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Uma '''agência de classificação de risco de crédito''' (do [[língua inglesa|inglês]] ''credit rating agency'') ou, mais simplesmente, '''agência de classificação de risco''',{{Nota de rodapé|Outras denominações usadas no Brasil incluem: '''agência de notas de crédito'''<ref>[http://economia.uol.com.br/cotacoes/ultnot/2008/04/30/ult1918u932.jhtm UOL Economia - Bovespa salta 6,3% e alcança recorde histórico após Brasil obter grau de investimento]</ref><!-- dead link<ref>[http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/grau-investimento-caem-barreiras-ao-pais/imprimir Veja - Em grau de investimento, caem as barreiras ao país]</ref> -->, '''agência de ''[[rating]]''''' ,<ref>{{citar web|url=http://static.publico.clix.pt/pesoemedida/noticia.aspx?id=1419994|titulo=Agência de "rating" Fitch não se entusiasma com OE de Teixeira dos Santos|autor=Público |data=27 de janeiro de 2010|publicado=Público}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.ionline.pt/interior/index.php?p=news-print&idNota=38922|titulo=Agências de rating. As três irmãs privadas que dizem quanto vale Portugal|autor=LOPES, Bruno Faria; RIBEIRO, Luís Reis |data=23 de dezembro de 2009|publicado=i online}}</ref> '''agência de análise'''<ref>{{citar web|url=http://www.camaradojapao.org.br/japanese/index.php?option=com_content&view=article&id=2834:mais-uma-agia-internacional-melhora-classifica-de-risco-do-pa&catid=15:notas-gerais&Itemid=500003|titulo=Mais uma agência internacional melhora classificação de risco do país|autor=LIMA, Luciana |data=29 de maio de 2008|publicado=Agência Brasil}}</ref> ou '''de avaliação de risco''',<ref>{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u572519.shtml|titulo=Agência de avaliação de risco mantém nota máxima de crédito dos EUA|autor=Folha Online, Reuters |data=27 de maio de 2009|publicado=Folha Online |acessodata=}}</ref> ou de '''avaliação de risco de crédito'''.<ref>{{citar web|url=http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1417632|titulo=Moodys considera que economia portuguesa enfrenta risco de "morte lenta"|autor=MADEIRA, Paulo Miguel |data=13 de janeiro de 2010|publicado=Público |acessodata=}}</ref>}} denominada, em [[Portugal]], '''agência de notação financeira''' <ref>{{citar web|url=http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=14793|titulo=Ainda o "rating"|autor=MATOS, Ana |data=10 de janeiro de 2005|publicado=Ciberdúvidas}}</ref><ref>{{citar web|url=http://static.publico.clix.pt/pesoemedida/noticia.aspx?id=1420184&idCanal=73|titulo=Agências de notação financeira cautelosas nas apreciações sobre Portugal|autor=PINTO, Luísa |data=28 de janeiro de 2010|publicado=Público}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jlFMbAsLOG-QcwLLyQGr8CmJIU5Q|titulo=Risco de incumprimento nas obrigações portuguesas é "próximo de zero" - Fitch Ratings|autor=Nunes, Diogo |data=9 de fevereiro de 2010|publicado=Lusa}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=14793|título=Ainda o ''rating''|autor=LOURO, A. Tavares; MATOS, Ana|data=10 de janeiro de 2005|publicado=Ciberdúvidas da Língua Portuguesa|acessodata=12 de julho de 2011}}</ref> ou '''agência de notação de risco'''<ref>{{citar web|url=http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=BE-defende-criacao-de-agencia-de-notacao-de-risco-europeia.rtp&article=315697&visual=3&layout=10&tm=9|titulo=BE