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{{História da China}}
A '''dinastia Qin''' (em [[Língua chinesa|chinês]], 秦朝),<ref>SCARPARI, M. ''Grandes civilizações do psfbuujfniskdfassadopassado: China antiga''. Barcelona. Ediciones Folio. 2006. p. 20.</ref> também conhecida como '''dinastia Chin''',<ref>SCHAFER, E. H. ''China antiga''. Rio de Janeiro. Livraria José Olympio Editora. 1979. p. 184.</ref> foi uma [[dinastia]] que governou a [[China]] entre 221 a.C. e 206 a.C., e que normalmente figura nos livros de História como a primeira dinastia [[burocracia|burocrática]] ou protoburocrática da [[história da China]]. O período abrangido pelo governo da dinastia [[dinastia chin|Qin]] pode, igualmente, corresponder a uma subdivisão da história chinesa. O primeiro rei dessa dinastia, [[Qin Shihuang|Zheng]], é reconhecido pela historiografia por seus grandes feitos, como a unificação violenta da [[China]], e por seu governo cruel, tendo adotado o título de Shi Huangdi ("Primeiro Imperador") após conquistar os estados de Zhao, Wei, Chu, Yan e Qi. Muitos autores defendem que a reunificação da [[China]] sob um governo burocrático nessa ocasião se deveu em certa medida aos constantes ataques das tribos nômades do norte dirigidos para pilhar os bens da civilização chinesa, que aumentaram consideravelmente a partir do século III a. C.
 
== O Estabelecimento da Dinastia Qin ==
[[Ficheiro:Cin Shihhuang Shaanxi statue.jpg|thumb|200px|estátua de Shi Huangdi]]
 
O final do período da história chinesa conhecido como [[dinastia chou|Zhou Oriental]] (autoproclamação dos senhores como reis de suas terras) assistiu a uma crescente descentralização política. Embora o rei da dinastia [[dinastia chou|Zhou]] continuasse existindo, seus vassalos cresceram em importância econômica e política, tornando-se senhores muito mais influentes que o [[rei]]. O período entre 403 e 221 a.C., chamado de [[Período dos Reinos Combatentes|“a época dos Estados Guerreiros”]], foi marcado pelas guerras entre esses senhores, cujos objetivos eram apoderar-se de pequenos territórios visando aumentar a extensão de seus próprios domínios. Em 335 a.C., senhores regionais passaram a chamar a si mesmos de reis, rejeitando a soberania da antiga dinastia. Desta forma, os domínios desses senhores passaram a funcionar como pequenos reinos sob o nome de seus donos: Han, Wei, Song, Lu, Yue, Chu, Qin. Com o passar do tempo, os reinos mais poderosos foram absorvendo os reinos menores, consolidando sua influência política. No final da época dos Estados Guerreiros, os reinos de Chu (no sul) e Qin (no oeste) eram os mais poderosos. Chu conquistou os reinos de Yue e Lu respectivamente em 334 a.C. e 249 a.C. O reino de Qin obteve suakoksuas vitórias brilhantes graças ao sucesso militar do jovem rei Zheng, aclamado rei com apenas nove anos em 247 a.C., e seus ministros, Lü Buwei e [[Lǐ Sī|Li Si]]. Entre 230 e 221 a.C., o jovem rei conquistou muitos reinos, inclusive seu grande adversário no sul,Chin.
vitórias brilhantes graças ao sucesso militar do jovem rei Zheng, aclamado rei com apenas nove anos em 247 a.C., e seus ministros, Lü Buwei e [[Lǐ Sī|Li Si]]. Entre 230 e 221 a.C., o jovem rei conquistou muitos reinos, inclusive seu grande adversário no sul,Chin.
 
