeia. Ao se aproximarem da cidade, as altas temperaturas e uma densa nuvem de [[fumaça]] fizeram com que o barco se desviasse de seu destino, vindo a aportar na vizinha [[Estábia]].<ref name=pomp/> Na manhã do dia 25, antes das 7 horas da manhã, uma nova nuvem atingiu Pompeia. Quem ainda tinha sobrevivido e permanecido no local, acabou sufocado pelos gases.<ref name=pomp/> A nuvem prosseguiu em direção a Estábia. Os moradores perceberam-na atravessando a baía e tentaram fugir, sem sucesso: os gases vulcânicos fizeram centenas de vítimas, entre elas Plínio, o Velho.<ref name=pomp/> O que se sabe de sua vida provém de referências de seu sobrinho [[Plínio, o Moço|Plínio, o Moço]]. Em carta a Tácito, por exemplo, seu sobrinho salientou o caráter heroico da morte do tio, que quando para lá acorreu como comandante da frota em Messina, seu último cargo público, na tentativa de ajudar os sobreviventes de [[Pompeia]], [[Herculano]] e [[Estábia]] e, ao mesmo tempo, estudar o fenômeno. Seu trabalho foi, a maior fonte de informações sobre a pintura grega, pois em todas as outras escolas artísticas, as descrições são avaliadas pelas pinturas que chegaram até os dias de hoje, opostamente ao que ocorreu com a grega. Exatamente conhecido como o Velho para diferenciá-lo do seu sobrinho de mesmo nome, chamado de o Moço ou o Jovem.
{{Referências}}
 
=={{Ver também}}==
{{Commons|Plinius maior}}
{{Wikiquote|Plínio, o Velho}}