defende criação de agência de notação de risco europeia|autor=Lusa |data=2 de fevereiro de 2010|publicado=RTP |acessodata=}}</ref>, é uma empresa que, por solicitação de um ou vários clientes, qualifica determinados produtos financeiros ou [[ativo]]s (tanto de empresas, como de governos ou países), avalia, atribui [[nota de risco|notas]] e classifica esses países, governos ou empresas, segundo o grau de [[risco]] de que não paguem suas [[dívida]]s no prazo fixado. Quando esse risco de inadimplência se refere a operações de crédito concedido a um [[Estado]] soberano ou ao seu [[Banco Central]], é chamado [[risco soberano]]. Quando o risco se refere contratos de crédito firmados com a totalidade dos agentes (públicos, incluindo entidades infranacionais e não soberanas, ou privados) de um país, utiliza-se a expressão [[risco país]].<ref name=Risco>[http://www1.eeg.uminho.pt/economia/caac/pagina%20pessoal/Disciplinas/disciplinas%202009/ECON%20BANC/material/canuto_o._e_santos_p._risco_soberano_e_premios_de_risco_2003.pdf Risco-Soberano e Prêmios de Risco em Economias Emergentes], por Otaviano Canuto e Pablo Fonseca P. dos Santos. Série ''Temas de Economia Internacional''. [[Ministério da Fazenda]]. Secretaria de Assuntos Internacionais. Brasília, outubro de 2003, p.16.</ref>
 
Cada agência de classificação de risco possui uma [[taxonomia]] própria. Quanto maior for a probabilidade de [[moratória]] do agente, pior será a sua nota ou a sua classificação. Geralmente, utiliza-se a escala A, B, C, D. Na escala da [[Standard & Poor's]] e da [[Fitch]], a melhor classificação é AAA; a pior é D. Já na escala da [[Moody's]], a melhor classificação é Aaa; a pior é C. Notas acima de BBB- ou Baa3 dão ao agente o ''grau de investimento'', enquanto que os classificados abaixo dessa nota recebem o ''grau de especulação''.<ref name=Risco />
Em agosto de 2011, a S&P rebaixou a nota dos títulos dos [[Estados Unidos]], que por muito tempo mantiveram a classificação AAA.<ref name=controversy/>
Desde o segundo trimestre de 2010, pelo menos uma das ''Big Three'' rebaixou os títulos da dívida da [[Grécia]], de [[Portugal]] e da [[Irlanda]] ao ''status'' de "[[títulos podres|lixo]]" - e muitos analistas da [[UE]] acreditam que esse movimento tenha turbinado a [[Crise da dívida pública da Zona Euro|crise europeia da dívida soberana]]. Em janeiro de 2012, em meio à persistente instabilidade da [[zona euro]], a S&P ainda rebaixou nove países da zona, retirando da [[França]] e da [[Áustria]] a classificação de triplo A.<ref name=controversy/>
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==Overreliance on the Big Three==
A common criticism of the Big Three, and one that was highly linked to [[bank failure]] in the 2008 recession, is the dominance the agencies had on the market. As the three agencies held 95% of the market share, there was very little room for competition. Many feel this was a crucial contributor to the toxic debt-instrument environment that led to the financial downturn. In a preliminary exchange of views in the [[European Committee on Economic and Monetary Affairs]], held in late 2011, it was advocated that more competition should exist amongst rating agencies. The belief was that this would diminish conflicts of interest and create more transparent criteria for rating sovereign debt.
