Abrir menu principal

Alterações

27 bytes adicionados, 23h48min de 31 de agosto de 2015
ajustes
{{mais notas|data=julho de 2015}}
[[Ficheiro:Paco S Cipriano.JPG|thumb|right|250px|Solar ou [[Paço de São Cipriano]] em [[Tabuadelo]], [[Portugal]].]]
'''Solar''' é a casa de origem de uma [[Nobreza|família nobre]]. O nome também é utilizado de maneira mais ampla para uma residência antiga de grande luxo e conforto, relativo a sua época. Um solar podia ser habitado por nobres ou simplesmente uma família pertencente à [[Elite (sociologia)|elite]] tradicional e antiga de uma região ou cidade. Em alguns poucos casos as famílias originais continuam habitando seus antigos solares.<ref>http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx</ref>
 
[[Ficheiro:Solar Palmeiro.jpg|thumb|right|250px|O ''[[Solar Palmeiro]]'', em [[Porto Alegre]], [[Brasil]].]]
Por vezes, alguns [[Comércio|comerciantes]] e [[empresário]]s muito abastados também construíram seus solares, nomeadamente no [[Brasil]], mas, todos estes foram erguidos no início do [[século XX]].
 
==Significado no Brasil==
[[File:Solar dos Sampaios com decoração natalina.jpg|thumb|250px|O [[Solar dos Sampaios]],em [[Palmácia]],[[Ceará]], [[Brasil]].]]
No Brasil, por muitas vezes os solares são referidos como casarões, e são residências antigas. Símbolos de [[riqueza]] e influência política tradicional da dita família na cidade e arredores, e no caso de a propriedade estar localizada na [[capital]], a influência se expande para todo o [[Unidades federativas do Brasil|Estado]].
 
No [[Rio de Janeiro]] (por ter sido o estado mais importante do final do [[Brasil Colônia]], do [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]], do [[Brasil Império]], e da [[Proclamação da República do Brasil|República]], até a fundação de [[Brasília]] em [[1960]], e a sua capital a mesma do estado [[homônimo]] e simultaneamente a do [[Brasil]], por quase todo esse período) a influência das famílias proprietárias dos solares dessa região alcançava geralmente todo o território nacional, o que já não acontecia nas demais [[província]]s.
 
Os solares desse estado estão divididos entre [[Petrópolis]] e a [[Rio de Janeiro (cidade)|cidade do Rio de Janeiro]], entre algumas exceções.
 
No final do [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]] e no [[Primeiro Reinado]] do [[Império do Brasil]] (1822-1889), essas propriedades eram construídas em [[Salvador (Bahia)|Salvador]] e na [[Rio de Janeiro (cidade)|cidade do Rio]], principalmente no [[São Cristóvão (bairro do Rio de Janeiro)|bairro de São Cristóvão]] e a maioria de seus proprietários detinham títulos de [[nobreza]].
 
Na época do [[Segundo Reinado]] do Império do Brasil (1822-1889) e início da [[Brasil República do Brasil|República]], os solares mais [[luxo|luxuosos]], pertenciam na sua maioria, às famílias [[Nobreza do Império do Brasil|nobres brasileiras]], a algumas [[celebridade]]s e [[nobre]]s estrangeiros, e localizavam-se em [[Petrópolis]].
 
Por volta de 1920 ou 1930, alguns casarões começaram a ser construídos em [[Copacabana]], até lotarem quase todo o bairro e seu entorno com magníficas residências.
Algumas [[celebridade]]s internacionais, alguns [[nobre]]s de outros países e [[empresário]]s multimilionários dos [[Estados Unidos]] e [[Canadá]], adquiriram propriedades nessa área juntamente com as famílias mais influentes e ricas do país, portanto, ainda membras da antiga aristocracia brasileira e alguns poucos [[empresário]]s ou [[comerciante]]s muito abastados.
 
Como tais existem então no Brasil alguns reconhecidos solares como o [[Solar dos Andradas]] na [[São Paulo (cidade)|cidade de São Paulo]], o [[Solar Palmeiro]] em [[Porto Alegre]], o solar dos [[Família Matarazzo (ítalo-brasileira)|Matarazzo]] em [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], o solar dos "Simões Lopes", também chamado de Castelo Simões Lopes, em [[Pelotas]], o [[Solar da Marquesa de Santos]] em São Paulo, o [[Solar dos Sampaios]] em [[Palmácia]], o [[Solar do Jambeiro]] em [[Niterói]], o [[Solar do Visconde de Indaiatuba]] em [[Campinas]], entre outros.
 
==Significado em Portugal==
Em [[Portugal]], essa influência [[política]] e [[riqueza]] tradicional se expandia para todo o país e na época do [[Império Português]], algumas famílias que detinham grandes quantidades de terras nas colônias e navios mercantes, costumavam erguer um solar em [[Reino de Portugal|Portugal]], para que tivessem representação na corte. Esses solares costumam ser achados por muitos territórios do [[Império Português|antigo Império]], pois na expansão ultramarina as mesmas famílias continuaram a sua dominação e foram incluídas algumas famílias que eram importantes em certos territórios e que depois da colonização portuguesa, se "aportuguesaram", como aconteceu em [[Moçambique]], [[Brasil]] e [[Goa|Gôa]].
 
A designação de solar é em geral mal utilizada por quem, não sabendo o seu significado exacto, o confunde com as suas características acessórias mais evidentes, ou seja, de casa antiga e com alguma grandeza, em geral associada à nobreza. Daí que comece a ser cada vez mais vulgar o uso do termo solar para casas que nunca o foram nem na respectiva documentação histórica são identificadas como tal, como é o caso, por exemplo, dos agora ditos [[Solar do Visconde de Almendra]] ou o [[Solar dos Noronhas (Ribeira Seca)|Solar dos Noronhas]], na [[Calheta (Açores)|Calheta]].
Outros exemplos podem ser destacados, de solares que pertencem ou pertenciam a famílias [[nobre]]s e tradicionais ou apenas tradicionais, como a nobre [[Família Morais Sarmento|Morais Sarmento]], que detém o conhecido [[Solar do Visconde de Almendra]], em [[Almendra]], ou como a parte nobre da [[Noronha|família Noronha]], que detém o [[Solar dos Noronhas (Ribeira Seca)|Solar dos Noronhas]] em [[Calheta (Açores)|Calheta]], ou ainda como o [[Solar de Alarcão]], que pertencia à tradicional "família Alarcão".
 
=={{ Ver também}} ==
{{Dividir em colunas}}
Entre outros tipos de propriedades e antigas:
*[[Casa]]
*[[Palácio]]
*[[Quinta (propriedade)|Quinta]]
*[[Castelo]]
*[[Mansão]]
{{Dividir em colunas fim}}
 
{{referências}}
 
39 046

edições