Ao consolidar seus domínios, o rei assumiu o título de [[qin shihuang|Shi huangdi]] (onde Shi significa “primeiro” e huangdi imperador, uma palavra criada a partir dos termos "augusto" e "senhor", normalmente atribuídos aos reis mitológicos da [[China]] antiga). A política do Shi huangdi centrou-se na unificação da [[China]] a partir de uma reforma administrativa que consistiu no combate da nobreza, na adoção de princípios e filosofias [[Legalismo (filosofia chinesa)|legalistas]] e na criação de pequenas unidades administrativas diretamente ligadas ao governo central. O rei também proibiu o porte privado de armas, deslocou famílias, e castigou seus opositores com penas cruéis: alguns foram enterrados vivos, outros sofreram mutilação e outros ainda foram condenados a trabalhos forçados. Durante seu governo, o imperador mandou construir palácios, estradas e fortificações, como os primeiros trechos da famosa [[Muralha da China]]. Um vasto exército de soldados de [[terracota]] enterrado na tumba do Primeiro Imperador, encontrado recentemente por arqueólogos, é um outro exemplo dos empreendimentos grandiosos operados durante o governo de Zheng – acredita-se que tenham sido colocados lá na crença de que defenderiam o imperador na outra vida. O primeiro imperador também chegou a visitar seus domínios completos e, ao final da vida, mandou uma delegação de soldados para o mar na busca da terra mística de Peng Lai, em busca do segredo da imortalidade.
Durante os séculos IV e III antes de Cristo, alguns pensadores chineses passaram a questionar as asserções [[confucionismo|confucianas]] sobre a forma de se governar, trazendo novas ideias para o campo político. Um grupo desses pensadores, chamados de [[Legalismo (filosofia chinesa)|legalistas]], defendiam um governo centrado nas leis e nas instituições fortes. Pensavam na sociedade não em suas possibilidades, mas a partir do que acreditavam ver. Tudo isso ia radicalmente contra as ideias de [[Confúcio]], grande filósofo da era Zhou, que defendia o governo centrado em qualidades morais, nos ritos e na bondade.
 
O primeiro grande autor legalista foi o Senhor Shang, ministro de Estado dos Qin, ainda no período dos [[Reinos Guerreiros]]. Em seu tratado político (338), Shang defende a mudança em oposição à tradição, define as leis como a vontade do soberano e afirma que o rei está acima do que é codificado em leis. Han Feizi, outro legalista importante, defendia que o rei deveria consolidar seu poder por meio da punição e da recompensa, e não se valendo dos métodos confucianos, no qual o soberano deveria tornar-se um exemplo. Também acreditava que o rei deveria tornar suas punições imediatas e de forma autoritária, pois isso impediria que seus domínios fossem fragmentados. Feizi dizia que o rei autoritário “usava de meios que levariam o povo à paz”, embora os povos o considerassem cruel.
 
O reino de Qin foi o primeiro a adotar a filosofia legalista, desde a época dos Reinos Guerreiros. Os governadores aboliram a nobreza e privilegiaram os guerreiros que matavam mais homens em combate, o que permitiu a formação de uma meritocracia incipiente. Favoreceram a entrada de imigrantes em seu território pela entrega de recompensas em terra, aboliram a servidão privada e instituíram pesados impostos pagos em forma de alimentos ou trabalho. Quando o rei Zheng consolidou seu domínio sobre os outros reinos da China, ele continuou seguindo essa política, e foi em grande parte graças a ela que ele conseguiu manter unidos os chineses por algum tempo.<ref name="Shang"> http://www.worldfuturefund.org/wffmaster/Reading/China/lordshangTradwebplan.htm</ref>
 
== Religião dos Qin ==
 
O pensamento religioso dominante na china Qin era ainda muito marcado pelas ideias antigas. Acreditava-se que os "espíritos" dos mortos estavam entre os vivos e, portanto, era necessário agradá-los frequentemente. Com o passar do tempo, os chineses principiariam a refletir sobre o destino dos mortos, chegando a conclusões cada vez mais complexas. A alma dos mortos, acreditava-se, teria duas dimensões: uma terráquea e outra ascética. Esta última seguiria para o céu após a morte, enquanto a primeira continuaria na terra, motivo pelo qual os vivos deveriam sempre deixar oferendas para os antepassados. Mais tarde, com ascensão da [[dinastia Han]], noções sobre o julgamento pós-morte iriam se popularizar entre os chineses.
 
Os chineses também praticavam ritos sacrificiais e adivinhação. O [[I-Ching]], livro das mutações, ainda tinha considerável influência sobre as práticas divinatórias da época. No entanto, é importante lembrar que a política do reino de Chin foi de combater muitos princípios religiosos e morais dos reinos dominados. O Primeiro Imperador, numa política pragmática, mandou queimar muitos dos livros onde estavam preservadas as ideias e morais dos antigos em 213 a.C. Por este motivo, o alcance de filosofias religiosas como as de Confúcio foram momentaneamente restringidas.
 
== {{Ver também}} ==
 
* [[Sociedade na China Antiga]]
{{referênciasref-section|Notas}}
 
== Bibliografia ==
* Roberts, John A. G., ''History of China'' (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, págs - 51-58
 
 
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