There are over one hundred national and regional rating agencies which could issue ratings if they can build up their credibility by meeting the conditions for being registered by [[European Securities and Markets Authority|European Securities and Markets Authority (ESMA)]]. They could also use data from the [[European Central Bank]] and the [[International Monetary Fund]] to help with their analyses. Reliance on the "big three" could also be reduced by big companies assessing themselves, MEPs added.<ref>{{cite web|url = http://www.europarl.europa.eu/news/en/pressroom/content/20111219IPR34550/html/Credit-rating-agencies-MEPs-want-less-reliance-on-big-three|title = Credit rating agencies: MEPs want less reliance on "big three" | publisher = The European Parliament | date = December 2011 | accessdate = 2012-1-19}}</ref>
 
In November 2013, credit ratings organizations from five countries (CPR of Portugal, CARE Rating of India, GCR of South Africa, MARC of Malaysia, and SR Rating of Brazil) joint ventured to launch [[ARC Ratings]], a new global agency touted as an alternative to the "Big Three".<ref>''[[Reuters]]'', 12 November 2013, [http://in.reuters.com/article/2013/11/12/credit-ratings-agency-idINDEE9AB0AQ20131112 " (Reuters) - Credit ratings organisations from five countries are launching a new global agency, touting it as an alternative to the Big Three agencies which they say no longer meet the needs of the new globalised world. In a statement on Tuesday, ARC Ratings said the agency would launch in London as a joint venture between CPR of Portugal, CARE Rating of India, GCR of South Africa, MARC of Malaysia, and Brazil's SR Rating."]</ref>
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== Funcionamento ==
As agências atribuem as [[nota de risco|notas de risco de crédito]] não apenas a estados nacionais, mas também entidades subnacionais e [[empresa]]s, especialmente bancos. O objetivo da classificação é mostrar a capacidade de pagamento de [[dívida]]s (valor total e juros) no prazo prometido - ou seja, mostrar a capacidade de o [[emissor]] cumprir seu contrato no prazo prometido.
 
As agências classificam tanto um devedor, quanto um [[Título de crédito|título]] específico. Eventualmente, a depender das garantias ou cláusulas contratuais, um determinado título pode ser mais garantido do que o patrimônio do emissor, no seu conjunto. Nesse caso, a classificação do título pode superar a classificação do emissor.
 
Essas agências também atribuem notas aos chamados [[produtos financeiros estruturados]] (ou simplesmente "[[Produtos estruturados (finanças)|produtos estruturados]]"), que são [[derivativos]] de crédito ou títulos oriundos da [[securitização]]<ref>[http://www.investopedia.com/ask/answers/07/securitization.asp What is securitization?]
 
Todavia, os critérios e fundamentos econômicos, bem como o rigor dessas avaliações têm sido questionados.<ref>[http://neweconomicperspectives.org/2015/09/credit-rating-agencies-and-brazil-why-the-sps-rating-about-brazil-sovereign-debt-is-nonsense.html Credit Rating Agencies and Brazil: Why The S&P’s Rating About Brazil Sovereign Debt Is Nonsense]. Por Felipe Rezende. ''New Economic Perspectives", 12 de setembro de 2015.</ref> <ref>[http://neweconomicperspectives.org/2015/09/reactions-to-sp-downgrade-sp-analyst-confirms-there-is-no-solvency-issue.html Reactions to S&P Downgrade: S&P analyst confirms there is no solvency issue]. Por Felipe Rezende. ''New Economic Perspectives", 17 de setembro de 2015.</ref><ref>[http://www.nakedcapitalism.com/2015/07/the-ideology-of-the-sp-threat-to-downgrade-brazil-to-junk.html The Ideology of the S&P Threat to Downgrade Brazil to Junk]. Por Yves Smith. ''Naked capitalism'', 31 de julho de 2015</ref>Após o escândalo da Enron, o então senador americano [[Joe Lieberman]] defendeu que as agências de ''[[rating]]'' deveriam ser submetidas a vigilância por parte da [[Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos]] (SEC) e a uma regulamentação mais rigorosa das suas atividades, incluindo [[auditoria]]s periódicas para avaliar o rigor e a precisão dos avaliadores. Outros críticos acreditam que um choque de concorrência obrigaria as ''Big Three'' - as três grandes agências de ''rating'', que, na prática, atuam como um [[oligopólio]] - a serem mais cuidadosas nas suas avaliações, lembrando que pelo menos uma agência menor, a [[Egan-Jones Ratings Company]], havia rebaixado os títulos da Enron a "lixo" <ref name=CDO /> um mês antes das grandes agências.