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O [[marxismo-leninismo]] defende a supressão e finalmente o desaparecimento gradual das crenças religiosas, consideradas como "não cientificas" e "supersticiosas". Nas décadas de 1920 e 1930, organizações como a Liga dos Militantes Ateístas (também chamada de Sociedade dos Sem Deus) participavam ativamente de campanhas de propaganda anti-religiosa. O ateísmo era norma nas escolas, organizações comunistas (como, por exemplo, na Organização dos Jovens Pioneiros) e na mídia. No entanto, a intensidade dos esforços para erradicar determinadas religiões variaram ao longo dos anos em que a União Soviética existiu, dependendo dos interesses estatais. Em 1923, um correspondente do [[The New York Times]] relatou que cristãos estavam comemorando a páscoa pacificamente em Moscou, apesar das ações violentas de repressão em anos anteriores. As políticas e práticas oficiais não apenas variaram com o tempo, mas também se diferiam em suas aplicações de acordo com determinadas nacionalidades e religiões.<ref>[http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F30A11F63D5416738DDDAF0894DC405B838EF1D3 "Moscow Keeps Easter; No Riots Expected; A Faithful Few Still Go to Church and Are Unmolested"], ''The New York Times''. 6 de abril de 1923 Página acessada em 14 de março de 2011.</ref>
 
Em 1929, com o início da Revolução Cultural na União Soviética e o aumento da militância da ala mais radical do Partido e da [[Komsomol]], surgiu um grande movimento dominante em favor do fechamento de igrejas e prisão de sacerdotes. O movimento inicialmente foi aprovado por Stalin. Instruções secretas de "linha dura" não divulgadas oficialmente foram emitidas para organizações locais do Partido. Quando as manobras anti-religiosas instigaram a ira da população rural e condenações do Papa e outros porta-vozes de igrejas no Ocidente, o regime decidiu afastar-se dessa política, que de qualquer maneira nunca tinha sido endossada oficialmente.<ref>Fitzpatrick, S. ''On the drive against religion in 1929-30''. Stalin's Peasants. New-York, 1994. pg. 59-63.</ref><ref>Fitzpatrick, S. ''Everyday Stalinism''. New-York, 1999. pg.27</ref> Em 1941, para conseguir apoio da igreja contra a invasão nazista, Stalin oficialmente dissolve a Liga dos Militantes Ateus, reduzindo também a propaganda e ações anti-religiosas na ussr de maneira significativa.<nowiki><ref >name="Altnurme, Riho 1949"</ref></nowiki><nowiki><ref>[http://www.regels.org/humanright.htm Letters from Moscow, Gleb Yakunin and Lev Regelson]</ref></nowiki><nowiki><ref >name="Dimitry V. Pospielovsky 1987 pg 67"</ref></nowiki>
 
Apesar de todos os líderes soviéticos terem como objetivo de longo prazo o desenvolvimento de uma população soviética coesa, eles experimentaram métodos diferentes para esse objetivo. Para o regime soviético, questões relacionadas a nacionalidade e religião sempre estiveram intimamente ligadas. Portanto, de acordo com a necessidade e os interesses estatais, algumas religiões podiam ser mais condenadas em alguns locais do que em outros e até mesmo podia haver o apoio de determinadas crenças para promover a aproximação com o povo.
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