<ref name=Bloom/> Mais recentemente, um antigo analista da Moody's, William J. Harrington, que trabalhou na agência por 11 anos, apresentou um relatório à [[SEC]], referindo-se a casos de conflitos de interesse e gerenciais que perpassavam os processos da agência. Segundo Harrington, "as agências de ''rating'' têm sido os bichos-papões da crise. De fato, elas têm uma grande responsabilidade, mas esse foco exclusivo sobre as agências encobre os problemas que perpassam todo o sistema - envolvendo grandes bancos, empresas de contabilidade, de advocacia financeira e de investimentos, agências reguladoras e a imprensa financeira.  As agências de ''rating'' prestam um desserviço permitindo que grande parte da culpa recaia sobre elas. Elas estão de fato protegendo esses outros atores - que parecem muito satisfeitos com esse arranjo." <ref>[http://www.theguardian.com/commentisfree/2012/dec/17/ex-moodys-analyst-william-harrington Ex-Moody's analyst: 'By 2006 it was toxic everywhere']. Por Joris Luyendijk. ''[[The Guardian]]'', 17 de dezembro de 2012</ref>
===Excessiva dependência das ''Big Three''===
Uma crítica frequente às ''Big Three'', e muito ligada à [[falência]] de bancos durante a recessão de 2008, é a dominância que as agências exerciam no mercado. Como as três agências (S&P, Fichte e Moody's) detinham 95% do mercado, havia pouco espaço para competição. Muitos acreditam que isso foi um fator crucial que contribuiu para o ambiente infestado de títulos tóxicos que levou à crise financeira. No final de 2011, durante um debate preliminar do [[Comitê de Assuntos Econômicos e Monetarios|Comitê Europeu de Assuntos Econômicos e Monetários]], foi defendida uma concorrência maior entre as agências de rating., acreditando-se que isso reduziria os [[conflitos de interesse]] e criaria critérios mais [[Transparência no mercado|transparente]]s para a classificação da [[dívida soberana]]. Há mais de cem agências de ''[[rating]]'' nacionais e regionais que poderiam fazer avaliação de risco de crédito se pudessem ganhar credibilidade, atendendo às condições para serem registradas na [[Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados|Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados]]. Elas poderiam também usar dados do [[Banco Central Europeu]] e do [[Fundo Monetário Internacional]] para ajudar suas análises. A dependência em relação às  ''Big Three'' também poderia ser reduzida se as grandes empresas se avaliassem, elas mesmas, acreditavam alguns deputados europeus.<ref>{{cite web|url = http://www.europarl.europa.eu/news/en/pressroom/content/20111219IPR34550/html/Credit-rating-agencies-MEPs-want-less-reliance-on-big-three|title = Credit rating agencies: MEPs want less reliance on "big three" | publisher = The European Parliament | date = December 2011 | accessdate = 2012-1-19}}</ref>
 
InEm Novembernovembro de 2013, creditempresas ratingsde organizationsrating fromde fivecinco countriespaíses ([[Companhia Portuguesa de Rating|CPR]] ofde Portugal, CARE Rating ofda IndiaÍndia, GCR ofda SouthÁfrica Africado Sul, MARC ofda Malaysia, andMalásia e SR Rating ofdo Brazil Brasil) formaram uma [[joint venturedventure]], tolançando launcha [[ARC Ratings]], auma newnova agência global, agencyapresentada toutedcomo asalternativa an alternative to theàs "Big Three".<ref>''[[Reuters]]'', 12 Novemberde novembro de 2013, [http://in.reuters.com/article/2013/11/12/credit-ratings-agency-idINDEE9AB0AQ20131112 " (Reuters) - Credit ratings organisations from five countries are launching a new global agency, touting it as an alternative to the Big Three agencies which they say no longer meet the needs of the new globalised world. In a statement on Tuesday, ARC Ratings said the agency would launch in London as a joint venture between CPR of Portugal, CARE Rating of India, GCR of South Africa, MARC of Malaysia, and Brazil's SR Rating."]</ref>
== Notas ==